quarta-feira

13

julho 2005

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5 perguntas – MPC (Digitaldubs)

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Não faz muito tempo, pouca gente tinha ouvido falar de dub no Rio. Marcos Paulo, o MPC, é um dos responsáveis por uma lenta mudança nessa situação. Com os parceiros Nelson Meirelles (fundador do Rappa, produtor do Cidade Negra) e Cristiano Dubmaster, ele formou o Digitaldubs Sound System, equipe que está se tornando referência em reggae.

Abaixo, MPC fala do DD, do trabalho com Yuka e dá uma dica de para onde o reggae deve caminhar no Brasil.

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Como surgiu o Digitaldubs?

Surgiu porque eu queria ouvir dub em algum lugar aqui no Rio. Como não tinha nenhuma festa que tocasse, resolvi começar a fazer uma.
Eu já tinha o nome e tinha começado minhas esperiências de produção no computador, isso em 2001. Logo conheci o Nelson Meirelles e o convidei pra reforçar a idéia. Pouco depois chamei o Cristiano Dubmaster e agora estamos aí.

A festa de vocês está completando um ano na Casa da Matriz. Como é que está indo?

A cada edição a festa está mais legal, sempre em evolução, tanto da gente, quanto do público. Sempre tem uma surpresa, nunca uma é igual a outra. Acho que ja virou tradição ouvir reggae quarta-feira no Rio, né não?

Além do DD, você tem tocado também com o F.UR.T.O. Como surgiu o convite e como é trabalhar com o Yuka?

O Yuka ligou pro Nelson falando que precisava de alguém pra disparar as bases e fazer dub ao vivo na mesa, e que tinha pensado em alguém do Digital, eu ou cris. Acabou sendo eu, pois é isso que eu já fazia no Digital também. Agora fiquei só no dub e é o Damien que lança as bases. Trabalhar com o Yuka é um processo caótico, nunca lógico, em direção a evolução.

Quem mais está se destacando no reggae no Brasil e no Rio especificamente?

O que está se destacando é a cultura dos sound systems. E já era a
hora. Aqui havia se criado uma crença de que reggae não tem nada a ver com tecnologia, o que é total ignorância. Na Jamaica, na Inglaterra e no mundo todo foi assim. As bases do reggae vêm do sound system, tudo começou no sound sytem e por causa dele.

Tem o Dubversão(SP), Bumba Beat (SP), Urcasônica (RJ), Sensorial Sistema de Som (RJ), Echo Sound System (SP)… Cada um encontrando seus caminhos, isso é legal. O pessoal do 7 velas tamabém faz um trabalho legal no desenvolvimento dos cantores e MCs.

Vejo que aqui no Rio cada vez mais gente fala de dub, ragga, sound system. Ninguém precisa ser especialista, só basta curtir, ir nos bailes e dançar. Já temos uma festa periodica estabelecida, agora começou outra, do pessoal do Urcasônica junto com o Sozales. Isso é ótimo! Agora a luta é pra conquistar a Zona Norte, Oeste, Baixada, o
subúrbio, entende? Isso é bem difícil, muitas barreiras pra quebrar.
Se ficar só na Zona Sul a tendência é ser só uma moda e depois sumir.

Quais são os planos para o futuro do DD?

Estamos terminando um disco, em breve, produzido e mixado por nós mesmos no nosso estúdio [Muzambinho]. Não é um disco do Digitaldubs, mas uma coletânea com os cantores que vêm trabalhando com a gente.
Outras coisinhas estão vindo, mas é melhor estar mais concreto pra
poder falar.

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