entrevista Archive

quarta-feira

4

setembro 2019

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RESUMIDO #29 — Manda um zap (21.97969-5848)

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No RESUMIDO #29:  armas sônicas, como tapear as câmeras de segurança e dificultar coleta de dados, baby shark, internet no brasil, o estado do jornalismo, bloqueio nas redes sociais, humor e censura, despacito nos samples, drama de aeroporto, inteligência artificial compondo discos e mais um bocado de coisas!

Abaixo, todos os links comentados nessa edição. O podcast está disponível em todas as plataformas, incluindo Spotify e Apple Podcasts.

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ENTREVISTA

bruno natal, a profile
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a longform on one of the biggest “internet culture authorities” around

JORNALISMO

Xamãs do Instagram: a invasão das ‘influencers’ da pseudociência
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Uma legião de jovens estilosas combina a narrativa do ‘empoderamento feminino’ com o negócio da pseudociência. As discípulas do ‘wellness’ criam um novo gênero de curandeiras que se alimenta do ativismo mesclado com feitiços ou pedras ‘curativas’

Cinco dos dez canais que explodiram no ranking do YouTube durante as eleições são de extrema direita
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Análise inédita mostra que algoritmo do Google ajudou bolsonaristas irrelevantes a bombarem durante as eleições.

DIGITAL

When cities weaponize sound
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Cities have long used hostile architecture to deter unwanted behavior, but now they have a new weapon: sound.

Sonic Warfare
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Sonic Warfare

An exploration of the production, transmission, and mutation of affective tonality–when sound helps produce a bad vibe. Sound can be de…

How I Hid From Facial Recognition Surveillance Systems
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In a world of increasingly sophisticated facial-recognition technology, a drastic technique can throw the machines off your trail.

This Hat Can Fool a Face Recognition System Into Thinking You're Moby
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Researchers created an infrared light device that obscures your face from detection software and can even project someone else’s face onto your own.

Ring: "We don't use facial recognition"; also Ring: "We have a head of facial recognition research"
Link to Ring: “We don’t use facial recognition”; also Ring: “We have a head of facial recognition research”

Ring: “We don’t use facial recognition”; also Ring: “We have a head of facial recognition research”

One of the most obvious facts I’ve learned in covering the unfolding scandal of the secret deals between Amazon’s Ring surveillance doorbell group and hundreds of US police departments …

A new clothing line confuses automated license plate readers
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Garments from Adversarial Fashion feed junk data into surveillance cameras, in an effort to make their databases less effective.The news: Hacker and designer Kate Rose unveiled the new range of clothing at the DefCon cybersecurity conference in Las Vegas.

Uso da internet no Brasil cresce, e 70% da população está conectada
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Uso da internet no Brasil cresce, e 70% da população está conectada

Segundo pesquisa TIC Domicílios, 126,9 milhões de pessoas usaram a rede regularmente em 2018. Metade da população rural e das classes D e E agora têm acesso à internet.

Twitter won’t autoban neo-Nazis because the filters may ban GOP politicians
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Motherboard releases report on what (and who) the algorithmic content filters would ban.

Twitter thinks the word vagina is “vulgar, obscene and distasteful”, according to this thread
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It’s 2019 and women still need to explain that vagina is not a dirty word

CULTURA

How YACHT fed their old music to the machine and got a killer new album
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“I don’t know if we could’ve written it ourselves—it took a risk maybe we aren’t willing to.”

Chain Tripping, by YACHT
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10 track album

How the producers of Despacito use samples to create global hits
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The Future of Music season 2, episode 3

O funk e a criminalização da cultura periférica jovem no Brasil
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A prisão do DJ Rennan da Penha é uma nova face da história de repressão às manifestações populares do país.

Version Museum: A Visual History of Your Favorite Technology
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See the design evolution of your favorite websites, operating systems, and games over time. A comprehensive gallery with dozens of images per article.

RESUMIDO Tracks

Playlist semanal do RESUMIDO, atualizada a cada edição (se gostou muito de alguma música, salva!)

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quarta-feira

5

outubro 2016

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3 Perguntas: Emilio Domingos, diretor do filme “Deixa Na Régua”

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Emilio Domingos Deixa na Régua URBe

A assessoria do cineasta Emilio Domingos nos enviou essa mini-exclusiva sobre o seu trabalho mais recente, o longa-metragem “Deixa na Régua”, que aborda o cotidiano das barbearias da periferia do Rio de Janeiro, estreia domingo, 09 de outubro, no Festival do Rio.

URBe: Qual a relação entre o seu novo filme, ‘Deixa na Régua’, com o anterior ‘A Batalha do Passinho’?

Emilio Domingos: Quando estava filmando A Batalha Do Passinho, percebi que os dançarinos iam toda semana nos barbeiros de suas comunidades. Sexta feira era dia de barbeiro. Os cortes de cabelo eram muito detalhistas e muitas vezes tinham desenhos ou frases escritas na cabeça. Isso me instigou a conhecer os barbeiros e salões. Os salões ficavam lotados com filas de 15 pessoas, aquilo tornava o salão um espaço de conversas longas sobre os mais diversos temas. Tem gente que vai no salão só pra bater papo e nem corta o cabelo. Através da pesquisa conheci os personagens retratados no filme, que são barbeiros de muita popularidade em suas regiões, praticamente pop stars, e que ganham a vida trabalhando praticamente o dia inteiro para atender à crescente clientela.

URBe: Você esteve em bairros bem distintos do Rio para captar as imagens do longa. Como foi a aproximação com os personagens e em quanto tempo realizou a filmagem e produção?

Emilio Domingos: Sim, o filme foi realizado na Vila da Penha, no Morro da Caixa D’água e Piabetá. Alguns personagens eu conheci pelo facebook. Outros conheci na Batalha dos Barbeiros que surgiu após o início da minha pesquisa. Cheguei à gravar a primeira edição em São Gonçalo. Antes mesmo de lançar o Batalha do Passinho, eu já tinha interesse nesse assunto. No Batalha já existem cenas que acontecem no salão de barbeiro. O processo todo levou 4 anos. Com o passar do tempo fui ganhando intimidade e a parceria dos próprios barbeiros na realização das filmagens. A partir desse momento o trabalho fluiu melhor. A filmagem mesmo durou 6 meses durante o ano de 2015.

URBe: ‘Deixa na Régua’ faz parte de uma trilogia sobre o corpo. Explica melhor o que te motivou a realizar esta série de filmes.

Emilio Domingos: Não foi algo planejado. Um filme acabou me levando ao outro. Nessa série de filmes procuro retratar o corpo de uma forma comportamental. Primeiro foi a dança, com a Batalha do Passinho; agora com o ‘Deixa na Régua’ é a estética dos cortes de cabelo’ e o filme que finaliza é sobre o universo feminino. Estou captando para realizá-lo o mais breve possível!

sexta-feira

4

dezembro 2015

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Invasão Novas Frequências: entrevista com Bemônio

Written by , Posted in Música

bemonio_novasfrequencias2016

Oitavo post da série Invasão Novas Frequências, organizados pelo idealizador do festival Novas Frequências, Chico Dub.

Vi o primeiro show do Bemônio  em 2012 e a cada vez que vejo a experiência é totalmente diferente. Tem vezes que gosto mais, tem vezes que gosto menos, mas é absolutamente impressionante como eles podem soar diferente dependendo do lugar onde tocam e da vibe que circula naquele dia específico.

A gente sempre faz shows inéditos de artistas nacionais no festival. No caso de artistas cariocas, pedimos shows especiais, que nunca aconteceram, muitas vezes conversando e propondo coisas. Daí o Bemônio resolveu tocar por cima de um filme polonês de 1961 vencedor do Júri em Cannes. O tema do filme? Exorcismo, claro.

Chico Dub – Qual foi a sua ideia inicial ao criar o Bemônio, como foi a concepção da proposta? Você já tinha feito música antes do projeto, mas como se deu o click do tipo, “cara, é isso que quero fazer, me dedicar, criar uma carreira musical?”

Paulo – Sempre quis fazer música ou participar de alguma forma do meio. Nunca tive uma banda propriamente dita, havia sim um projeto experimental de música eletrônica que simulava um kiks graves dando a impressão de uma sonoridade meio tribal, que no caso se chamava Creep Diets, isso lá pra 98… Meu gosto musical não batia com a dos meus amigos de punk e hardcore da época, por isso nunca tive banda… E não sabia, e nem sei, tocar algum instrumento.

Mas sobre o tal projeto, nunca tinha pensado em levar a sério, era apenas uma forma inicial de se expor. Mas não durou muito pois não havia equipamento para realizar shows e dependia de um PC Pentium para fazer…Os equipamentos na época era absurdamente caros para o que eu queria fazer (MPC, Synth)…

Em 2008, em Teresópolis na casa dos meus pais, eu revi (pela vigésima vez) o filme A Profecia. Durante a abertura eu tive um estalo, algo que me veio a recordar uma sensação que tinha no passado, e de certa forma até hoje, do medo e da impressão de certo modo obscura da Igreja e seu entorno. Digo isso focando principalmente na acústica, reverberação que há no canto gregoriano em conjunto ao ambiente decorado com as imagens e vitrais religiosos. Sempre achei isso muito denso, assustador um pouco, porém extremamente denso. Isso foi a minha relação ao filme, ou seja, de que um filme de terror pudesse ter como trilha inicial algo extremamente religioso e soturno ao invés das trilhas normalmente utilizadas pra esse gênero de filme.

Em 2009, comecei a adquirir tais equipamentos, mas o processo até surgir o bemônio demorou 2 anos, isso porque precisava achar uma sonoridade, algo que me agradasse. Muitas vezes o equipamento por si só não era suficiente, necessitava incorporar uma sequência de pedais pertinente ao que que queria.

Em Janeiro de 2012, consegui atingir um ponto de partida para esse projeto e seu nome: bemônio (sim com B para gerar um ruído de comunicação) o mesmo ruído que há num canto gregoriano sendo interpretado como algo assustador.

Sendo assim, a idéia é de gerar esse desconforto, algo que traga o religioso mas de forma incômoda, que seja uma experiência sensorial na qual o ouvinte entre numa espécie de transe, imersão.

Minha meta sim, é poder viver de música, mas isso apenas um dia após o outro e dedicação pra se tornar realidade…

Continuo sem saber tocar instrumento, sou apenas um pseudo-músico, no quesito prática músical, no que toco…

Chico Dub – Pra quem foi feita a música do Bemônio?

Paulo – Não tem como rotular um público, pois não considero bemônio uma banda, mas sim um projeto musical de imersão. Cada ouvinte terá sua interpretação e experiência vivida ao ouvir. Não tocamos músicas do álbum. Não temos uma forma tradicional de banda. Apenas buscamos o que o público “entre” em tal imersão.

Chico Dub – Como o som do projeto foi mudando e se adaptando a partir da – cada vez maior – participação do Gustavo Matos e do Eduardo Manso?

Paulo – Eu não pensava em ter ninguém além de mim. Não queria que o bemônio se tornasse uma banda tradicional, e ainda por ser algo pessoal seria muito difícil conseguir orientar ou fazer o outro entender o som e o que queria expor.

Tanto o Manso quanto o Matos não foram chamados pra entrar na banda. Mas eles pediram pra ingressar exatamente pelo interesse e compreensão do projeto. Sendo assim, muita coisa mudou e evoluiu muito graças a eles 2 e ao talento deles.

Chico Dub – Como vc tem percebido o público do bemônio e da cena de música experiemental como um todo? Aumentou? Se manteve?

Paulo – Acho que aumentou, ainda estamos num começo e ainda temos muito chão pela frente… Mas, sim, o público vem aumentando e criando maiores interesses pelo tipo de som e experiência de shows.

Chico Dub – Qual vai ser o clima do show no Novas Frequências? Porque a escolha do filme “Madre Teresa dos Anjos”?

Paulo – Vai ser o objetivo do bemônio, fazer o público, ou a quem escuta, entrar profundamente em um transe, em uma imersão de sensorial: tristeza, dor, arrependimento, paz, compaixão, ódio, agonia, fé e devoção… Por isso do filme escolhido.

quinta-feira

3

dezembro 2015

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Invasão Novas Frequências: entrevista com Pigmalião

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pigmaliao_frentebolivarista_novasfrequencias2016

Sétimo post da série Invasão Novas Frequências, organizados pelo idealizador do festival Novas Frequências, Chico Dub.

O Pigmalião é um dos codinomes do Daniel Lucas, produtor carioca que está por traz da Frente Bolivarista, um selo que reune uma turma muito boa de produtores daqui e da América Latina. É um movimento que me faz lembrar do portenho ZZK Records e consequentemente da Dancing Cheetah. Vejo agora, em 2015, uma integração muito maior (mas que ainda precisa aumentar!) entre nós, de lingua portuguesa y nuestros amigos, e isso me deixa bem contente. Avante, Daniel!

Chico Dub – Pigmalião e a Frente Bolivarista têm papel fundamental no impulso de todo um novo movimento musical. O que você espera dessa nova identidade visual e sonora que está surgindo?

Pigmalião – Acredito que é o inicio de uma nova geração de artistas que buscam em suas raízes inspiração para criar modelos estéticos que fogem do obvio e do mainstream. O volume de conteúdo que vem sendo criado por artistas do Brasil, Argentina, Mexico, Chile, Colombia entre outros é enorme.

Chico Dub – Quais são as maiores influências do seu trabalho?

Pigmalião – Hoje as influencias mais relevantes são aquelas com texturas sonoras desconhecidas, feitas com amor, com vontade. A musica africana, do oriente e o folk da america latina tem muito disso, você sente a emoção real expressada.

Chico Dub – Suas músicas são misturas intrincadas de influências distantes. Como funciona seu processo de composição?

Pigmalião – Tenho mesclado referencias latino americanas às sonoridades mais distintas como tailandesas, iranianas, de Mali etc. A ideia é de uma forma aproximar pela musica estas culturas tão desconexas exaltando seus pontos de interseção e as infinitas combinações de timbres nunca antes exploradas.

Chico Dub – Qual a importância da mensagem política no seu som? E qual você acha que é a importância dela na música em geral?

Pigmalião – O caráter politico deste mix de referencias das minhas produções é o de quebrar fronteiras, aproximar as culturas e buscar mais tolerância e paz entre as pessoas a partir da musica. É um dos papéis da musica também.

Chico Dub – O que você pretende para essa festa do Novas Frequências?

Pigmalião – Para o Festival Novas Frequencias apresento meu projeto Pigmalião (www.soundcloud.com/piglion) que norteia o meu selo Frente Bolivarista nesta busca incessante pelos timbres do mundo. A performance é feita com controladores, drum machine e muita musica minha, edits etc.

quinta-feira

3

dezembro 2015

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Invasão Novas Frequências: entrevista com Marginal Men

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marginalmen_djsydney_novasfrequencias2016

Sexto post da série Invasão Novas Frequências, organizados pelo idealizador do festival Novas Frequências, Chico Dub.

A Wobble é a melhor festa do Rio e o Marginal Men equivale a 2/4 dela. Conseguiram melhor do que ninguém integrar o funk carioca e paulista dentro do guarda chuva da tal bass music (dubstep, juke, trap, grime, 2-step…). Além de ótimos DJs, começaram a produzir tracks recentemente e foi aí que me fisgaram de vez. As duas que encomendei para a Hy Brazil (Vol 7) e para a The Wire (Especial Novas Frequências) são das melhores coisas que ouvi recentemente. Vai ser um luxo só vê-los logo depois do The Bug! Ainda mais com as participações especiais do DJ Sydney e do Pininga.

Chico Dub – O trabalho de vocês, e de outros nomes como Leo Justi e OMULU, é mesmo uma tentativa de desestigmatizar o funk ou é mais sobre fazer as pessoas dançarem e curtirem?

Marginal Men – É fazer as pessoas dançarem. A gente cresceu ouvindo, então nossa trajetória pessoal é muito ligada ao Funk. O Pedro começou a gostar de música eletrónica ouvindo o DJ Malboro na extinta Manchete FM e ia vê-lo tocar nas matinês. O Gustavo, antes de entrar na Wobble, era DJ do Truculência Crew, um grupo de Funk carioca com mais 5 cabeças – dentre eles o Fabio Heinz, que era o mascote e hoje é residente da Wobble e uma das cabeças da RWND Records.

Chico Dub – Vocês ficaram muito famosos depois de uma série de remixes de funkeiros emergentes, como o MC Brinquedo e MC Bin Laden. Porque essa arte do remix é tão atacada e menosprezada nos meios mais tradicionais de música?

Marginal Men – Os remixes para MC Bin Laden com Pesadão Tropical e MC Brinquedo com Ruxell, foram feitos para KL Produtora de São Paulo, casa dos dois MCs. Os “ataques” recentes são contra os bootlegs, remixes não oficiais e de grandes gravadoras. O DJ Sliink de Nova Jérsei pediu que mandássemos para ele a versão completa de “ Scylla no Antares” assim que subimos a prévia no Soundcloud.

Chico Dub – Vocês ainda tem pouco material autoral lançado. O que é possível esperar de um possível primeiro disco?

Marginal Men – Nós começamos a focar mais na produção de som autoral esse ano. Depois das parcerias com Branko, Omulu e várias demos com o Sants. Pro ano que vem, pretendemos fazer um EP só de autoral. Recebemos um convite de um selo de fora mas ainda não podemos contar.

Chico Dub – Como foi trazer nomes de peso da música internacional, como o (recentemente falecido) DJ Rashad, para o Brasil, através da festa de vocês, a Wobble?

Marginal Men – Foi foda. E continua sendo. Com tantos artistas que já passaram pela Wobble durante esses 4 anos, acreditamos estar próximos do que desejamos há tanto tempo: uma cena local posicionada globalmente. Em 2014, 73 artistas, entre nacionais e gringos, tocaram na festa.

As visitas de gente como Addison Groove, Machinedrum e DJ Rashad da Teklife, ano passado, ajudaram a formar uma audiência pro Footwork, gênero que já estava presente nos sets dos residentes. Com isso, em 2015, recebemos mais 2 da Teklife: DJ Spinn, que veio na turnê de lançamento de seu EP no Hyperdub, e o jovem Taso que, em entrevista na Radio Magma, comparou a pista da Wobble na Fosfobox com as da sala 1 do Fabric em Londres e do Berghain em Berlim.

O Plastician, dono do selo Terrorhythm, veio tocar no clube e a na rua durante a Copa do Mundo e voltou pra Londres elogiando a pesquisa dos DJs do Rio no programa The Grime Show; até tocou nosso set na Rinse FM!

Outros gringos fizeram mais que tocar e deram workshops para a nova geração de produtores da cidade. Como Mr. Carmack em novembro de 2014 na Casa Nuvem e Swindle em outubro desse ano na Audio Rebel.

Chico Dub – O que vocês pretendem para essa festa do Novas Frequências? Podem explicar como será a parceria com o Sydney? O Pininga acabou entrando de última hora na festa também, certo?

Marginal Men – Queremos apresentar nossas produções, remixes e mashups no NF, além de testar umas inéditas. O Sydney é do Ceara, mas mora no Rio. Conhecemos o trabalho dele em 2013, através das montagens que ele fez junto com o DJ Mibi. Ele estava usando uns kits de bateria bem diferentes do outros produtores do Rio. E a gente já se esbarrou algumas vezes tocando nas mesmas pistas. Curtimos o live dele, que celebra a era de ouro das montagens, então convidamos ele para apresentar esse trampo no NF.

O Pininga, que veio do Recife, mas mora São Paulo, só foi confirmado tardiamente por causa da agenda dele. Ele é residente da festa Muscles Cavern, tem programa na Radar Radio, da Inglaterra, já tocou tantas vezes na Wobble e, esse ano, lançou sua primeira produção na coletanêa do Hy Brazil. O live dele é um “Baile de corredor hardcore”.

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