arte Archive

terça-feira

17

Abril 2018

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Os trabalhos muito ‘black mirror’ de Dries Depoorter

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Internet, privacidade, identidade nas redes sociais e vigilância. O que poderia ser uma sinopse de “Black mirror” é, na verdade, uma série de temas utilizados no trabalho do artista belga Dries Depoorter.

Baseado em Bruxelas, o cara, que já chamou atenção do TEDx e do SXSW, tem uns projetos ~muito black mirror~ mesmo, que poderiam se tornar roteiros da famosa série exibida pela Netflix.

Tinder In: Depoorter decidiu comparar fotos de pessoas aleatórios em duas redes sociais distintas, o Tinder e o LinkedIn. A princípio, o cara foi criticado por utilizar apenas fotografias de mulheres. Ele rebateu e explicou o motivo. “Usei meu perfil pessoal para realizar a pesquisa”, disse.

Sendo assim, sherlock, chegamos a duas conclusões. Depoorter é hétero e um stalker a nível artístico e acadêmico. Mas isso não é tudo. Ele também é o sortudo que vai exibir o resultado do stalk em galerias de arte em Paris.

Die with me: O nome é bem macabro e parece o título de uma funerária, mas é apenas um aplicativo criado por Depoorter. Disponível para download na Apple Store e no Google Play, o app só pode ser utilizado quando o usuário tiver menos do que 5% de bateria. A ideia é que você bata um papo uma pessoa aleatória do outo lado da tela, que esteja nessa mesma situação de sofrência.

Scratch Tickets: O bilhete é como uma raspadinhas, mas, diferente de oferecer prêmios em dinheiro, carros ou imóveis, o sortudo que encontrar o ticket premiado ganha mais 25 mil seguidores em redes sociais como Twitter e Instagram.

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sexta-feira

1

setembro 2017

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Expo: Disco é Cultura

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Com inauguração nessa sexta e abertura no sábado, dia 02 de setembro, no Castelinho do Flamengo, a exposição Disco é Cultura, com curadoria do Chico Dub, analisa a influência do disco de vinil na arte contemporânea nacional, através de esculturas, fotografias, obras interativas, instalações, telas, performances sonoras e discos de nomes como Cildo Meireles, Antonio Dias, Waltercio Caldas, Chelpa Ferro, Chiara Banfi e outros.

Chico Dub liberou o texto  exclusivade para o URBe seu texto de curadoria apresentando a mostra.

 

Disco é Cultura: o disco de vinil na arte contemporânea brasileira

por Chico Dub

A exposição coletiva Disco é Cultura oferece um conjunto significativo da produção artística nacional contemporânea que elege o disco de vinil e o toca discos como ponto de ignição de pesquisa e experimentação. Nos três andares do Castelinho do Flamengo, o visitante encontra um conjunto heterogêneo de obras brasileiras – dentre instalações sonoras, quadros, esculturas, discos conceituais, vídeos, fotografias, obras interativas, manipulações sônicas e objetos-instrumentos – que, de diversas maneiras, ressignificam criativamente as formas e as funções originais dos dispositivos associados ao universo do vinil.

Disco é Cultura reúne obras que investigam o disco como objeto e conceito, considerando-se aí tanto os seus equipamentos de (re)produção quanto os debates em torno dos desenvolvimentos tecnológicos atuais. O trabalho de Chiara Banfi, por exemplo, lança uma perspectiva crítica sobre os novos tempos digitais e aponta para a perda do ritual corpo (audição) e som. Já André Damião abre uma discussão sobre as relações entre hi-fi e lo-fi (ou alta e baixa fidelidade). Outras referências nostálgicas se fazem presente na obra de Felipe Barbosa, onde hits dos anos 80 são mitificados em uma escultura-pódio e no disco de vinil recoberto de tinta acrílica de Bernardo Damasceno, espécie de hino ao silêncio e a contemplação, em contraposição ao ruído e a velocidade extremada de nossa era digital. Existem ainda comentários políticos (nos trabalhos de Pontogor, Romy Pocztaruk e Hugo Frasa); gambiarras tecnológicas (nas vitrolas preparadas da dupla O Grivo); ponderações sobre o silêncio e o vazio (a instalação de Thiago Salas e o disco de Waltercio Caldas); reflexões sobre a morte (a instalação de Gustavo Torres); o orgulho da propriedade e o disco como retrato da individualidade (Felipe Barbosa) etc.

Um recorte significativo da exposição Disco é Cultura reside no chamado “disco de artista”. Potencializado graças aos movimentos intermedia (tais como os conceitualismos, o fluxus, a poesia sonora e o novo realismo), o disco nos anos 60 se torna mais um instrumento de experimentação artística. Nestes trabalhos específicos, o disco – e não a capa – é a própria obra de arte. Cildo Meireles, por exemplo, utiliza osciladores de frequência para esculpir topologias sonoras em forma de fita de moebius e espiral. Ou ainda, para, através de uma espécie de radionovela, discutir as relações da cultura indígena com a cultura branco-portuguesa. Já o disco de Gustavo Torres não apresenta nenhum som externo, apenas os registros de sua própria gravação. E Antonio Dias grava dois sons contínuos e intermitentes: um despertador e a respiração humana.

Famoso por trabalhar com mídias sonoras das mais variadas, o Chelpa Ferro marca presença com um trabalho sonoro em vinil (um múltiplo) e também com uma colagem escultórica de fitas cassete. Outra exceção à regra curatorial também está no trabalho de Barrão – por sinal, um dos três integrantes do Chelpa. Estes pontos fora da curva não são arbitrários. Eles demonstram que a força da palavra “disco” no Brasil é tão potente que o uso deste termo não se esgota no objeto físico, designando qualquer registro sonoro, independente do formato.

Mídia de reprodução sonora dominante. Obsoleto. Decadente. Hipster. O disco de vinil já atravessou inúmeras fases em sua trajetória. Mesmo que volte a entrar em desuso num futuro próximo – ainda que hoje fature mais do que o streaming –, seu lugar no imaginário coletivo como símbolo-mor da fisicalidade sonora e musical, permanecerá para sempre imaculado.

A exposição abre no dia 02 e fica aberta até dia 24 de setembro, no Castelinho do Flamengo.

terça-feira

20

junho 2017

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Fotos do catálogo da Magnum recriadas com massinha

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Original photograph: Girl with balloons, Grozny, Chechnya, Russia, March 2002 by Thomas Dworzak rendered in Play-Doh by Eleanor Macnair

A fotógrafa Eleanor Macnair é a cabeça pensante por trás do projeto “Photographs renderes in Play-doh“, que recria imagens icônicas com massinha.

Nesse ano, para comemorar os 70 anos da famosa agência Magnum, a artista foi convidada para selecionar dez fotografias e fazer sua própria interpretação de fotografias de Martin Parr, Newsha Tavakolian, Alessandra Sanguinetti, entre outros. O resultado você confere abaixo:

Original photograph: The Necklace, Buenos Aires, Argentina, 1999 by Alessandra Sanguinetti rendered in Play-Doh by Eleanor Macnair
Original photograph: New Brighton. From ‘The Last Resort’, 1983-85 by Martin Parr rendered in Play-Doh by Eleanor Macnair
Original photograph: Subway, NYC 1980 by Bruce Davidson rendered in Play-Doh by Eleanor Macnair
Original photograph: Imaginary CD cover for Sahar. Caspian Sea, Mahmoudabad, Iran, 2011 by Newsha Tavakolian rendered in Play-Doh by Eleanor Macnair

quinta-feira

17

setembro 2015

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sexta-feira

14

novembro 2014

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