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novembro 2013

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Transcultura #128: Casey Neistat // Cartiê Bressão

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Texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Americano cria curtas-documentários para falar do cotidiano de Nova York
Os vídeos, publicados no YouTube e na página do ‘The New York Times’, atingem milhões de visualizações
por Bruno Natal

O nova-iorquino Casey Neistat, 32 anos, já teve uma série de TV na HBO, produziu um filme premiado em Cannes e dirige peças publicitárias. A maior parte das pessoas pelo mundo muito provavelmente o conhece pelos vídeos que publica no YouTube ou na página do “New York Times”.

Seus curtas-documentários centrados em questões cotidianas de um morador de Nova York — como o transtorno causado por pessoas que enviam mensagem de texto enquanto caminham pela calçada; o sensacional registro das dificuldades de ser um ciclista, em que decide não parar ou desviar de nenhum obstáculo que surja em seu caminho, sejam outras bicicletas ou carros de polícia; investigações sobre as motivações de quem fica dias na fila da Apple para comprar um novo aparelho; ou testes de honestidade com carteiras propositalmente perdidas — atingem milhões de visualizações.

— Conto histórias sobre qualquer coisa que chame a minha atenção e que eu sinta vontade de compartilhar. Moro em Nova York, é meu lugar favorito, e muitas vezes vejo coisas que quero dividir — explica Neistat.

Os vídeos não são muito elaborados tecnicamente, mas o seu maior valor está na abordagem e na criatividade para editar as histórias. A dificuldade maior, diz Neistat, é justamente escolher os temas.

— Essa é a parte mais difícil: fazer os vídeos. É como correr: numa corrida, o mais difícil não é cruzar a linha de chegada, é se apresentar na linha de partida. O mesmo acontece com filmes. A batalha é transformar uma ideia em realidade.

Boa parte dos vídeos tem uma intenção de educar as pessoas, com alguma espécie de lição de moral — por vezes piegas —, e não é incomum notar o diretor fazendo julgamentos sobre os personagens dos seus vídeos. Esse tipo de abordagem escancaradamente parcial, tanto em documentário quanto em jornalismo, tem sido discutida como o futuro desses formatos. Para Neistat, é mero produto das ferramentas disponíveis.

— Quando uma pessoa com um telefone celular substitui uma equipe de produção, a narrativa tende a ficar cada vez mais estreita.

Tchequirau

cartiebressao.com.br_livro

Auto-entitulado “caçador do efêmero” e responsável por alguns dos mais interessantes registros do cotidiano carioca, sobretudo pela despretensão com que são feitos, no celular, o fotógrafo Cartiê Bressão, está arrecandando fundos para publicação do seu primeiro livro via crowdfunding.

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