de leve Archive

quinta-feira

12

fevereiro 2009

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Leve

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De Love – Novo CD do De Leve from Coleta1994 on Vimeo.

De Leve manda avisar que a Ideal Records e Cemporcentoskate irão lançar a versão física do disco “De Love”, seu mais recente disco. R$5, dia 10 de abril nas bancas.

Além das cinco músicas que o rapper já havia soltado na rede (“Sempre a caminhar”, “Pra ser feliz” com Totonho, “O que que nego quer” e “Quero-te bem”), tem mais quatro inéditas e, pela primeira vez em disco, a cláááássica “A lenda”, conhecida desde os tempos de Quinto Andar.

sexta-feira

23

janeiro 2009

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O Brasil e seu falso moralismo

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Assista o vídeo e veja o embate entre o De Leve e um grupo de nerds, na Campus Party.

Como disse o Matias, “e justo com o De Leve, que é um dos caras mais tranqüilos que eu conheço nesse metier… Com tanta sarna pra se coçar, nego fica perdendo o tempo e querendo arrumar briga por causa de falso moralismo?”.

Depois, ficou bem claro as reais motivações do “protestante”: dinheiro.

É impressionante como brasileiro gosta de posar de correto. Hoje saiu uma matéria falando da proibição da venda de bebidas alcoólicas no entorno do Maracanã em dias de jogo e tá cheio de gente batendo palma nos comentários.

Claro, em vez de ordenar a bagunça, é muito mais fácil baixar uma lei (que não será cumprida, obviamente) e proibir o que quer que seja.

Avante, Brasil!

sexta-feira

22

agosto 2008

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quinta-feira

14

agosto 2008

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segunda-feira

24

março 2008

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João Brasil – "8 hits"

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Abaixo, o texto para imprensa que escrevi para o lançamento do disco do orgeiro da porra, João Brasil.

João Brasil“8 Hits” (zShare)

Nesses tempos de interatividade total, João Brasil enfileira dez músicas em seu disco de estréia, mas deixa para o ouvinte escolher quais são os “8 hits” que dão nome a bolacha. Modesto, o rapaz.

Pra desfazer qualquer desconfiança, o disco abre logo com o maior deles, aquele que estará em qualquer lista dos tais oito hits e será tocado em casamentos, batizados e churrascos por anos e anos: “Baranga”.

O swing eletrônico e apelo pop da declaração de amor à marra das meninas de “cintura de ovo” e que parecem “uma empadinha”, primeira composição do hitmaker, catapultou o nome de João Brasil.

Como não poderia deixar de ser, primeiro a música se espalhou por blogues. Depois, João ganhou o mundo “real”. Foi parar nas páginas da revista Rolling Stone e do jornal O Globo, fez várias participações nos programas do apresentador Marcos Mion na MTV, cantou no Domingão do Faustão e, por fim, fechou a distribuição do seu disco pela Som Livre.

O próprio João produz todas as bases, toca os instrumentos e canta em todas as faixas. É, portanto, um gênio, uma lenda, um mito. Fortemente inspirado pelo universo dos bailes funk, a influência é escancarada nas batidas de “Quero fazer amor” e “Cobrinha fanfarrona”, que já entrou nos sets do DJ Sany Pitbull.

O forte do compositor são mesmo as letras auto-biográficas.

Da sádica prostituta “Elisa” ao encontro apaixonado com a jornalista “Mônica Valvogeu” (escrito errado mesmo e aprovada pela musa inspiradora), passando pela dor de cotovelo “Don’t go to Austrália” (com a participação da amiga e atriz Maria Flor), as mulheres são tema recorrente.

Ele sabe também fazer graça de si mesmo. Da épica “O carnaval acabou com o meu fígado” e sua explosão de bumbos e pratos, à gafe num show do Mr. Catra em um inferninho em Copacabana na auto-explicativa “Pau-molão” (campeã de clipes caseiros no YouTube), João Brasil também descreve (ridiculariza?) seu próprio círculo de amigos em “Supercool”.

A confissão “Mamãe, virei capitalista” conta com a única parceria do disco. O rapper niteroiense De Leve duela com João num encontro que, depois de pronto, soa como se fosse a coisa mais lógica do mundo.

A parte gráfica do disco foi feita pelo diretor de arte Felipe Raposo, da Mustache Design, o mesmo que faz as elogiadas filipetas da festa carioca CALZONE, núcleo do qual também fazem parte o fotógrafo Lucas Bori, autor dos cliques do encarte, Pedro Seiler (produtor do João Brasil) e esse escriba. Ou seja, está tudo em casa.

Os oito hits cabe a cada um escolher, mas talvez seja melhor refazer as contas. Na verdade, são dez.

Bruno Natal
Março/2008