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quinta-feira

16

fevereiro 2012

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Digitaldubs no Vidigal

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Sábado passado fui conferir o Digitaldubs tocando na Casa Alto Vidigal, no alto do morro, na região conhecida como Arvrão. Sound system completo, visual nota dez, mesmo com uma chuvinha fina.

Estava lotado, muitos gringos, a começar pelo dono do lugar. Tirando o tempo que se leva pra subir e pra descer, é um programão. E é um programão, repetindo, por conta do visual, do som e do astral. Não por ser numa comunidade, mesmo que para muitos esse pareça o principal apelo.

É muito bom ver que as comunidades estão mais calmas, embora ainda repleta de problemas sérios (saneamento é só um deles), e com as pessoas podendo circular livremente. Esses eventos ajudam a quebrar estigmas, a aproximar a cidade.

O grande passo porém será quando o “na favela” deixar de ser algo extraordinário. A gente chega lá.

sexta-feira

2

dezembro 2011

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URBe, 8 anos: a festa

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Com muito atraso, lá foi mais uma festa de aniversário do URBe. Oito anos e a beira de completar nove, em abril de 2012. Ano que vem acerto a data.

Foi uma noite animada, principalmente pela apresentação do Autoramas. Uma honra comemorar com uma das bandas mais legais do Brasil. A casa não estava lotada, a chuva mais uma vez atrapalhou, mas quem foi, viu um showzão. As 22h40 a banda já estava no palco, obedecendo o horário restrito do Studio RJ.


Autoramas

Também não sei se foi só a chuva… Lembro da festa de 2009, primeiro ano do Facebook forte no Brasil, o estrago que a divulgação pela rede social fez. 700 pessoas do lado de dentro, outras 700 de fora. Tem andado muito difícil divulgar eventos sem parecer uma mala (e como eu tenho divulgado eventos…), o Facebook está saturado, tanto de convites quanto os murais, ninguém está mais respondendo a nada. É complicado fazer as pessoas saberem do que está acontecendo quando todas estão sendo bombardeadas o dia inteiro, por coisa que interessa e coisa que não interessa.

O momento  mais inusitado da noite ficou por conta da advogada do Autoramas subindo ao palco para entregar ao grupo o documento que encerra a pendenga jurídica da banda com a fabricante de brinquedos Estrela, dona da marca Autorama, dos carrinhos de corrida. O Autoramas agora tem seu nome registrado e está devidamente autorizado a explorar a marca como quiser.


Sany Pitbull

Infelizmente, por limitações de som da casa, questões técnicas que os proprietários prometem solucionar definitivamente nas próximas semanas, as apresentações do Sany Pitubull e do Strausz foram prejudicadas e não teve pista.

Estava muito amarradão de finalmente receber o Sany e estrear o novo projeto do Strausz numa festa do URBe. Não deu nem tempo de tirar foto do Strausz, logo encerrei a pista com a chapação do Lone, quando ainda era 1h30. Foi uma pena, fico devendo um set para cada um deles, numa pista cheia.


Febre

Por conta disso, a festa terminou cedo. Uma turma grande rumou pra Matriz, onde estava rolando uma edição da agora esporádica Febre, a primeira festa de drum n bass do Brasil. A pista tava cheia, os hits estão voltando, o terreno se desenhando pro retorno triunfal das batidas quebradas.

Vai saber… De repente ano que vem, a festa de nove anos tem Marky, Patife, Koloral e Andy. 😉

quarta-feira

30

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Sany Pitbull

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Troquei uma ideia com Sany Pitbull, atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/29168937″]

DJ, em que pé anda o funk hoje? O que você tem visto de mais legal por aí?

Sany Pitbull – O Funk vive em constante mutação, misturas e encontros dos mais inusitados acontecem dentro do universo funk. O que o mundo chama de mashup por exemplo, nós funkeiros já fazemos há 20 anos com nossas montagens e hoje a coisa estrapolou a mesa dos DJs e produtores, a coisa agora é na dança, o funk se mistura com samba, frevo e até balé classico. A Batalha do Passinho é a síntese do poder do funk como manifestação cultural.

E lá fora, você que viaja bastante pode falar, como andam as coisas? O funk ainda está quente ou esfriou?

Sany Pitbull – Hoje o mundo conhece e reconhece o nosso funk. Antigamente existia só funk ( James Brown, Afrika Bambaata e etc), hoje existe o “Baile Funk Carioca” feito no Brasil e exportado pro mundo todo. A coisa não esfriou, continua quente, nós aqui no Brasil que parece que já nos acostumamos e não damos mais notícias sobre as conquistas do funk mundo à fora. Hoje o beat do tambor ja é encontrado em artistas e produtores internacionais, sem falar que todos os dias um DJ/artista de funk embarca para alguma apresentação fora do país. É um caminho sem volta, o funk ja conquistou seu espaço além favelas. Temos o filme “Favela on Blast”, do Leandro HBL e Diplo, que vem ganhando muitos prêmios nos festivais por onde passa até hoje, um deles foi o prêmio de melhor tilha sonora original do Festival de Cinema de Miami-USA. E por falar em Miami, está sendo rodado um documentario nos EUA sobre o Miami Bass, ritmo que deu origem ao Baile Funk, e o Rio de Janeiro e sua música estão presentes no documentario, isso mostra como ainda estamos crescendo lá fora.

E fora do funk, o que você tem visto de interessante na produção eletrônica aqui do Brasil?

Sany Pitbull – O Tecno-Brega é muito legal, me lembra o funk carioca na sua consistencia e produção, são fragmentos de outras musicas e culturas que formam o ritmo, gosto muito.

O que você tem vontade de fazer e ainda não conseguiu no funk?

Sany Pitbull – Mesmo dormindo 4 horas por dia, isso quando durmo, me falta tempo pra encarar muitos projetos e botar ideias em prática, mas uma orquestra de MPCs seria incrível … a Orquestra Filarmônica da Favela.

O que você está preparando para festa do URBe?

Sany Pitbull – Muitas surpresas musicais boas. É uma festa de aniversário, não é ? Em festa de aniversário vale tudo… Vamos nos divertir muito, garanto.

terça-feira

29

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Strausz

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Um papo com Diogo, o menino multi-tarefas responsável pelo Strausz, atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ.

Você faz parte da nova leva de músicos, produtores de festas e agitadores do Rio. Qual o diferencial dessa geração para a anterior?

Diogo Strausz – Acho que a nossa geração cultua mais o marketing e o empreendedorismo. Vejo muitos amigos e conhecidos prosperando em seus empreendimentos e vejo isso como ponto positivo para nós. Também sinto que somos bastante unidos e isso gera uma concorrência extremamente saudável. Infelizmente, a princípio, minha geração também parece cultuar mais o comportamento do que a cultura e essa vontade de agradar talvez afrouxe um pouco os filtros.

Agora você aparece com mais um projeto, o Strausz. Fale um pouco dos seus outros trabalhos, como DJ, produtor, no R. Sigma… Tem mais coisa?

Diogo Strausz – O R.Sigma é a minha escola e a matriz de tudo isso. Começamos a produzir festas porque o R.Sigma precisava de dinheiro, aprendemos a vender as nossas ideias porque ninguém comprava a ideia do R.Sigma no começo. Eu acho que se dedicar a uma banda pode ser uma boa escola de empreendedorismo, já estamos há 7 anos juntos, com a mesma formação e sempre aprendendo um bocado. Também produzo a Chocolat Party há 3 anos e meio, era tudo o que eu e meus amigos queríamos de uma festa aos 18 anos e fico feliz por ainda ser o que as pessoas de 18 querem da noite delas. E vou começar a SSS em dezembro em parceria com a EPA! e o Urbanik, significa Super-Sentai c/ Sintetizador, é uma festa que mistura a estética de desenhos/filmes japoneses mais retro-futurísticos através de vídeo mapping com a proposta sonora do House, Disco, Glitchy Disco, Nu Techno etc.

Qual as vantagens e dificuldades de ter tantos projetos paralelos?

Diogo Strausz – A dificuldade certamente está na gerência de tudo, aprender a me organizar está sendo doloroso. Parece que não existe um caminho “traçado” como na vida acadêmica/institucional/corporativa etc. Se eu não trabalhar, certamente nada acontecerá. A vantagem é que todas essas frentes dão na mesma matriz, que sou eu. E todas elas tecem uma teia e uma sempre agrega a outra. As vezes um contato que fiz através do R.Sigma ouve o Strausz e me chama para discotecar em outra cidade, ou um DJ que tocou na Chocolat ou em outras festas recomenda o R.Sigma para tocar em algum lugar, coisas assim. A vantagem é ter o que oferecer aos outros, não ser um “taker”.

Qual a diferença do Strausz ao vivo e sozinho, como DJ?

Diogo Strausz – Como DJ eu misturo produções dos outros com as minhas e faço um set de música eletrônica, misturo Nu Techno, Glitchy Disco e produções que eu julgo criativas e me ajudem a levar o público para fora do ponto comum e da zona de conforto. O live é um set 100% autoral, todos os detalhes compostos por mim, cada transição, cada tema, cada pingo no i. É como compor uma faixa de 40 minutos e executá-la ao vivo, com todos os canais abertos, um para o bumbo, outro para um synth, outro para uma voz etc, etc… diferente do DJ set, onde você joga uma faixa inteira em cada canal do mixer.

E o que você está preparando para festa do URBe?

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/28351455″]

Diogo Strausz – Na festa do URBe vou estrear meu live set novo, o 2012. Conta a história de que no dia do juízo final, Deus resolveu recomeçar a raça humana deixando apenas 2 humanos vivos e mandou o resto pra pista de dança. A sonoridade é meio house / breakbeat / sci fi.

segunda-feira

28

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Autoramas

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Uma conversa com o Gabriel Thomaz, do Autoramas, grande atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ, apresentando o recém-lançado “Música Crocante”. Como disse antes, Autoramas é Autoramas, não tem erro.

[soundcloud url=”http://soundcloud.com/musicacrocante/tudo-bem/s-aGel6″]

Vocês acabaram de lançar “Música Crocante”. Como está indo a repercussão?

Gabriel Thomaz – Está supimpa, melhor q nunca…A primeira prensagem já esgotou, depois de 10 dias de lançado, nunca tínhamos conseguido fazer isso. Os comentários tem sido muito legais, as músicas novas nos shows tem funcionado maravilha. Geralmente tínhamos q esperar uns meses pros discos começarem a pegar de verdade, agora tem sido diferente. O próprio lance do crowdfunding teve um papel legal nisso, pq já tinha gente falando no disco sem nem ele estar gravado ainda. Vamos em frente! 🙂

E como foi o processo de gravação? O que mudou do disco anterior para esse?

Gabriel Thomaz – Bom, a entrada da Flavinha mudou bastante a banda de lá pra cá… E o “Desplugado” foi o primeiro disco que lançamos com ela e q consideramos um disco de carreira, já que a maior parte do repertório ou é inédita ou é de coisas que nunca havíamos gravado. De certa forma, essa novidade pra gente não é tão novidade assim. Na realidade, a gente quis nesse novo disco reafirmar nosso estilo. Os shows que começamos a fazer fora do Brasil aumentaram muito a auto-estima da banda, já que os comentários da gringaiada eram sempre que tínhamos um estilo próprio e um som único, então a vontade de reafirmar nosso próprio estilo foi gigantesca. Sou da época que dizer que alguém tem estilo era um elogio (acho q ainda estamos nessa época heheheheh).

Você é tido como o operário do rock brasileiro. As coisas facilitaram ultimamente ou a luta é a mesma?

Gabriel Thomaz – Cara, não concordo quando falam isso, tô nessa esse tempo todo me divertindo pra caramba, se não fôr divertido eu tô fora. O q fazemos é não faltar aos compromissos e realizar nossas ideias malucas. Tem gente q acha estranho pq nossa história não é aquela roteiro de filme, da banda q começa, lança um disco e conquista o mundo imediatamente. Se fosse assim não teria gente pra construir esse cenário que existe no Brasil da música independente. O Autoramas foi ponta de lança dessa história toda, quando artista independente era sinônimo de banda iniciante. E hoje a história é outra.

Pra você, o que falta para a cena independente brasileira se tornar de fato sustentável?

Gabriel Thomaz – Nada. Os principais artistas se sustentam com facilidade. Assim como acontecia na época das gravadoras. Só alguns artistas contratados conseguiam viver de música. E tem gente q ainda tá no caminho e vai chegar lá.

O que vocês estão preparando para festa do URBe?

Gabriel Thomaz – Vamos tocar músicas de todos os discos, mas priorizando o disco novo. Vejo artistas q estão lançando disco novo, mas vão a tv e tocam músicas antigas. Graças a Deus com a gente isso não acontece. É Música Crocante na cabeça.

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