indústria da música Archive

terça-feira

2

janeiro 2018

0

COMMENTS

Protegido: A invasão do fãs: o colapso da quarta parede e a tomada do palco

Written by , Posted in Digital, Música

Este conteúdo está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:

Anúncios

terça-feira

29

abril 2014

1

COMMENTS

Novas mídias, velhos barões: pouco mudou na música digital

Written by , Posted in Destaque, Música

nextbigsoundreport2013_01

Um dos pontos mais comentados do relatório 2013 da empresa de análise de métricas da indústria da música Next Big Sound foi o fato de que mesmo que as mídias sociais tenham dado mais força para artistas menores, quem comanda o tráfego continua sendo os mega artistas – mesmo em plataformas em que se acreditava que sua presença não fosse tão forte.

Confira alguns números abaixo (e leia o relatório completo para saber mais).

Alcance nas redes:

nextbigsoundreport2013_03

Consumo de conteúdo:

nextbigsoundreport2013_02

Uma conferida nas séries de TV dos EUA mais compartilhadas também tem um resultado parecido: no topo estão duas emissoras abertas, a CBS e a ABC:

most-pirated-networks-and-shows-bittorrent

segunda-feira

27

janeiro 2014

1

COMMENTS

Grammy, uma auto-celebração positiva

Written by , Posted in Destaque, Música

paulmccartney_grammy2014_dancing

O Grammy de ontem deixou uma singela lição para a indústria da música brasileira.

Taylor Swift dançava sem parar enquanto Kendrick Lamar provava que uma inusitada parceria com o Imagine Dragons poderia dar muito certo – basta querer.

Paul McCartney, Steven Tyler, Yoko Ono – e todos convidados – cantavam e sorriam durante a apresentação do Daft Punk. Sem falar na quantidade de participações especiais.

São cenas banais, porém dizem muito sobre uma cena que se respeita, se frequenta (mesmo que via headphones) e, principalmente, se auto promove para o benefício de todos.

O fã da Taylor fica curioso sobre o Kendrick; o do Kendrick ouve e conhece o Imagine Dragons; os Beatlemanícos dão um pouco mais de valor por Daft Punk; e a molecada (bom, molecada já não sei, o prêmio é meio véio por natureza) fica curiosa e vai atrás do Stevie Wonder.

Uma festa dessas serve exatamente para isso, é da indústria para indústria, pura auto-celebração. Mesmo assim, nos eventos parecidos por aqui só da puxação de tapete, intriga e ego comendo solto. E os poucos que tentam gerar essa relação simbiótica acabam tomando na cabeça da patrulha estelar.

taylor swift grammy dancing kendrick

sábado

21

julho 2012

4

COMMENTS

Pitty e a encruzilhada entre arte e trabalho

Written by , Posted in Destaque, Música

Citando o Arnaldo Branco, a Pitty escreveu isso aqui hoje no FB, uma análise sobre arte enquanto trabalho. Fala, Pitty:

“‘As pessoas gostam de falar mal das bandas que cedem às pressões do mercado, mas fazem a mesma coisa todo dia de 9 às 6.’

“Arnaldo Branco, em seu novo livro, sintetizando um pensamento que volta e meia me ocorre.

“Mas aí me ocorreu um outro: por quê sentimos isso em relação a arte e não a um emprego, entre aspas, comum? Talvez porque intuimos (ou nos condicionamos, ou aprendemos) que a arte é sagrada, e partindo desse suposto caráter “divino” não pode ser maculada ou influenciada por quaisquer questões demasiado terrenas tais como ter que pagar o aluguel no final do mês. E talvez não sintamos isso em relação a empregos “comuns” por uma culpinha cristã: se você exerce uma atividade que não gosta e é extenuante, sua compensação, se não emocional e intelectual, deve ser financeira. Se escolheu fazer o que gosta- privilégio de desaforados pois “estamos aqui para sofrer”, nada mais justo que seja punido por esta insolência com a miséria.

“Romantizamos os artistas falidos, os que sofreram, passaram perrengues em nome da arte porque aos nossos olhos tornam-se mártires: penaram e pagaram com sua própria existência para que outros artistas, num futuro mais brilhante pudessem exercer o ofício dignamente. É um quase se “jesusificar”; eu me sacrifico para que um dia possa ser melhor. É como uma promessa de pureza, pueril e idealista; idealizada e nobre, porquanto bela.

“Gosta-se de heróis, precisa-se deles.. mas confesso maior simpatia pelo anti-herói, aquele que não é necessariamente o antônimo, mas que apenas se permite ser humano e fazer suas cagadinhas pelo meio do caminho. Que se desvela do tal suposto caráter divino, que abdica de ser santo e mártir e assume que pagar as contas é algo bem legal. E mais ainda, que é mágico: constrói com maestria a ilusão de que está jogando o jogo e dá a volta em todos os mecanismos, e os usa a seu favor.

“No final, o mais legal e o mais difícil é aquele que consegue abarcar o melhor dos dois mundos; o divino e o terreno. Que consegue manter sua arte imaculada no sentido de liberdade criativa, mas que não se sente culpado de ser remunerado por ela. E que entende que certas concessões se justificam lá na frente, que tudo tem peso e medida, e que recuar no campo de batalha é só estratégia para se posicionar melhor e mais forte.

“Voltando a Arnaldo: talvez por conveniência, talvez por covardia, ou quem sabe por justiça; a sentença me vestiu como o mais bem cortado terno.”

Pra refletir.

quarta-feira

8

setembro 2010

2

COMMENTS

Transcultura #017 (O Globo): Spotify // Sleep Cycle

Written by , Posted in Imprensa


Clique na imagem para ampliar

Com um belo atraso, o texto da semana retrasada da coluna coletiva “Transcultura” que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Música no ar
Saite sueco Spotify conquista o público com seus dez milhões de arquivos em “streaming”
por Bruno Natal

O hábito de escutar música online, iniciado com a explosão das trocas de arquivos no Napster no ano 2000, vai rapidamente migrando para os serviços de streaming. A exemplo de como funciona o MySpace, nesse tipo de transmissão o usuário nunca recebe o arquivo com a música, simplesmente aciona o fluxo de dados em um servidor a partir do seu computador. Exatamente por essa facilidade, ainda que as gravadoras briguem por melhores remunerações, uma das principais plataformas para escutar músicas atualmente é o YouTube.

Com um catálogo gigantesco, estimado em mais de 10 milhões de músicas, o sueco Spotify despontou como a estrela desse tipo de negócio. Lançado no final de 2008, já conta com mais de 700 mil usuários, dos quais 250 mil são assinantes (segundo dados da revista Wired). Esse é o grande diferencial do Spotify. Se o serviço em si não é uma novidade – há outros mais antigos, como Rhapsody, Last.Fm, Mog, Zune – ele se diferencia porque seu modelo de negócio está se sustentando mesmo com o crescimento.

Enquanto outros tentaram se sustentar principalmente através de anúncios para os usuários gratuitos, mesmo com acordos com as grandes gravadoras e principais selos, a base de assinantes não se expandiu como esperado, o alto número de usuários gratuitos estouraram o limite de anúncios e as contas não fecharam na hora da divisão.

Com esse tipo de serviço se popularizando, um acordo padrão para esse tipo de execução online fica cada vez mais próximo. Resta resolver a complicada matemática entre o direito das gravadoras, editoras e artistas. Embora especialista apontem que anúncios ou assinaturas não são suficientes para cobrir os custos, o We7 (we7.com), fundado por Peter Gabriel, recentemente conseguiu fechar no azul utilizando esse modelo de negócio.

Dois fatores pesam para o sucesso do Spotify. O primeiro, dizem, é uma comentada participação das principais gravadoras no negócio, aliviando nas exigências nesse primeiro momento (e gerando acusações de não oferecer bons acordos para os independentes). O outro são os aparelhos celulares. O grande salto financeiro do Spotify veio quando foi lançado o aplicativo para telefones, disponível apenas para assinantes. Quem paga também ouve arquivos com melhor qualidade de compressão. A possibilidade de ter a discoteca mundial no bolso por cerca de 28 reais mensais, sem precisar ocupar espaço no HD, perder tempo procurando na rede ou esperar pra baixar, é irrestível. O número de páginas dedicadas apenas a distribuir as coletâneas feitas por usuários é a prova disso (spotifyplaylists.co.uk é um deles), com o serviço apostando cada vez mais em características de redes sociais e interacção.

Como sempre, não há nada dos Beatles ou do Pink Floyd. Apesar de muita coisa brasileira – Cidadão Instigado, Marcelo Camelo, Wado ou Mombojó, com discografias desatualizadas. Tim Maia e Jorge Ben, por exemplo, só estão disponíveis em coletâneas. Por enquanto o serviço está restrito aos usuários de alguns países da Europa. A limitação é feita baseada nos dados do cartão de crédito utilizado para o pagamento e no endereço IP de quem estiver contratando o serviço, portanto isso significa que quem tiver um amigo em um dos países ativos pode usá-lo para contratar o serviço.

Os fundadores do Spotify dizem que a disputa deles é com a livre troca de arquivos, oferecendo facilidades semelhantes mediante um pagamento justo. Nos EUA, mercado onde o Spotify sequer entrou ainda, o Grooveshark (grooveshark.com) cresce sem parar. Sem precisar de cadastro e disponível em qualquer país, os próprios usuários sobem as músicas, garantindo que se encontre quase tudo e fazendo com que o saite execute mais de 60 milhões de músicas por mês. Também há um acordo com gravadoras, porém esse método gera diversas músicas duplicadas, triplicadas e nem sempre com a melhor qualidade. É o preço da gravidade.
A dificuldade então é análoga ao ditado “Quem tem tudo, não nada tem”. Com todas as músicas do mundo no seu bolso, saber o que e por onde começar. Dar conta de escutar tanta coisa será a grande tarefa.

Tchequirau

Através do acelerômetro do iPhone o aplicativo Sleep Cycle monitora a vibração do colchão provocada pelos seus movimentos, determina o estágio do sono e dispara o alarme durante o sono leve, garantindo um despertar suave.

Anúncios
%d blogueiros gostam disto: