segunda-feira

16

julho 2012

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Transcultura #87: DJ Cosmo Baker // Bloc Party

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Olhaê meu texto da semana passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O rap virou pop. DJ americano Cosmo Baker acha essa evolução natural
Ele é a atração da festa de seis anos do blog Só Pedrada Musical, neste sábado
(N.E. já rolou)
por Bruno Natal

Após anos, o hip hop cresceu, mas não exatamente da maneira que os primeiros aficionados imaginavam. O rap virou pop. O DJ americano Cosmo Baker, atração da festa de seis anos do blog Só Pedrada Musical, do DJ Tamenpi, na Comuna nesse sábado, vê essa evolução como algo natural.

– Na época em que Puffy aproximou o hip hop do mercado comercial, era uma época em rap era algo a ser descoberto. Em 2012 é algo onipresente e a molecada cresce ouvindo esses son, então faz todo sentido que o hip hop seja música pop. É interessante ver como a galera mais nova filtra essas influências em seus trabalhos. Um dos que mais gosto é o A$AP Rocky, influenciados pelo rap sulista [dos EUA], mesmo sendo de Nova York, pois esse tem sido o som predominante. Os sons mudam e evoluem, é legal ver elementos da música eletrônica sendo incorporados. Chuck Berry não soava como os Beatles, que não soavam com os Ramones que não soavam como o Queens Of The Stone Age e assim por diante. É uma progressão.

A frente de um dos blogs mais respeitados para se encontrar bons sons, Tamenpi, produtor da festa e aniversariante da noite, está empolgado.

– O Cosmo Baker é uma grande referência pra mim daquele DJ que faz o baile. Toca diversos estilos com uma transição muito bem feita entre o hip-hop, soul, disco, rock e eletrônico, sempre mantendo a qualidade. Fazer o baile só tocando hit é fácil, conseguir se tornar uma referência no mundo tocando sons mais desconhecidos, de pesquisa, é bem diferente. Quem for, verá!

Cosmo concorda, sua onda é mesmo chacoalhar a pista, não interessa com que som.

– É um prazer animar um público aberto tanto aos novos sons quanto aos clássicos ou músicas mais obscuras. O subtexto dos meus sets é tentar desenhar uma linha entre o antigo e o novo. A melhores festas que toquei pelo mundo é para pessoas que topam isso, da The Rub ino Brooklyn à Do Over em Los Angeles, Deep Crates em Dubai, Club Harlem em Tóquio, Juicy na Noruega, Yo Yo em Londres… São fãs da boa música e de bons DJs.

O espírito de Cosmo está alinhado com o da festa. Surgida em São Paulo por causa do blog e a proposta é englobar grooves de todas as épocas e lugares em um mesmo lugar. Acreditando que limitar uma festa a somente um estilo é desperdício, Tamempi também aposta nas misturas.

– O grande diferencial é não ser uma festa de hip-hop em si. O som é um dos carros chefe, mas a idéia é passar por todas as sonoridades que acabaram resultando no hip-hop, como o soul, funk, disco, reggae, afrobeat, além de estilos que vejo como evolução do hip-hop, como o dubstep, glitch e etc.

Cosmo está ansioso em relação ao público e promete um set especial para presentear quem for conferir.

– Muitos amigos já tocaram no Brasil e falam que é uma experiência incrível, então estou bastante empolgado. Conheço um pouco de música brasileira fora do rap e pretendo homenagear esses sons. O país tem muita alma e acho que combina com o que eu toco. Definitivamente não estou encarando como apenas mais uma festa, que é algo que não faço com nenhuma festa. Tento fazer algo especial, que não possa ser duplicado, para agradecer os que vão me ouvir tocar.

Tchequirau

O Bloc Party, anunciou disco novo, chamado “Four”, e essa semana divulgou o clipe da primeira música, “Octopus”.

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