URBe Archive

sexta-feira

2

dezembro 2011

8

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URBe, 8 anos: a festa

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Com muito atraso, lá foi mais uma festa de aniversário do URBe. Oito anos e a beira de completar nove, em abril de 2012. Ano que vem acerto a data.

Foi uma noite animada, principalmente pela apresentação do Autoramas. Uma honra comemorar com uma das bandas mais legais do Brasil. A casa não estava lotada, a chuva mais uma vez atrapalhou, mas quem foi, viu um showzão. As 22h40 a banda já estava no palco, obedecendo o horário restrito do Studio RJ.


Autoramas

Também não sei se foi só a chuva… Lembro da festa de 2009, primeiro ano do Facebook forte no Brasil, o estrago que a divulgação pela rede social fez. 700 pessoas do lado de dentro, outras 700 de fora. Tem andado muito difícil divulgar eventos sem parecer uma mala (e como eu tenho divulgado eventos…), o Facebook está saturado, tanto de convites quanto os murais, ninguém está mais respondendo a nada. É complicado fazer as pessoas saberem do que está acontecendo quando todas estão sendo bombardeadas o dia inteiro, por coisa que interessa e coisa que não interessa.

O momento  mais inusitado da noite ficou por conta da advogada do Autoramas subindo ao palco para entregar ao grupo o documento que encerra a pendenga jurídica da banda com a fabricante de brinquedos Estrela, dona da marca Autorama, dos carrinhos de corrida. O Autoramas agora tem seu nome registrado e está devidamente autorizado a explorar a marca como quiser.


Sany Pitbull

Infelizmente, por limitações de som da casa, questões técnicas que os proprietários prometem solucionar definitivamente nas próximas semanas, as apresentações do Sany Pitubull e do Strausz foram prejudicadas e não teve pista.

Estava muito amarradão de finalmente receber o Sany e estrear o novo projeto do Strausz numa festa do URBe. Não deu nem tempo de tirar foto do Strausz, logo encerrei a pista com a chapação do Lone, quando ainda era 1h30. Foi uma pena, fico devendo um set para cada um deles, numa pista cheia.


Febre

Por conta disso, a festa terminou cedo. Uma turma grande rumou pra Matriz, onde estava rolando uma edição da agora esporádica Febre, a primeira festa de drum n bass do Brasil. A pista tava cheia, os hits estão voltando, o terreno se desenhando pro retorno triunfal das batidas quebradas.

Vai saber… De repente ano que vem, a festa de nove anos tem Marky, Patife, Koloral e Andy. 😉

quarta-feira

30

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Sany Pitbull

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Troquei uma ideia com Sany Pitbull, atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/29168937″]

DJ, em que pé anda o funk hoje? O que você tem visto de mais legal por aí?

Sany Pitbull – O Funk vive em constante mutação, misturas e encontros dos mais inusitados acontecem dentro do universo funk. O que o mundo chama de mashup por exemplo, nós funkeiros já fazemos há 20 anos com nossas montagens e hoje a coisa estrapolou a mesa dos DJs e produtores, a coisa agora é na dança, o funk se mistura com samba, frevo e até balé classico. A Batalha do Passinho é a síntese do poder do funk como manifestação cultural.

E lá fora, você que viaja bastante pode falar, como andam as coisas? O funk ainda está quente ou esfriou?

Sany Pitbull – Hoje o mundo conhece e reconhece o nosso funk. Antigamente existia só funk ( James Brown, Afrika Bambaata e etc), hoje existe o “Baile Funk Carioca” feito no Brasil e exportado pro mundo todo. A coisa não esfriou, continua quente, nós aqui no Brasil que parece que já nos acostumamos e não damos mais notícias sobre as conquistas do funk mundo à fora. Hoje o beat do tambor ja é encontrado em artistas e produtores internacionais, sem falar que todos os dias um DJ/artista de funk embarca para alguma apresentação fora do país. É um caminho sem volta, o funk ja conquistou seu espaço além favelas. Temos o filme “Favela on Blast”, do Leandro HBL e Diplo, que vem ganhando muitos prêmios nos festivais por onde passa até hoje, um deles foi o prêmio de melhor tilha sonora original do Festival de Cinema de Miami-USA. E por falar em Miami, está sendo rodado um documentario nos EUA sobre o Miami Bass, ritmo que deu origem ao Baile Funk, e o Rio de Janeiro e sua música estão presentes no documentario, isso mostra como ainda estamos crescendo lá fora.

E fora do funk, o que você tem visto de interessante na produção eletrônica aqui do Brasil?

Sany Pitbull – O Tecno-Brega é muito legal, me lembra o funk carioca na sua consistencia e produção, são fragmentos de outras musicas e culturas que formam o ritmo, gosto muito.

O que você tem vontade de fazer e ainda não conseguiu no funk?

Sany Pitbull – Mesmo dormindo 4 horas por dia, isso quando durmo, me falta tempo pra encarar muitos projetos e botar ideias em prática, mas uma orquestra de MPCs seria incrível … a Orquestra Filarmônica da Favela.

O que você está preparando para festa do URBe?

Sany Pitbull – Muitas surpresas musicais boas. É uma festa de aniversário, não é ? Em festa de aniversário vale tudo… Vamos nos divertir muito, garanto.

segunda-feira

28

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Autoramas

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Uma conversa com o Gabriel Thomaz, do Autoramas, grande atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ, apresentando o recém-lançado “Música Crocante”. Como disse antes, Autoramas é Autoramas, não tem erro.

[soundcloud url=”http://soundcloud.com/musicacrocante/tudo-bem/s-aGel6″]

Vocês acabaram de lançar “Música Crocante”. Como está indo a repercussão?

Gabriel Thomaz – Está supimpa, melhor q nunca…A primeira prensagem já esgotou, depois de 10 dias de lançado, nunca tínhamos conseguido fazer isso. Os comentários tem sido muito legais, as músicas novas nos shows tem funcionado maravilha. Geralmente tínhamos q esperar uns meses pros discos começarem a pegar de verdade, agora tem sido diferente. O próprio lance do crowdfunding teve um papel legal nisso, pq já tinha gente falando no disco sem nem ele estar gravado ainda. Vamos em frente! 🙂

E como foi o processo de gravação? O que mudou do disco anterior para esse?

Gabriel Thomaz – Bom, a entrada da Flavinha mudou bastante a banda de lá pra cá… E o “Desplugado” foi o primeiro disco que lançamos com ela e q consideramos um disco de carreira, já que a maior parte do repertório ou é inédita ou é de coisas que nunca havíamos gravado. De certa forma, essa novidade pra gente não é tão novidade assim. Na realidade, a gente quis nesse novo disco reafirmar nosso estilo. Os shows que começamos a fazer fora do Brasil aumentaram muito a auto-estima da banda, já que os comentários da gringaiada eram sempre que tínhamos um estilo próprio e um som único, então a vontade de reafirmar nosso próprio estilo foi gigantesca. Sou da época que dizer que alguém tem estilo era um elogio (acho q ainda estamos nessa época heheheheh).

Você é tido como o operário do rock brasileiro. As coisas facilitaram ultimamente ou a luta é a mesma?

Gabriel Thomaz – Cara, não concordo quando falam isso, tô nessa esse tempo todo me divertindo pra caramba, se não fôr divertido eu tô fora. O q fazemos é não faltar aos compromissos e realizar nossas ideias malucas. Tem gente q acha estranho pq nossa história não é aquela roteiro de filme, da banda q começa, lança um disco e conquista o mundo imediatamente. Se fosse assim não teria gente pra construir esse cenário que existe no Brasil da música independente. O Autoramas foi ponta de lança dessa história toda, quando artista independente era sinônimo de banda iniciante. E hoje a história é outra.

Pra você, o que falta para a cena independente brasileira se tornar de fato sustentável?

Gabriel Thomaz – Nada. Os principais artistas se sustentam com facilidade. Assim como acontecia na época das gravadoras. Só alguns artistas contratados conseguiam viver de música. E tem gente q ainda tá no caminho e vai chegar lá.

O que vocês estão preparando para festa do URBe?

Gabriel Thomaz – Vamos tocar músicas de todos os discos, mas priorizando o disco novo. Vejo artistas q estão lançando disco novo, mas vão a tv e tocam músicas antigas. Graças a Deus com a gente isso não acontece. É Música Crocante na cabeça.

terça-feira

8

fevereiro 2011

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5 perguntas (URBe 7 anos) – Ajax

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Formado por Filipe Raposo e Gustavo MM, o Ajax, atração da festa de 7 anos do URBe, nessa quinta, 10 de fevereiro, conta sua história:

URBe – Filipe, qual tua história com os toca-discos?

Filipe Raposo – Começou em 1975, quando nasci. Meus pais são viciados em música, meu pai especialmente. Desde pequeno a tradição era acordar ao som forte de um grave cheio. Aparelhagens de som bombásticas e toca-discos de última geração eram a cachaça do meu pai, muitos discos dançantes eram trilha sonora matinal. Pra você ter uma idéia, minha mãe tinha todos os discos em vinil do Prince, Kid Creoule e outros. Eu, meu irmão (João do The Twelves) e minha irmã demos sequência no vício.

Para mim, esse foi o início da fórmula. Música boa e dançante igual boas emoções. Juntando a vontade de compartilhar esta alegria mais o desejo de escutar aquela faixa numa altura cavalar, fez o DJ. Daí, foi comprar um par de CDJs e um mixer para começar a fissura. O debut foi em 2006, na extinta e excelente festa mineira que o Fabiano Moreira trouxe para o Rio junto com a sua mudança. Junto com Breno Pineschi, nós formamos o duo Mustache DJS. O Breno depois abandonou o áudio e concentrou no visual, e o Mustache DJs ficou no Filipe Mustache.

De lá pra cá, toquei em inúmeras festas cariocas, ao lado de grandes nomes da nossa cena carioca, nacional e outros internacionais como Matias Aguayo, Woolfly e etc. Ainda produzi alguns eventos e festas, entre elas a nossa querida e exótica CALZONE.

URBe – Gustavo, resuma a sua longa trajetória.

Gustavo MM – Eu frequentava muito clubes e shows em geral desde muito novo (mesmo, tanto que lembro perfeitamente do Rock in Rio 1, com uns 15 anos ). Desde os clubes mais under como Dr Simth a Hipopotamus, eu ia a todos e sempre ficava vidrado no que o dj fazia com a pista. Um belo dia nos anos 90 , meio que do nada, resolvi comprar um par de toca-discos, aceitei de cara convites para residencias dizendo “que era dj sim”, fiz sempre minhas festas como a Minimal Sessions no Les Artistes, Playground no 00 , Combo e etc. Daí fui acrescentando outros trabalhos como trilhas para desfiles, fiz alguns shows mais experimentais pelo Projeto Morfina e o trabalho hoje como pesquisador para a Agência de music branding Gomus.

URBe – Como surgiu a ideia do Ajax? Qual a onda?

Filipe – Ajax é filho da Cheetah. A macaca mãe através de seus filhos Chico Dub, Pedro Seiler e João Brasil foram os maiores incentivadores do projeto. O Chico Dub frequentava muito a Combo, festa que fez história na cidade no Club 69, e lá, já experienciava os toques da Disco exótica que eu ou o MM tocavamos no meio de nossos sets. Chico e Gustavo MM deram start na festa Clap! que no ínicio tinha uma proposta mais global guettotech e aquilo particularmente me chamou a atenção: senti que uma nova fase chegava. Space Disco já não tinha mais o que explorar, as novidades já eram genéricos do que realmente foi bom e ritmos exóticos se tornaram muito mais atraentes e estimulantes para dançar. Comecei a gravar uma case nova.

Qual o futuro do projeto?

Filipe – Gravar uns re-edits e quem sabe produzir algumas faixas. Vontade há de sobra, já o tempo…

Deixem um top 5 do Ajax.

Barış Manço – Aman Yavaş Aheste 12″ [Baris K Re-edit]

Nickodemus, Zeb & Balkan Beat Box – “Balkan Beat Box”

Adir Nickodemus, Zeb & Balkan Beat Box – “Balkan Beat Box – Adir Adirin” (Nickodemus Remix)

Christy Essien Igbokwe – “Rumours 1980”

John Ozila – “Funky Boogie”

terça-feira

8

fevereiro 2011

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5 perguntas (URBe 7 anos) – mario maria

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Uma conversa com mario maria, uma das atrações da festa de 7 anos do URBe, nessa quinta, 10 de fevereiro:

URBe – O que é e como começou o mario maria?

mario maria – Começou da possibilidade de gravar minha voz em casa. eu já tocava guitarra e violão, compunha pra/na banda e pra violão-solo, e aí veio essa chance de montar canções ouvindo minha voz, coisa que eu ainda to relativamente começando a fazer. Então começou mesmo de ter o computador/gravador em casa, das oportunidades que ele abriu. Ao mesmo tempo não queria ser tão central, tão trovador da história, e assumi esse apelido como forma de abrir pra outras pessoas participarem ou no mínimo tratar de algo coletivo.

URBe – Por que esse formato? Já pensou em ter uma banda?

mario maria – Sinto falta de tocar acompanhado, mas quando gravo não sinto tanto porque as pessoas participam de alguma forma, dando opiniões, fazendo sons, videos, compondo, pessoas com quem conto pra várias coisas no projeto. No ao vivo tenho assumido o velho voz e violão, que é de onde as músicas vêm e também incorpora o ambiente em torno, gerando um clima talvez parecido com o do disco.

URBe – O lo-fi é uma opção de linguagem ou uma necessidade?

mario maria – É uma opção. Tem a ver sim com reduzir custos, mas hoje em dia você pode fazer um disco hi-fi em casa pelo mesmo preço, praticamente. O meu “lo-fi” talvez venha de não exigir certa “quantidade de informação” pras minhas gravações, e testar os sons até que fiquem de um jeito que me agrade, e sem horários regulares de trabalho. O que não é necessariamente tão minucioso… Acho que no EP isso casa bem com o tema das músicas, quase sempre caseiras, interioranas. Talvez case até demais…

URBe – Como vai ser a apresentação na festa do URBe?

mario maria – Será um show curto de músicas novas na maioria, minhas e versões pra músicas de outros (um cover da “Take it Back”, do Pink Floyd, tá garantido). Vai ser uma apresentação mais sobre o que está por vir no projeto e considerando muito o fato de tocar numa festa de DJs, num salão. Tem uma prévia do que pode rolar no site, uma música.

URBe – Alguma gravação nova a caminho? um disco completo?

mario maria – Tenho gravado e tocado muito violão, usando a afinação aberta que aprendi só agora lendo a biografia do Keith Richards. Virou um instrumento novo, acho que isso estará no show. Não sei se as gravações vão gerar um disco, mas espero que sim. E tem agora um video pra “Eclipse”, feito pelo Rafael Salim, a Maya Dikstein e eu.