Imprensa Archive

segunda-feira

23

julho 2012

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Transcultura #88: Discos do 2º semestre // Strausz

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Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Ouvido atento para alguns dos discos mais esperados do segundo semestre
Transcultura chama atenção para músicas de trabalho de álbuns recém-lançados ou que ainda vêm por aí
por Bruno Natal

1. Tame Impala — “Apocalypse dreams”: Se a “síndrome do segundo disco” já é uma fonte de pressão, imagina a responsabilidade de gravar o sucessor de um dos melhores discos de 2010. Os australianos do Tame Impala parecem ter sobrevivido ao teste, com sobras. Antes de “Elephant”, música oficial de lançamento do novo álbum, “Lonerism”, eles soltaram esse sonho apocalíptico que mostra que a psicodelia continua.

2. Frank Ocean — “Thinking about you”: O integrante do Odd Future dedicado ao R&B tem tido dias agitados desde que tornou pública sua orientação sexual num texto no Tumblr e, mesmo em meio à fofocada que se formou, Frank Ocean colocou seu disco para audição por alguns dias e arrancou declarações de “disco do ano” por toda rede. Essa “Thinking about you” saiu no fim do ano passado e é um hit.

3. The Xx — “Angels”: Demorando à beça para dar um gosto do aguardado segundo disco, o trio inglês mostrou mais do mesmo. Só que mais do mesmo do The Xx é mais do muito bom. Frases de guitarra delicadas cantando sobre uma programação de bateria minimalista, apoiadas em $ções do baixo e cobertas por sussuros.

4. Dirty Projectors — “Gun has no trigger”: Abre-alas do “Swing Lo Magellan”, disco que acabou de sair, os vocais de soul e os vocais de apoio de coral têm como base apenas numa batida funkeada e uma linha de baixo dançando pra lá e pra cá. É basicamente isso e não precisa de muito mais. Vindo do Dirty Projectors estranheza é qualidade, e eles não decepcionam.

5. Ariel Pink’s Haunted Graffiti — “Only in my dreams”: Com os pés nos anos 1960, o Ariel Pink apresenta um lado mais pop e lapidado, coisa rara para uma banda conhecida pelas experimentações lo-fi. Talvez esse seja o caminho do disco novo, “Mature themes”, já que antes eles tinham soltado uma versão de “Baby”, do Donnie & Emerson, nessa onda.

6. Little Dragon — “Sunshine”: Uma receita quase certa para a ruindade é aguardar o resultado de uma música encomendada a uma banda legal por alguma marca. Se for de bebida, então, sai de baixo. Contrariando tudo isso, o Little Dragon atendeu aos desejos de uma vodca e manteve a pose, sem concessões, soando exatamente como o Little Dragon, como se fosse uma sobra do bom disco “Ritual Union”. Mesmo que estejam pensando num drink de frutas.

7. Major Lazer — “Get free”: Do terrível projeto dos produtores Diplo e Switch (que abandonou o barco), Major Lazer, surgiu essa fofura de chapação, com vocais de Amber Coffman (Dirty Projectors), referências orientais e uma lentidão contagiante, forte candidata a música do ano. Diplo enfim conseguiu sua nova “Paper planes”, hit que produziu com M.I.A.

Tchequirau

O menino Strausz continua sua série de remixes, dessa vez dando uma torcida em “Where Have You Been”, da Rihanna, que já tem pegada pra pista, mas fica mais pesada e levemente quebrada.

segunda-feira

16

julho 2012

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Transcultura #87: DJ Cosmo Baker // Bloc Party

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Olhaê meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O rap virou pop. DJ americano Cosmo Baker acha essa evolução natural
Ele é a atração da festa de seis anos do blog Só Pedrada Musical, neste sábado
(N.E. já rolou)
por Bruno Natal

Após anos, o hip hop cresceu, mas não exatamente da maneira que os primeiros aficionados imaginavam. O rap virou pop. O DJ americano Cosmo Baker, atração da festa de seis anos do blog Só Pedrada Musical, do DJ Tamenpi, na Comuna nesse sábado, vê essa evolução como algo natural.

– Na época em que Puffy aproximou o hip hop do mercado comercial, era uma época em rap era algo a ser descoberto. Em 2012 é algo onipresente e a molecada cresce ouvindo esses son, então faz todo sentido que o hip hop seja música pop. É interessante ver como a galera mais nova filtra essas influências em seus trabalhos. Um dos que mais gosto é o A$AP Rocky, influenciados pelo rap sulista [dos EUA], mesmo sendo de Nova York, pois esse tem sido o som predominante. Os sons mudam e evoluem, é legal ver elementos da música eletrônica sendo incorporados. Chuck Berry não soava como os Beatles, que não soavam com os Ramones que não soavam como o Queens Of The Stone Age e assim por diante. É uma progressão.

A frente de um dos blogs mais respeitados para se encontrar bons sons, Tamenpi, produtor da festa e aniversariante da noite, está empolgado.

– O Cosmo Baker é uma grande referência pra mim daquele DJ que faz o baile. Toca diversos estilos com uma transição muito bem feita entre o hip-hop, soul, disco, rock e eletrônico, sempre mantendo a qualidade. Fazer o baile só tocando hit é fácil, conseguir se tornar uma referência no mundo tocando sons mais desconhecidos, de pesquisa, é bem diferente. Quem for, verá!

Cosmo concorda, sua onda é mesmo chacoalhar a pista, não interessa com que som.

– É um prazer animar um público aberto tanto aos novos sons quanto aos clássicos ou músicas mais obscuras. O subtexto dos meus sets é tentar desenhar uma linha entre o antigo e o novo. A melhores festas que toquei pelo mundo é para pessoas que topam isso, da The Rub ino Brooklyn à Do Over em Los Angeles, Deep Crates em Dubai, Club Harlem em Tóquio, Juicy na Noruega, Yo Yo em Londres… São fãs da boa música e de bons DJs.

O espírito de Cosmo está alinhado com o da festa. Surgida em São Paulo por causa do blog e a proposta é englobar grooves de todas as épocas e lugares em um mesmo lugar. Acreditando que limitar uma festa a somente um estilo é desperdício, Tamempi também aposta nas misturas.

– O grande diferencial é não ser uma festa de hip-hop em si. O som é um dos carros chefe, mas a idéia é passar por todas as sonoridades que acabaram resultando no hip-hop, como o soul, funk, disco, reggae, afrobeat, além de estilos que vejo como evolução do hip-hop, como o dubstep, glitch e etc.

Cosmo está ansioso em relação ao público e promete um set especial para presentear quem for conferir.

– Muitos amigos já tocaram no Brasil e falam que é uma experiência incrível, então estou bastante empolgado. Conheço um pouco de música brasileira fora do rap e pretendo homenagear esses sons. O país tem muita alma e acho que combina com o que eu toco. Definitivamente não estou encarando como apenas mais uma festa, que é algo que não faço com nenhuma festa. Tento fazer algo especial, que não possa ser duplicado, para agradecer os que vão me ouvir tocar.

Tchequirau

http://youtu.be/TkeUFRK4i7w

O Bloc Party, anunciou disco novo, chamado “Four”, e essa semana divulgou o clipe da primeira música, “Octopus”.

segunda-feira

9

julho 2012

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Transcultura #86: Lucas Paiva (People I Know) // Thrillah

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Meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O toque da novidade
Depois de produzir SILVA e Mahmundi, Lucas Paiva lança disco solo

por Bruno Natal

De tempos em tempos aparece um produtor que ajuda a formatar e lapidar algumas bandas, organizando a cena. Não se pode falar isso de Lucas Paiva ainda, porém, no espaço de um ano, o produtor participou de dos lançamentos de dois dos artistas mais elogiados da nova cena, SILVA (já comentado na Transcultura) e Mahmundi. Não satisfeito, agora Lucas lança seus próprios sons, sob o nome People I Know (Pessoas Que Eu Conheço).

– Sempre quis lançar alguma coisa mas por muito tempo não me senti pronto. Fiz várias coisas com voz na verdade e por muito tempo pensei em lançar um album de musicas pop, mas a verdade é que o que eu mais ouço é música eletrônica de quem escuta musica eletrônica mesmo, coisas que pude viver em Londres. Lancei o disco agora porque me senti pronto, para poder dar outra perspectiva da música eletrônica, uma espécie de contraponto ao som mais pop do SILVA e da Mahmundi – conta Lucas.

Antes de trabalhar com SILVA e Mahmundi, Lucio tinha produzido apenas uma banda, Dead Farmers, da Austrálias. Estudou engenharia de som, trabalhou como técnico de PA em Londres e como técnico de gravação no estúdio Visom e produziu muita coisa em casa – mais de 130 faixas, das quais 40 foram finalizadas e apenas seis entraram nesse primeiro EP. Mesmo com as faixas chamadas “Brasil 01” até “Brasil 06”, as influências brasileiras, ao menos as tradicionais, são inaudíveis.

– Não ouço muita coisa brasileira, mas gosto. Acho estranho essa nossa percepção de “música brasileira”. A verdadeira música brasileira é das tribos indígenas, o resto todo foi importado de algum lugar de alguma forma. O samba tem raiz na musica africana, o forró usa a sanfona, que é um instrumento alemão, a bossa nova puxa do jazz e por aí vai. O nome Brasil é para constatar que a música brasileira se define pelo que nós optamos por chamar de música brasileira. Se nós desenvolvermos um som assim no Brasil, esse som passa a ser uma parte da identidade brasileira também – explica.

As influências de Lucas mais claras do EP são todas de eletrônica experimental, minimal techno, juke, glitch, chiptune, ambient, de selos como Night Slugs, Workshop e até jogos de videogame, como “Final Fantasy 7”, “Sonic” e “Panzer Dragoon Saga”.

– 80% do que tenho como influência são sons que comecei a ouvir de uns três anos para cá, sons que descobri na Inglaterra. Sou fascinado pelas batidas quebradas do dubtep e pelo pratos e tons aceleradissimos do juke. O que gosto destes gêneros é que muitas vezes as batidas são feitas com tanto carinho que as musicas não precisam de muito mais. No videogame, gira em torno da escala pentatônica. Quanto aos sintetizadores, gosto mais de sons coloridos e acidos. O Brasil usou muitos timbres de sintetizadores digitais, que é uma coisa que vem sendo usado cada vez mais nos ultimos anos pela galera do Night Slugs e pelo Legowelt. De uma forma geral pode se dizer que eu gosto do som de eletronico europeu – lista Lucas.

Como quase todo novo artista que surge atualmente, os anos 80 marcam presença forte, e normalmente através de referência que na época não eram bem vistas. Nada como o tempo para reavalizar as coisas.

– Os anos 80 tem uma associação muito forte com sintetizadores, então muita música que o tem como instrumento principal acaba remetendo a essa época. Tenho uma ligação muito forte com a música dos anos 80 porque foi o que ouvi na minha infância. Os Beatles faziam as musicas que eles ouviam quando eram moleques, os rappers usam samples de discos que eles tiravam da coleção dos pais. Não estou necessariamente sempre tentando reproduzir esse som, uso o sintetizador porque é o instrumento mais prático, versatil e cheio de timbres que conheço. É questão de qual instrumento vai me dar mais caminhos musicais

Entre seus contemporâneos, Lucas indica o projeto solo do guitarrista do Dorgas, Gabriel Guerra, chamado Finalzinho Chegando (“é animal, ela está num nível que compete com os europeus”, confira em finalzinhochegando.bandcamp.com), e Reark, de Belo Horizonte. Com a agenda tomada, apresentações ao vivo do People I Know não é uma prioridade, até por Lucas não saber se existe um público para isso.

– Não conheço muita gente que ouve os artistas que me influenciam, então talvez meu trabalho não faça sentido para muita gente. Lancei porque quis dar esse meu trabalho mais eletrônica uma chance. Uso uma bateria eletrônica, um sintetizador e meu computador para fazer loops e tocar alguns sons que já estão prontos.

Lucas está produzindo o disco de Felipe Velozzo, baixista da Mahmundi, e prepara o lançamento do selo La Costa Brava, focado em eletrônica, com contribuições de produtores novos e algumas pessoas mais conhecidas que lançarão com pseudônimos.

– O foco vai ser na musica intrumental. Quero usar o Costa Brava para mostrar pro as pessoas que o mundo de Night Slugs, Burial, James Blake, Nicolas Jaar é todo o mesmo. Muita coisa do underground eletrônico vai se popularizando com o passar do tempo.

Tchequirau

Michael Jackson ressuscitou e foi dar uma volta em Kingston. Não é bem isso, mas é a tentativa da Easy Star, que já fez versões dub de discos do Pink Floyd, Beatles e Radiohead, com o autoexplicativo “Thrillah”.

segunda-feira

23

abril 2012

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Transcultura #078: De volta pro futuro no Coachella 2012 // Caine’s Arcade

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Meu texto da semana passada para coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Futurologia no Coachella
Festival reapresentaou atrações em seu segundo final de semana
por Bruno Natal

Nessa sexta começa o segundo final de semana do festival Coachella, na California. Tudo igualzinho a semana passada: as mesmas atrações, tocando nos mesmo horários, com a diferença de que o efeito surpresa se perdeu. O clima “De volta para o futuro” vem desde semana passada, seja através do retorno de bandas como At The Drive In e Mazzy Star, seja através da ressurreição do rapper Tupac Shakur emformato holográfico. Com isso, o exercício de futurologia que seria tentar prever os caminhos de um festival com quase 150 atrações, torna-se quase certeiro.

Neon Indian exagerará no lo-fi e mostrará um som mais gasto do que estiloso; o GIRLS manterá a fama de ruim de palco mesmo com o discão “Father, Son, Holy Spirit” como base; o Arctic Monkeys vai mais uma vez provar que não é mais um grupo de moleques; Frank Ocean vai arrastar uma multidão para a menor tenda do festival e contará com o apoio do Bad Bad Not Good e participação do Tyler The Creator; a Mazzy Star fará um showzão, mesmo enfadada; o Atari Teenage Riot sangrará ouvidos e o M83 se mostrará mais pop do que se pensava.

A Azealia Banks não fará uso de nem metade do tempo de palco que tem direito; o tUnE-yArDs não segurará a onda num palco maior; o Andrew Bird vai mostrar um folk sem muitas inovações além do seu violino; Noel Galagher apelará para uma música do Oasis pra conquistar o público; o The Shins vai fazer um show de dar sono ao mesmo tempo que a Feist, com 18 músicos no palco, fará uma das melhores apresentações do festival; o Flying Lotus tirará onda acompanhado de baixo e bateria; o SBTRKT sentirá a necessidade de provar que não é assim tão radiofônico e carregará a mão das versões das próprias músicas; o ASAP Rocky fará uma zorra no palco com mais de 10 amigos e o Radiohead atrasará um pouco pra mostrar que simplesmente re-arranjou as luzes do palco da turnê do “In Rainbows” para essa do “King of Limbs”.

O Metronomy fará do gramado uma pista de dança sob um sol de rachar; Seun Kuti encantará os gringos com a banda do pai; o Real Estate fará um show certinho, embora mais para os fãs; Beats Antique orientalizará o hip hop e o araabMUZIK mostrará com quantas MPCs se faz um performance; o Thundercat vai se embrenhar por uma masturbação jazzística; o The Weeknd vai cometer um assassinato em massa das canções da sua ótima mixtape; Justice e Girl Talk mostrarão mais do mesmo, sem que isso seja algo ruim, e espremerão o Beirut contra o Calvin Harris, tornando impossível ouvir qualquer coisa; o At The Drive In ensurdecerá quem tiver fugido do açucar da Florence & The Machine, enquanto DJ Shadow e Modeselektor sofrerão para competir com Dr. Dre & Snoop Dogg.  E no encerramento, quando Makaveli surgir digitalmente diante dos olhos incrédulos do público, o mesmo sentimento fantasmagórico tomará conta da platéia, mais assustada do que empolgada com o artíficio.

A única coisa que não deve se repetir é o tempo, com a inédita chuva no deserto dando lugar a tradicional solaca, queimando os corpos, enquanto a música frita o coco. Ao ponto, por favor.

Tchequirau

Apaixonado por fliperamas, Caine construiu versões elaboradas dos jogos utilizando pedaços de papelão, na garagem da loja do pai, em Los Angeles. O documentário “Caine’s Arcade” conta essa história e reserva uma grande surpresa no final.

sexta-feira

13

abril 2012

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Transcultura #077: Guia Coachella 2012 // Figure

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Meu texto de hoje da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

A farra do deserto
Dez atrações menos disputadas que podem surpreender no Coachella

por Bruno Natal

Esse ano o Coachella vem em dose dupla: os três dias de shows que acontecem de hoje a domingo, se repetem no final de semana seguinte, de 20 a 22 de abril, dando chance de se assistir quase tudo do festival. Com a pressão de lotar duas vezes o campo de polo no deserto, esse ano a escalação tendeu mais para o pop. Além das atrações principais Black Keys (surpreendente escolha), Radiohead e Snoop Dogg & Dr. Dre, das voltas do At The Drive In e Mazzy Star e shows do The Rapture, Miike Snow, Justice, Feist, Explosions in the Sky, Flying Lotus e até Jimmy Cliff, quem se organizar direito poderá também conferir algumas atrações menos disputadas – e de onde, muitas vezes, vem os melhores momentos.

Real Estate – Formada em Nova Jersey e com um som ancorado no baixo marcado pela guitarra melódica de Matthew Mondanile (Ducktails), o Real Estate está, com seu segundo disco, “Days”, começando a experimentar algum sucesso. É um guitar pop que induz ao transe. Os melhores momentos são os intrumentais, algo que deve crescer ao vivo.

Ouça: “Out Of Tune”

SBTRKT – O produtor mascarado fez o que muita gente tentou e não conseguiu: pegou elementos do dubstep, rearranjou e construiu uma versão pop radiofônica do gênero (adicionando r&b, Miami bass, drum n bass), sem que isso signifique farofada. Repetir ao vivo produção caprichada, sem os cantores convidados é o grande desafio. Pelo que se fala até aqui, no entanto, segura ao vivo.

Ouça: “Something Goes Right”

Frank Ocean – De volta com toda força, o r&b tem sido umas das influência mais recorrentes na produção eletrônica contemporânea. Parte do polêmico coletivo de hip hop Odd Future, Frank Ocean simplificou e faz o “básico”, r&b tradicional sobre bases modernas. Sua mixtape “Nostalgia, Ultra” chamou atenção da crítica e do público, que aguarda o lançamento seu disco de estreia ainda esse ano.

Ouça: “Thinking About You”

The Weeknd – O canadense Abel Tesfaye botou seu nome no mapa há um ano, quando o disco “House of Ballons”, do seu projeto The Weeknd, caiu no gosto dos blogues e se espalou pela rede. Ao longo de 2011 vieram mais dois, “Thursday” e “Echoes of Silence”, firmando o nome do produtor como uma das novas caras, adivinha, do r&b contemporâneo, ainda que seja uma versão mais sombria e eletrônica do gênero.

Ouça: “The Party & The Afterparty”

A$AP Rocky – Rapper de Nova York em ascensão, sua mixtape cantando sobre maconha e o dia-a-dia no Harlem sobre bases chapadsa, rapidamente despertou o interesse de uma grande gravadora que, dizem, firmou um contrato milionário para garantir o lançamento do seu primeiro disco. Uma discussão online com integrantes do Odd Future, com quem é bastante comparado, e a pancadaria com o público durante seu show do SXSW só fizeram aumentar sua fama.

Ouça: “Purple Swag”

GIRLS – De um primeiro disco que voava a meia altura para vencer o desafio do segundo disco com sobras, o Girls deu uma das maiores reviravoltas da cena independente recente. Mesmo que o primeiro disco não fosse ruim, certamente não indicava o colosso que viria em seguida. Respaldado pelas críticas positivas e sucesso das músicas de “Father, Son, Holy Ghost”, Christopher Owens e Chet White retornam ao festival em condições bem diferentes: passando de mais uma novidade da vez, para uma banda que muita gente quer ver.

Ouça: “Vomit”

Lissie – Com um EP produzido por Bill Reynolds (Band of Horses), o hit “Whem I’m Alone” no primeiro disco e o sucesso de versões de “Bad Romance” (Lady Gaga) e “Go On Your Way” (Fleetwood Mac) logo na sequência, Lissie se firmou como um dos principais nomes femininos no cenário folk – ou pop folk.

Ouça: “When I’m Alone”

M83 – O descendente de franceses e espanhóis Anthony Gonzales faz shoegaze tirando a ênfase das guitarras e colocando nas camadas de sintetizadores e efeitos. A banda não é nova, o disco duplo “Hurry Up, We’re Dreaming”, que trouxe notoriedade e prêmios para o M83 é o sexto da carreira. A música “Midnight City” pode ser considerada com responsável pela virada na sorte da banda.

Ouça: “Midnight City”

Neon Indian – Assim como o parceiro Com Truise, o som do mexicano radicado nos EUA Alan Polomo pode ser enquadrado no synthpop e no chillwave, fortemente influenciado pelos anos 80 embora suas músicas soem sujas demais para o primeiro caso e barulhentas demais para o segundo. Ainda assim, seu disco “Era Extraña” traz ao menos uma música com potencial de hit, “Polish Girl”.

Ouça: “Polish Girl”

Andrew Bird – Seja com o folk, indie, rock ou misturando todos esses, Andrew Bird tem nas letras seu forte. Seu sexto disco, “Break It Yourself”, saiu esse ano e o show de Andrew pode propiciar a trilha pra um belo pôr-do-sol.

Ouça: “Lazy Projector”

Tchequirau

http://youtu.be/gLLjRH6GJec

Desenvolvida pela Propellerhead, responsáveis pelo programa de edição de música Reason, o aplicativo Figure transforma programar uma música eletrônica num jogo, possibilitando, para o bem e para o mal, qualquer um criar uma base eletrônica .