los hermanos Archive

quarta-feira

28

novembro 2007

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Dois hermanos

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Poucos meses após o anúncio do intervalo na carreira do Los Hermanos, Marcelo Camelo apareceu no MySpace, já com o vídeo de uma música nova, instrumental, só o violão e o barulho do mar.

Rodrigo Amarante, que tem sido mais prolífico em suas aparções musicais pós-banda, também colocou uma faixa em sua página. Trata-se de “Evaporar”, presente no disco de parcerias do guitarrista tropicalista Lanny Gordin.

Ouve-se a música de um, ouve-se a do outro e pensa-se: não estão tão distantes assim.

sábado

27

outubro 2007

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Rolling Stone, Outubro/2007

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Fui convidado para votar e resenhar algumas bolachas para lista dos 100 maiores discos da música brasileira, publicada na Rolling Stone Brasil 13.

Com a edição fora das bancas, seguem os textos.

De brinde, a minha lista completa, sempre mutante.

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Os 20 (em nenhuma ordem específica):

“A tábua de esmeralda”, Jorge Ben

“Coisas”, Moacir Santos

“Da lama ao caos”, Chico Sciense & Nação Zumbi

“Bloco do eu sozinho”, Los Hermanos

“Nadadenovo”, Mombojó

“Disfarça e chora”, Cartola

“Lado B, Lado A”, O Rappa

“Ando meio Desligado”, Mutantes

“A bad Donato”, João Donato

“Prelude”, Deodato

“Racional”, Tim Maia

“Os afrosambas”, Baden Powell e Vinícius de Moraes

“Chega de saudade”, João Gilberto

“Construção”, Chico Buarque

“Estudando o Samba”, Tom Zé

“Transa”, Caetano Veloso

“A dança da solidão”, Paulinho da Viola

“Roberto Carlos (1970)”, Roberto Carlos

“Funk Brasil”, DJ Marlboro

“Edison Machado é samba novo”, Edison Machado

“Transa”

Caetano Veloso
1972 – Phillips

Gravado em Londres em 1971 e lançado no Brasil em 1972, “Transa” foi o terceiro e último disco gravado por Caetano Veloso no exílio e o primeiro a sair após seu retorno ao país (desconsiderando “Barra 69”, que saiu antes, mas foi gravado ao vivo com Gilberto Gil, antes dos compositores irem “passear” na Inglaterra, à convite da ditadura). Se pode-se dizer que algo de bom pode ser extraído de um exílio, o encontro de um tropicalista com uma cultura extrangeira, in loco, é um bom exemplo. Intercalando letras em inglês (cinco no total) com versos do poeta Gregorio de Mattos (“Triste Bahia”) e um samba de Monsueto de Arnaldo Passos (“Mora na filosofia”), “Transa” é auto-biográfico até o osso. Fala sobre estar sozinho e longe de casa (“You don’t know me”) e de como incorporar o choque cultural, como a citação ao reggae na Portobello Road, em “Nine out of ten”, que Caetano já afirmou ser a primeira gravação brasileira a citar os compassos do ritmo caribenho. Talvez pela distância, pela falta de olhares vigilantes, Caetano nunca tenha sido tão Caetano.

“Da Lama ao Caos”

Chico Science & Nação Zumbi
1994 – Chaos (Sony)

1994 foi um ano de renovação musical intensa, um momento chave para música brasileira. E o principal fato dessa renovação foi o lançamento do disco “Da lama ao caos”. Reza a lenda que a gravadora contratou Chico Science & Nação Zumbi no escuro, pensando ter encontrado, em Recife, uma resposta para o fenômeno de vendas do axé É o Tchan!, colocando no mapa não apenas uma das mais criativas bandas do país, mas boa parte da cena de Pernambuco, o Mangue Bit e seu manifesto. A mistura de maracatu, rock, hip-hop, dub e música eletrônica era tão inovadora e abrangente que continua repercutindo até hoje.

“A Bad Donato”

João Donato
1970 – Blue Thumb Records (EUA)

Morando nos EUA, Donato ganhou carta branca da gravadora para fazer o disco que quisesse, com direito a uma boa verba para adquirir equipamentos,. Decidiu então fazer experimentos com sintetizadores e pianos elétricos. Montou uma banda assustadora (incluindo Dom Um Romão, Emil Richards, Bud Shank e integrantes da orquestra de Stan Kenton), convidou o arranjador Eumir Deodato e gravou “A bad Donato”. Declaradamente influenciado por James Brown e Jimi Hendrix, o disco (tido como um marco do jazz fusion) faz uma fusão genial do funk com música brasileira.

“Bloco Do Eu Sozinho”

Los Hermanos
2001 – Abril Music

Após uma exposição nacional massiva e massificante, provacada pelo hit Anna Júlia, o Los Hermanos surpreendeu sua gravadora, a imprensa e, principalmente, seus fãs com a mudança de direção proposta pelo “Bloco do eu sozinho”. Em vez de seguir a fórmula do sucesso, que implorava por outra anna-qualquer-coisa, a sonoridade ska-hardcore-pop do primeiro disco deu lugar a andamentos quebrados, melodias intrincadas e letras reflexivas. Como num recomeço, voltaram a tocar em lugares pequenos e renovaram de seu público, que se cristalizaria no terceiro disco e tomaria proporções messiânicas no quarto. O culto começou aqui.

“Ando Meio Desligado”

Os Mutantes
Polydor – 1970

Não é tarefa fácil competir com discos como “Jardim Elétrico” ou o homônimo “Os Mutantes”, porém faixas como “Desculpe babe” e “Ando meio desligado” – talvez o maior clássico da banda – pesam a favor. Admirado no exterior por nomes como Beck, David Byrne e Kurt Cobain, o disco tem arranjos de Rogério Duprat e marca o distanciamento dos Mutantes do movimento tropicalista, aproximando-se mais do rock e da psicodelia, embora seja praticamente impossível definir um estilo, tamanha é a variaçao temática das canções. Você nunca mais verá seu refrigerador da mesma maneira.

“Quem é Quem”

João Donato
1973 – Odeon

O time reunido em “Quem é quem” por João Donato é forte, como quase sempre é em seus discos. Dori Caymmi e Laércio de Freitas assinas arranjos e Marcos Valle é o assistente de produção, enquanto o baixista Bebeto, o percussionista Naná Vasconcelos e outros músicos acompanham o pianista no estúdio. Donato finalmente se permite cantar, inaugurando um estilo inconfundível. Lançado um ano depois do retorno de Donato ao Brasil, após mais de uma década nos EUA, o disco é um reencontro do pianista com o samba-jazz, envenenado e entortado por seus experimentos elétricos no exterior.

segunda-feira

27

agosto 2007

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Rolling Stone, Julho/2007

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Matéria sobre o astro João Brasil e resenha do último show do Los Hermanos que escrevi para a Rolling Stone Brasil 10.

Com a edição fora das bancas, seguem os textos.

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foto: Lucas Bori
João Brasil e Seus 8 Hits

“Tipo de mulher predominante no mundo. Banida das capas de revistas, é a anti-heroína, o mal necessário. Elas sempre te divertem”.

Essa é a definição de baranga no dicionário do carioca João Brasil. “Baranga”, a música, foi lançada ano passado. Com o refrão hilário “Baranga / Cheia de marra / Cintura de ovo / Pega quem quiser / Mas tem que chegar”, transformou-se num sucesso na internet e aos poucos vai ganhando o mundo real.

“Fiz ‘Baranga’ e a turma foi gostando. A música foi parar em sites e blogs e começou a crescer. Depois fiz ‘Supercool’ e as pessoas pediram mais. ‘Mamãe virei capitalista’, com participação do De Leve, veio nessa leva”, explica o hitmaker.

A rede tem tido papel importante também na formatação de João Brasil como artista. Seu estilo musical foi definido por um fã, através de um comentário no YouTube, como ”Nova Guarda”. O complemento do nome artístico, João Brasil e Seus 8 Hits, também foi pescado do recado de um admirador no MySpace.

Os temas das letras são variados, tratados sempre com ironia, seja descrevendo os antenados (“Supercool”), paixonites por prostitutas (“Elisa”), fanfarronices (“Cobrinha fanfarrona”) ou bebedeiras (“O carnaval acabou com o meu fígado”). Sem falar nas brochadas (“Pau molão”). Todas, diz João, autobiográficas. “Quero fazer as pessoas rirem, se divertirem. Algo animado, pra relaxar. Acho que falta humor e mais músicas alegres, como o funk”.

As produções simples, misturando timbres eletrônicos do começo da década de 90 com batidas de funk e levadas de soul, soam calculadamente toscas, a atmosfera kitch servindo à perfeição as letras e as melodias grudentas.

Produtor de mashups, dono do estúdio Lontra, no Rio, com um diploma de publicidade e outro da prestigiada faculdade norte-americana Berklee College of Music pendurados na parede, João às vezes é cobrado por um material mais elaborado. Ele discorda.

“Faço minhas músicas de maneira séria. As pessoas imaginam Berklee como um antro de jazz, que o cara tem que sair de lá um virtuoso. Não é assim. Tem gente que vai lá pra aprender a fazer música pop, rock, eletrônica. Estudei várias linguagens, técnicas e instrumentos. Foi bom para ter a liberdade de ser auto-suficiente”.

Suas músicas chamaram a atenção de veículos como O Globo e ele já tocou ao vivo no cultuado programa de rádio de Maurício Valladares, Ronca Ronca. A aproximação com o grande público veio quando “Baranga” foi adotada como hino da campanha “faça uma encalhada feliz”, do programa “Mucho macho”, apresentado por Marcos Mion na MTV.

“Na primeira vez, o Mion anunciou a música dizendo que havia sido enviada por mim, só que eu não sabia de nada. Só depois, um garoto me escreveu contando que tinha sido ele quem tinha mandado falando que era eu!”, conta João.

Outro sucesso, “Mônica Waldvogel”, feita em homenagem a jornalista, foi elogiada pela própria musa inspiradora. “Ela me escreveu um e-mail falando que adorou e dizendo que ‘ia acabar ficando famosa’. Agora só falta tocar no ‘Saia Justa’! (risos)”.

Os planos para o futuro incluem participar dos festivais do circuito independente e enfrentar os roqueiros armado apenas com seu teclado e laptop. “Vou na cara e na coragem. Só estou conseguindo agradar ao público porque estou agradando a mim mesmo”, conclui Brasil.

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Samba a dois

Los Hermanos
Fundição progresso – Rio de Janeiro – 07, 08 e 09 de junho
5 estrelas

Do lado de fora da Fundição Progresso, os bares permaneceram vazios durante as três noites. A tradicional social, tão característica das noitadas cariocas, foi substituída por uma apreensão.

Ao invés de beber e conversar, o público preferiu aguardar o início das apresentações de pé, encarando um palco vazio das 22h até pouco depois da meia-noite, como se o Los Hermanos pudesse entrar a qualquer momento. Ansiosos, os fãs chegaram a vaiar a demora.

A tensão no ar, misto da tristeza de alguns, com a esperança de outros da separação não durar muito, era quebrada por um urro monstruoso, assim que as luzes de serviço se apagavam. O volume da gritaria, já bastante alto, crescia ainda mais quando a banda finalmente entrava em cena. Como se fosse a última vez.

Quando no dia 23 de abril, as vésperas de entrar em estúdio para gravar seu quinto disco, o Los Hermanos anunciou através do seu saite que entraria em um “recesso por tempo indeterminado”, pegou seus fervorosos admiradores de surpresa.

Sem saber se os dois shows divulgados no mesmo comunicado (que logo se tornaram três, tamanha a velocidade com que os ingressos se esgotaram) seriam a última chance de ver o quarteto na formação clássica, o evento foi tratado por fãs e imprensa como uma despedida oficial. Mesmo com os integrantes da banda declarando que o plano não seja esse.

Apesar da péssima acústica, a Fundição, na Lapa foi o único palco no Rio capaz de obedecer a dois critérios: ter feito parte da história da banda e capacidade de comportar um público estimado em cinco mil pessoas por noite. Foi ali que o Los Hermanos fez um dos seus shows mais importantes, no festival SuperDemo, em 1998, antes da crucial apresentação no Abril Pro Rock, que os revelaria para o Brasil.

O desespero dos seguidores dava lugar à alegria quando (de terno, gravata e sapato, como o pastor de um culto) Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante (de blazer branco), Bruno Medida e Rodrigo Barba pisavam o palco.

Era hora de aproveitar a chance de jogar mais uma vez serpentina e confetes para o alto durante “Todo carnaval tem seu fim”, de gritar “vai!” no final de “A flor” e de berrar cada palavra das letras. E foi isso que o público fez, em três noites em que foram maiores que a banda.

A platéia era o palco e o palco era a platéia. Emocionados, os hermanos riam e saudavam os fãs com “vocês são foda!” (Camelo) e “não dá pra se acostumar com isso não” (Amarante), além de comentar sobre as diversas bandeiras de outros estados, das pessoas que viajaram especialmente para esse encontro.

Embora a ênfase tenha sido nos três trabalhos posteriores, combinando o repertório dos três shows, mais da metade das músicas do primeiro disco foram tocadas, uma raridade. A supostamente renegada “Anna Julia” foi tocada todas as noites, recebida com a mesma empolgação dos outros sucessos do grupo.

Foram três shows históricos, de celebração da banda com seu público. Independente de a banda ter ou não acabado, seria até besteira falar do aspecto musical numa situação dessas. Mesmo porque, as canções, abafadas pelos gritos da torcida, eram praticamente inaudíveis.

Nessas três noites, nada disso importava. O lance era entre eles dois. O Los Hermanos e seus fãs.

terça-feira

17

julho 2007

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Na contramão

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foto: Caroline Bittencourt

Esse texto sobre a pausa do Los Hermanos foi originalmente escrito para Rolling Stone, assim como uma resenha do três shows de despedida na Fundição Progresso. Como a revista, por achar suficiente, decidiu publicar apenas a crítica, disponibilizo o texto no URBe.

A biografia do Los Hermanos é repleta de marcos e rupturas. O “recesso por tempo indeterminado” é somente mais uma dessas decisões quixotescas (ou românticas ou polêmicas) que parecem acompanhar a trajetória da banda.

Criada num período de mudanças e transições na indústria fonográfica, do sucesso nas rádios à internet, o Los Hermanos se destacou nas duas realidades.

Uma das últimas bandas a estourar via fitas-demo, em cassetes (hoje extintas, substituídas por CD-Rs e MP3), o Los Hermanos também protagonizou o primeiro grande vazamento de músicas de um artista brasileiro na internet, quando os ensaios do que viria a ser “Ventura” caíram na rede sob o nome “Bonança”, título do disco à época.

O quarteto sempre andou na contramão. Esse é um dos principais motivos da banda colecionar tantos seguidores, encantados com a postura independente, quanto desafetos, enfezados com a rebeldia calculada. Fazia tempo que um grupo não despertava sentimentos tão díspares e intensos no público.

Dispostos a construir uma carreira, optaram pelo caminho mais difícil. “Anna Julia”, sucesso responsável pelas 350 mil cópias vendidas do primeiro disco, foi sacada do repertório dos shows, numa escolha até hoje mal interpretada como renegar a música.

Arriscaram-se novamente no segundo disco, o cultuado “Bloco do eu sozinho”. De sonoridade pouco comercial e sem o apoio da gravadora na divulgação por considerá-lo “difícil”, “Bloco…” reconstruiu e catalisou o atual fiel público da banda.

Durante dez anos, as escolhas se provaram corretas. Se nunca mais atingiram a vendagem da estréia (marca raramente obtida no mercado de lá pra cá), ganharam respeito. Tudo isso enquanto compunham canções de letras de fácil identificação e arranjos originais, aproximando o rock e a mofada MPB.

O terceiro disco, “Ventura”, mais palatável, expandiu a base de fãs, levando o Los Hermanos, entre outras coisas, a ser atração principal num dos palcos da primeira edição do internacional Tim Festival, com os norte-americanos do Lambchop fazendo o show de abertura, prática pouco comum no Brasil.

O contemplativo “4”, outra guinada artística, recebido com ressalvas pela crítica, de acordo com os números divulgados pela gravadora, vendeu mais que o antecessor.

Agora a história se repete. As vésperas de entrar em estúdio para gravar seu quinto trabalho, contrariando as expectativas, o Los Hermanos desiste de cumprir a cartilha mercadológica que pede um disco de carreira a cada dois anos, puxa o freio de mão e pára pra repensar a carreira.

Embora a pausa anunciada, com direito a shows especiais de despedida, possa soar contraditória, os motivos dessa decisão foi tratado som sigilo, somente entre os integrantes e seu círculo de amizade. Para os fãs, restou a surpresa.

O quarteto, já pouco afeito a aparições na imprensa, coerentemente calou-se, deixando muita gente sem entender nada. A pergunta mais repetida nos últimos meses foi: o Los Hermanos acabou de vez? A resposta oficial é “não”.

Como os integrantes da banda, fora uma ou outra declaração frisando que “recesso é recesso”, se esquivaram de se aprofundar no assunto, criou-se margem para especulações, quase todas de cunho negativo. “Recesso é eufemismo para o fim”, “deixaram a janela propositalmente aberta para voltar com um Acústico”, “Camelo e Amarante brigaram, por isso não querem falar”, “crise criativa”.

Alheios às adivinhações, os integrantes seguem caminhos separados. Em se tratando de Los Hermanos, qualquer previsão é furada.

Para Rodrigo Amarante, o futuro começou dois dias depois, na estréia da temporada de lançamento do primeiro disco da banda de baile da qual faz parte, a Orquestra Imperial. Fala-se ainda em uma participação no disco de Devendra Banhart.

Gravado como compositor por Maria Rita e produtor do disco do seu tio, o ex-Tamba Trio Bebeto Castilho, Marcelo Camelo participou da gravação Acústico MTV de Sandy & Junior, pouco antes dos shows de despedida.

O baterista Rodrigo Barba entrou em turnê com a banda de hardcore carioca Jason, além de tocar com o Latuya, enquanto o tecladista Bruno Medina segue escrevendo em seu blogue. O tempo dirá se as músicas da banda serão tratadas como “Anna Julia” em eventuais carreiras solo dos quatro músicos.

Se não é o fim da banda, é o final da primeira fase. Com tanta gente tentando chegar lá, o Los Hermanos resolve parar. No último show, Barba vestia uma blusa do Autoramas, o que remete a renovação.

Talvez, esse refluxo gere espaço para outras bandas, com potencial para agradar o mesmo público. De Mombojó e Moptop, aos ex-Acabou la Tequila Nervoso & os Calmantes, Kassin e seu projeto +2, passando por Móveis Coloniais de Acaju, Wado, Cidadão Instigado e Lucas Santtana. Herdeiros não faltam.

Longevidade nunca esteve diretamente ligada a qualidade musical, a história está cheia de exemplos pra comprovar. Ser grande também é saber a hora de se sair de cena. Seja um gesto calculado ou uma decisão sincera. Depende de quem está interpretando.

sexta-feira

15

junho 2007

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Meiota

Written by , Posted in Música


edição e imagens: Felipe Continentino

O primeiro semestre foi repleto de shows improváveis. A lista de desejos ficou bem mais curta, com direito a muitos brindes.

O maestro Eumir Deodato finalmente voltou a tocar no Brasil, apresentação devidamente captada para um DVD (com os amigos Felipe Continentino, Eduardo Hunter e Rafael Mellin). Sempre tive certeza que um dia fosse ver o Lee Perry, acabei entrevistando a lenda para o “Dub Echoes”. Até o Rage Against ressurgiu diante dos meus olhos.

Em compensação, teve a surpresa mesmo do recesso dos Los Hermanos. A resenha dos shows de despedida ficou para Rolling Stone. Como escrever duas seria demais, fica o vídeo com trechos de várias músicas da derradeira noite.

E o ano ainda está na metade.