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quarta-feira

23

maio 2012

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Entrevista – Eduardo Paes, prefeito do Rio, sobre bicicletas (parte 2/3)

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Continuando a entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte), agora falando sobre bicicletas elétricas, a geografia da cidade e urbanismo. Na quinta-feira vem a terceira e última parte, sobre as bicicletas laranjas.

(Matutando sobre as campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres, pensei que seria legal se houvesse um selo oficial, recebido após um curso ou oficial, de repente até online, pra colar na bicicleta ou no carro e atestar que o ciclista ou motorista estão inteirados. Simbólico, claro, porém já é alguma coisa, já que não há um placa na magrela.)

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quinta-feira

12

abril 2012

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Entrevista – Lucas Santtana

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Antes de escrever uma resenha, preferi ouvir o disco novo do Lucas Santtana mais vezes e dar um tempo para ver o que surgia . Depois de algumas audições de “O Deus Que Devasta Mas Também Cura” (oferecido gratuitamente pelo próprio artista, fato cada vez mais comum no Brasil), percebi que valia mais uma conversa do que uma crítica – eram muitas questões e observações, de um disco que a cada volta oferece mais conteúdo.

Convidei ele para uma conversa e, além da produção do disco, Lucas acabou falando também da indústria fonográfica, as abordagens da sua geração e “sofisticação musical”. O resultado você lê abaixo.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/playlists/1698104″ height=”200″ iframe=”true” /]

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quarta-feira

30

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Sany Pitbull

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Troquei uma ideia com Sany Pitbull, atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ.

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/29168937″]

DJ, em que pé anda o funk hoje? O que você tem visto de mais legal por aí?

Sany Pitbull – O Funk vive em constante mutação, misturas e encontros dos mais inusitados acontecem dentro do universo funk. O que o mundo chama de mashup por exemplo, nós funkeiros já fazemos há 20 anos com nossas montagens e hoje a coisa estrapolou a mesa dos DJs e produtores, a coisa agora é na dança, o funk se mistura com samba, frevo e até balé classico. A Batalha do Passinho é a síntese do poder do funk como manifestação cultural.

E lá fora, você que viaja bastante pode falar, como andam as coisas? O funk ainda está quente ou esfriou?

Sany Pitbull – Hoje o mundo conhece e reconhece o nosso funk. Antigamente existia só funk ( James Brown, Afrika Bambaata e etc), hoje existe o “Baile Funk Carioca” feito no Brasil e exportado pro mundo todo. A coisa não esfriou, continua quente, nós aqui no Brasil que parece que já nos acostumamos e não damos mais notícias sobre as conquistas do funk mundo à fora. Hoje o beat do tambor ja é encontrado em artistas e produtores internacionais, sem falar que todos os dias um DJ/artista de funk embarca para alguma apresentação fora do país. É um caminho sem volta, o funk ja conquistou seu espaço além favelas. Temos o filme “Favela on Blast”, do Leandro HBL e Diplo, que vem ganhando muitos prêmios nos festivais por onde passa até hoje, um deles foi o prêmio de melhor tilha sonora original do Festival de Cinema de Miami-USA. E por falar em Miami, está sendo rodado um documentario nos EUA sobre o Miami Bass, ritmo que deu origem ao Baile Funk, e o Rio de Janeiro e sua música estão presentes no documentario, isso mostra como ainda estamos crescendo lá fora.

E fora do funk, o que você tem visto de interessante na produção eletrônica aqui do Brasil?

Sany Pitbull – O Tecno-Brega é muito legal, me lembra o funk carioca na sua consistencia e produção, são fragmentos de outras musicas e culturas que formam o ritmo, gosto muito.

O que você tem vontade de fazer e ainda não conseguiu no funk?

Sany Pitbull – Mesmo dormindo 4 horas por dia, isso quando durmo, me falta tempo pra encarar muitos projetos e botar ideias em prática, mas uma orquestra de MPCs seria incrível … a Orquestra Filarmônica da Favela.

O que você está preparando para festa do URBe?

Sany Pitbull – Muitas surpresas musicais boas. É uma festa de aniversário, não é ? Em festa de aniversário vale tudo… Vamos nos divertir muito, garanto.

terça-feira

29

novembro 2011

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5 perguntas (URBe 8 anos) – Strausz

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Um papo com Diogo, o menino multi-tarefas responsável pelo Strausz, atração da festa de 8 anos do URBe, nessa quinta, no Studio RJ.

Você faz parte da nova leva de músicos, produtores de festas e agitadores do Rio. Qual o diferencial dessa geração para a anterior?

Diogo Strausz – Acho que a nossa geração cultua mais o marketing e o empreendedorismo. Vejo muitos amigos e conhecidos prosperando em seus empreendimentos e vejo isso como ponto positivo para nós. Também sinto que somos bastante unidos e isso gera uma concorrência extremamente saudável. Infelizmente, a princípio, minha geração também parece cultuar mais o comportamento do que a cultura e essa vontade de agradar talvez afrouxe um pouco os filtros.

Agora você aparece com mais um projeto, o Strausz. Fale um pouco dos seus outros trabalhos, como DJ, produtor, no R. Sigma… Tem mais coisa?

Diogo Strausz – O R.Sigma é a minha escola e a matriz de tudo isso. Começamos a produzir festas porque o R.Sigma precisava de dinheiro, aprendemos a vender as nossas ideias porque ninguém comprava a ideia do R.Sigma no começo. Eu acho que se dedicar a uma banda pode ser uma boa escola de empreendedorismo, já estamos há 7 anos juntos, com a mesma formação e sempre aprendendo um bocado. Também produzo a Chocolat Party há 3 anos e meio, era tudo o que eu e meus amigos queríamos de uma festa aos 18 anos e fico feliz por ainda ser o que as pessoas de 18 querem da noite delas. E vou começar a SSS em dezembro em parceria com a EPA! e o Urbanik, significa Super-Sentai c/ Sintetizador, é uma festa que mistura a estética de desenhos/filmes japoneses mais retro-futurísticos através de vídeo mapping com a proposta sonora do House, Disco, Glitchy Disco, Nu Techno etc.

Qual as vantagens e dificuldades de ter tantos projetos paralelos?

Diogo Strausz – A dificuldade certamente está na gerência de tudo, aprender a me organizar está sendo doloroso. Parece que não existe um caminho “traçado” como na vida acadêmica/institucional/corporativa etc. Se eu não trabalhar, certamente nada acontecerá. A vantagem é que todas essas frentes dão na mesma matriz, que sou eu. E todas elas tecem uma teia e uma sempre agrega a outra. As vezes um contato que fiz através do R.Sigma ouve o Strausz e me chama para discotecar em outra cidade, ou um DJ que tocou na Chocolat ou em outras festas recomenda o R.Sigma para tocar em algum lugar, coisas assim. A vantagem é ter o que oferecer aos outros, não ser um “taker”.

Qual a diferença do Strausz ao vivo e sozinho, como DJ?

Diogo Strausz – Como DJ eu misturo produções dos outros com as minhas e faço um set de música eletrônica, misturo Nu Techno, Glitchy Disco e produções que eu julgo criativas e me ajudem a levar o público para fora do ponto comum e da zona de conforto. O live é um set 100% autoral, todos os detalhes compostos por mim, cada transição, cada tema, cada pingo no i. É como compor uma faixa de 40 minutos e executá-la ao vivo, com todos os canais abertos, um para o bumbo, outro para um synth, outro para uma voz etc, etc… diferente do DJ set, onde você joga uma faixa inteira em cada canal do mixer.

E o que você está preparando para festa do URBe?

[soundcloud url=”http://api.soundcloud.com/tracks/28351455″]

Diogo Strausz – Na festa do URBe vou estrear meu live set novo, o 2012. Conta a história de que no dia do juízo final, Deus resolveu recomeçar a raça humana deixando apenas 2 humanos vivos e mandou o resto pra pista de dança. A sonoridade é meio house / breakbeat / sci fi.