Música Archive

sábado

6

julho 2019

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DEP: João Gilberto (1931-2019)

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foto: AFP/Getty 

João Gilberto, 1931-2019.

Hoje a brasileira morreu um pouco. Queria tanto te-lo visto tocar ao vivo… Dá um tristeza tão grande perder um gigante desses, ainda mais no momento atual. O que João construiu ninguém derruba. Que sirva de inspiração para todos nós.

Obrigado pelas músicas!

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João Gilberto foi o maior artista com que minha alma entrou em contato. Antes de completar 18 anos, aprendi com ele tudo sobre o que eu já conhecia e como conhecer tudo o que estivesse por surgir. Com sua voz e seu violão, ele refez a função da fala e a história do instrumento. Pôs em perspectiva todos os livros que eu já tinha lido, todos os poemas, todos os quadros, todos os filmes que eu já tinha visto. Não apenas todas as canções que ouvi. E foi com essa lente, esse filtro, esse sistema sonoro que eu passei a ler, ver e ouvir. Aos 88 anos, com aspecto de quem não viveria mais muito tempo, João morrer é acontecimento assustador. Orlando Silva, Ciro Monteiro, Jackson do Pandeiro, Ary, Caymmi, Wilson Batista e Geraldo Pereira não teriam sido o que são não fosse por João Gilberto. Tampouco Lyra, Menescal e Tom Jobim. Ou os que vieram depois. E os que virão. O Hino Nacional não seria o mesmo. O mundo não existiria. Sobretudo não existiria para o Brasil. Que era uma região ensimesmada e descrente da vida real fora de suas fronteiras. João furou a casca. O samba não seria samba sem Beth Carvalho cantando "Chega de Saudade". A música não seria música sem a teimosia de João. Ele foi uma iluminação mística. Nenhum aspecto do mundo que ele sempre tocou tão rente pode ameaçar a grandeza da verdade de sua arte. E isso era sua pessoa. É sua pessoa, em todos os sons gravados em matéria ou na minha memória. 🖤🌹 . 📸 1. Em SP, na inauguração do Credicard Hall em 1999. 2. Caetano e João – Buenos Aires, em 1999 3. Caetano, João e Gal | No estúdio da Tupi, em 71 4. Turnê na Europa, com @zecalveloso e Luana Costa (@lulu__costam) 5. Em 1990, durante o Festival Internacional de Jazz na França . #CaetanoVeloso #JoãoGilberto #RIPJoaoGilberto #ChegaDeSaudade

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'Não sou um gênio e nem tenho voz privilegiada, é necessário trabalhar duro pelo produto final': Uma longa entrevista com João Gilberto | Blog do Acervo - O Globo
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‘Não sou um gênio e nem tenho voz privilegiada, é necessário trabalhar duro pelo produto final’: Uma longa entrevista com João Gilberto | Blog do Acervo – O Globo

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segunda-feira

15

abril 2019

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Black Alien engata a terceira em “Abaixo de Zero: Hello Hell”

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Pode ainda não ser um sucessor no nível do seu disco de estreia, “Babylon by Gus Vol. 1 – o Ano do Macaco”. Porém, comparado com “Vol. 2 – No Princípio era o Verbo”, Gustavo Black Alien deu um salto monumental.

Em “Abaixo de Zero: Hello Hell”, seu terceiro disco solo, o Mr. Niterói retorna com rimas afiadas e novamente elaboradas, mais uma vez repletas de referências cinematográficas e musicais.

Black Alien desafia-se em beats de andamentos mais rápidos – e com o flow mais ligeiro também. Produzidas por Papatinho, do ConeCrewDiretoria, as batidas remetem demais ao trabalho de sua própria banda, embora sejam aqui muito melhor aproveitadas por um rapper do calibre do Black Alien.

E a verdade é que em seu trabalho, os beats vem em segundo plano, Black Alien pode transformar qualquer base em ouro.

Sendo bem mais direto sobre tudo que passou em relação a sua luta pra se livrar da dependência das drogas nesses últimos 15 anos, fazendo auto crítica, dessa vez Black Alien já abriu mais o escopo e encaixou também outros assuntos.

Enquanto o inegável aspecto catártico de falar da sua experiência é claramente importante para Black Alien, o ressurgimento da sua faceta mais aguda, do cronista urbano, é o fato a se comemorar.

As letras trazem de volta também o Black Alien mais sacana, divertido e anárquico. Se os tempos de doideira ficaram para trás, as loucuras de suas letras ainda são muito bem vindas.

Seria um desafio interessante pra ele próprio se num próximo disco não focasse mais nesse assunto, deixando finalmente seus bichos no passado e focando no agora e em tudo que está a seu redor.

Que o próximo não demore tanto. A capa, criada pelo rapper e designer Parteum, mostra um Black Alien reconstruído, inserido num mosaico finalmente colorido – e de cabeça pra baixo.

Gustavo acelerou, engatar a quinta marcha parece questão de tempo.

quarta-feira

6

março 2019

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O carnaval da chuva

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Num ano que começou turbulento e com um recorde de notícias ruins, o carnaval chegou dando susto, chuva e previsões de chuva ameaçavam botar tudo a perder. O espírito do carnaval, porém, resiste. Não seria um pouco de água que tiraria a disposição do carioca de ir pra rua justamente pra extravasar. Na já clássica pré do Boitatá, abrindo oficialmente o carnaval de rua, aquele mundo de pessoas tomando as ruas do centro, sorrindo, lindas sob o sol, mostrava o quanto esse rito é fundamental para iniciarmos o ano na vibração correta. Contra tudo e contra todos. Juntos nas ruas, que é nossa e também nosso lugar. O Prata Preta saiu cedo da Harmonia, deu um drible em quem estava no Céu na Terra em Santa, desembocou no Desculpe o Transtorno e juntos deram um nó na Gamboa. Alguns rumaram para uma noite Selvagem, outros pra casa para descansar, porque no dia seguinte tinha Desce Mas Não Sobe. Quem foi viu o bloco deslizando de ladinho, pra lá e pra cá, derretido, “ca-ra-lhow!”, até que tentou subir uma ladeira e parou. Sem problemas, o Boitolo aguardava logo abaixo, na Glória, ainda sem saber que estava rumo a um dos seus momentos mais históricos. A tempestade veio, lavou a alma como pede o clichê e empurrou os foliões literalmente para um túnel, onde o tempo parou e o coro fez-se ecoar: “Fora Bozo!” e seu golden shower, porque de carnaval você não sabe absolutamente nada e quem conta a história dessa festa somos nós, caminhando pelas ruas, cantando, dançando, nos abraçando, nos beijando, sendo felizes e positivos do jeito que a gente sabe ser. O Techno Bloco correu tão rápido que quase ninguém alcançou e o Amigos da Onça arrastou multidão. Ludmilla sacudiu o centro a 150 bpm, com a onipresente batida tchun-tchá-tchá-tchun-tchun-tchá que parece ter interligado todas as caixas da cidade via bluetooth. O 4-4-2 jogou simples e esteve em toda parte, sempre a surpresa mais esperada do dia. A Charanga saiu da Vila da Penha e saiu também Sem Pretensão da Rua do Mercado, levando os foliões até bem perto da hora de Caciquear. Ainda deu tempo de lamentar que Acabou o Doce, de novo sob chuva, de novo sem fazer a menor diferença. Hoje é quarta, mas nada de cinzas. A Mangueira fez #MariellePresente e ainda tem mais um final de semana pela frente, mais uma chance de botar tudo de ruim pra fora. E toda energia boa pra dentro. 2019 começou, façamos dele o nosso carnaval.

quinta-feira

13

setembro 2018

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segunda-feira

25

junho 2018

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Conheça o som da pernambucana Duda Beat

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Sofrência, amor, paixão, sotaque carregado, ou seja, tudo que a gente gosta define o som da pernambucana Duda Beat, que lançou em abril seu primeiro álbum, ‘Sinto muito’. Vale a pena adicionar ‘Bixinho’, e outras faixas desse disco na sua playlist. Ouve aí!

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