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julho 2013

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Transcultura #116: Opala // DJ Sants

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Texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Opala nas ruas
Promessa da geração 2010, grupo seu primeiro show domingo, na Comuna
por Bruno Natal

O gosto comum por pop eletrônico, Nite Jewel, The Knife, pela trilha sonora de “Blade Runner” e pela cultura nipônica aproximou Maria Luiza Jobim e Lucas de Paiva. Decididos a compor juntos, “vomitando ideias para depois tentar decifrar os significados e reconstruir as músicas em cima dessas interpretações”, como dizem, formaram o Opala, que se apresenta pela primeira vez domingo, às 21h, na Comuna (veja na agenda abaixo). O EP de estreia, homônimo, recém lançado, já rendeu inevitáveis comparações com The XX devido aos vocais sussurrados e bases pra se ouvir na horizontal.

— Descobrimos uma química que vinha muito das nossas referências em comum — diz Luiza.
Lucas complementa:

— Tento fazer coisas que ela gosta. Gostamos muito da ideia de fazer músicas meio aquáticas e (retro) futuristas, mas isso não é calculado. Temos também uma obsessão pelo Japão.

Longe dos palcos desde que, em abril de 2012, saiu da Baleia, banda que fazia versões jazz de sucessos pop, Luiza diz que usou o tempo para se reaproximar das próprias influências.

— Fui buscar minhas referências mais antigas, além do jazz: eletrônica, o rock da minha adolescência, White Stripes, Radiohead, Muse, synthpop — conta ela. — Cantei na música do Júlio Secchin, “Night light”, que se assemelha com o que estou fazendo hoje . Conheci o Lucas e conseguimos traduzir esse processo nas nossas músicas.

Lucas tem se destacado como produtor, tanto pelos trabalhos com SILVA e Mahmundi, quanto por seu projeto solo, People I Know e o coletivo Epicentro do Bloquinho. O desafio é imprimir diferentes personalidades em cada um.

— Meus trabalhos costumam ser um reflexo do que eu tenho em minhas mãos naquele momento. Metade do equipamento que estou usando hoje são coisas que fui adquirindo conforme o disco do Opala foi sendo feito — diz Lucas. — Quando a gente começou o EP, não tinha o sintetizador que tenho hoje. Muita coisa que fiz no passado foi com equipamentos emprestados.

O som tem uma onda intrinsecamente preguiçosa. Como é usual nesses tipo de projeto, a transição para o palco pode ser complicada.

— Temos dois modelos de apresentação. Um é menor, apenas nós dois, onde canto, Lucas solta as programações e toca os sintetizadores, e tentamos executar o máximo que quatro mãos conseguem. O maior tem uma banda , com um guitarrista e baixista. No show deste domingo, optamos por um meio termo e chamamos a Marcela Vale (Mahmundi) pra tocar guitarra e fazer segunda voz — diz Luiza.

Para a questão se o Opala é um projeto temporário ou uma banda pra construir carreira, Luiza tem a resposta.

— Tem dado certo, está ficando com a nossa cara. O Opala é um dia de cada vez (risos).

Tchequirau

O garoto Sants lançou seu segundo EP. “Low Moods” serve tanto pra pista quanto para os fones de ouvido, a referência continua sendo a bass. Influenciado por suas passagens pelo Rio, tem música homenageando a Comuna e participações de Cybass e Gorky (Bonde do Rolê).

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