segunda-feira

28

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Autoramas

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Uma conversa com o Gabriel Thomaz, do Autoramas, grande atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ, apresentando o recém-lançado “Música Crocante”. Como disse antes, Autoramas é Autoramas, não tem erro.

[soundcloud url=”http://soundcloud.com/musicacrocante/tudo-bem/s-aGel6″]

Vocês acabaram de lançar “Música Crocante”. Como está indo a repercussão?

Gabriel Thomaz – Está supimpa, melhor q nunca…A primeira prensagem já esgotou, depois de 10 dias de lançado, nunca tínhamos conseguido fazer isso. Os comentários tem sido muito legais, as músicas novas nos shows tem funcionado maravilha. Geralmente tínhamos q esperar uns meses pros discos começarem a pegar de verdade, agora tem sido diferente. O próprio lance do crowdfunding teve um papel legal nisso, pq já tinha gente falando no disco sem nem ele estar gravado ainda. Vamos em frente! 🙂

E como foi o processo de gravação? O que mudou do disco anterior para esse?

Gabriel Thomaz – Bom, a entrada da Flavinha mudou bastante a banda de lá pra cá… E o “Desplugado” foi o primeiro disco que lançamos com ela e q consideramos um disco de carreira, já que a maior parte do repertório ou é inédita ou é de coisas que nunca havíamos gravado. De certa forma, essa novidade pra gente não é tão novidade assim. Na realidade, a gente quis nesse novo disco reafirmar nosso estilo. Os shows que começamos a fazer fora do Brasil aumentaram muito a auto-estima da banda, já que os comentários da gringaiada eram sempre que tínhamos um estilo próprio e um som único, então a vontade de reafirmar nosso próprio estilo foi gigantesca. Sou da época que dizer que alguém tem estilo era um elogio (acho q ainda estamos nessa época heheheheh).

Você é tido como o operário do rock brasileiro. As coisas facilitaram ultimamente ou a luta é a mesma?

Gabriel Thomaz – Cara, não concordo quando falam isso, tô nessa esse tempo todo me divertindo pra caramba, se não fôr divertido eu tô fora. O q fazemos é não faltar aos compromissos e realizar nossas ideias malucas. Tem gente q acha estranho pq nossa história não é aquela roteiro de filme, da banda q começa, lança um disco e conquista o mundo imediatamente. Se fosse assim não teria gente pra construir esse cenário que existe no Brasil da música independente. O Autoramas foi ponta de lança dessa história toda, quando artista independente era sinônimo de banda iniciante. E hoje a história é outra.

Pra você, o que falta para a cena independente brasileira se tornar de fato sustentável?

Gabriel Thomaz – Nada. Os principais artistas se sustentam com facilidade. Assim como acontecia na época das gravadoras. Só alguns artistas contratados conseguiam viver de música. E tem gente q ainda tá no caminho e vai chegar lá.

O que vocês estão preparando para festa do URBe?

Gabriel Thomaz – Vamos tocar músicas de todos os discos, mas priorizando o disco novo. Vejo artistas q estão lançando disco novo, mas vão a tv e tocam músicas antigas. Graças a Deus com a gente isso não acontece. É Música Crocante na cabeça.

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