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março 2012

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Um apanhado do SXSW Music 2012

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O Dudu Fraga esteve no SXSW e, além da cobertura muito legal sobre a parte de cultura digital do festival pro Link, fez um apanhado da parte de música do evento para o URBe. Conta aí, Dudu:

“São mais de 2 mil shows oficiais (e certamente outros 2 mil não oficiais) divididos entre 6 dias de total imersão na pacata cidade de Austin no Texas. Diferente de outros festivais de música, no South by Southwest não existe um único local onde os shows acontecem.

“Os mais diferentes lugares da cidade (bares, estacionamentos, lobby de hotel,….) viram palcos e a cidade toda respira o festival. É como se fosse o carnaval de rua do Rio (sem poder beber na rua e, consequentemente, sem pessoas fazendo xixi em qualquer lugar), todo mundo circulando atrás de um show.

“Essa atmosfera da cidade é uma das principais características do SXSW, é impossível não ser absorvido pela energia jovem, ousada e inconseqüente que a cidade é tomada, ainda mais em pleno Texas. Junta-se a isso artistas de variados estilos (da música latina, passando pelo reggae, hip hop, rock, folk, eletrônica) de variados tamanhos, porém sempre com uma pegada mais independente, e lugares pequenos (somente dois ou três lugares são para mais do que mil pessoas).

“Esse é o SXSW, um festival onde você assiste ao Gossip para não mais do que 50 pessoas e onde facilmente você esbarra e troca uma idéia com o artista que acabou de tocar.

“Incluindo os shows que assisti na parte do Interactive (festival de cultura digital que acontece antes do festival de música) foram mais de 40 shows. Entre descobertas, indicações, bandas que eu já gostava e, claro, grandes furadas escolhi os 10 que mais me chamaram atenção, sem nenhuma ordem de importância.”

Ano que vem tô lá.

Leia as mini resenhas do Dudu e assista os vídeos de algumas das atrações depois do pulo.

Dale Earnhardt Jr. Jr. – Dupla de Detroit que tem dois EPs de 2010 e lançou um álbum em 2011, o “It’s Corporate World”. O show deles é ótimo, uma boa energia e a galera já cantava várias de suas músicas.

Beach Fossils – banda de rock do Brooklin que já tem 2 álbuns. O show foi num club pequeno para umas 60 pessoas que eles colocaram para dançar do começo ao fim.

Daedelus – Produtor americano do selo Ninja Tunes fez um show de música eletrônica super pesadoe experimental tocando um monome.

http://www.youtube.com/watch?v=v2k4KvPuyMM

Fiona Apple – Uma das artistas mais conhecidas do lineup do SXSW fez um show no Stubb’s, um dos maiores palcos. É impressionante a dedicação e entrega dela para o show. Em cada música parecia que ela doava todas suas energias.

Bomba Estéreo – A mistura de música eletrônica com ritmos latinos dos colombianos do Bomba estava super afiada. A vocalista Liliana Saumet estava endiabrada e colocou os americanos para dançar como latinos.

http://youtu.be/_WjVW6LjmMg

Leif Vollebekk – Músico folk de Montreal fez um show bonito numa das igrejas da cidade. Os shows nas igrejas são clássicos do SXSW. Mais acústicos esses shows acontecem todas as noites do festival das 19h até as 2h da manhã. Esse ano teve artistas como M.Ward e a própria Fiona Apple.

Grimes – A canadense Claire Boucher de 24 anos é extremamente talentosa e fez um ótimo show< de música eletrônica no espaço do Google Play, no último andar de um estacionamento. http://www.youtube.com/watch?v=QUO-YDLIMW4&feature=related Michael Kiwanuka – O inglês candidato a sensação do ano fez um show extremamente intimista com suas letras e voz impactante.

Quantic and Alice Russell – O projeto do músico, DJ e produtor Quantic com a cantora Alice Russell tem uma pegada funk soul dançante ótimo de assistir. A banda que a acompanha o projeto é um metade do show

Nneka – Descoberta do festival. Meio nigeriana e meio alemã, essa cantora e compositora canta um reagge/hip hop/soul com letras fortes fazendo o estilo da Erykah Badu. Valeu a noite.

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