copacabana Archive

terça-feira

26

março 2013

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Rio de areia

Written by , Posted in Imagem, Urbanidades

Talento.

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quarta-feira

19

janeiro 2011

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quarta-feira

5

janeiro 2011

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365 Mashups depois

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“Beethoven X Batucada” (a partir de 11:41)

Quando a lenda João Brasil se propôs no final do ano passado a passar 2010 produzindo um mashup por dia, não poderia imaginar o gran finale que o aguardava o projeto.

5th Batucada (João Brasil)

Na noite do dia 31 de dezembro, a última faixa do 365 Mashups foi a trilha de encerramento da queima de fogos do reveillón em Copacabana, terminando também a viagem psicótica de colar tudo com todo mundo durante um ano inteiro.

Entre altos e baixos inerentes a um projeto desse porte, João Brasil fala da experiência e dos resultados.

URBe – Qual o balanço final do projeto?

João Brasil – Mais de 215.000 visitas, uma média de quase 600 visitas por dia. 12 discos de mashups e 365 misturas.

URBe – Qual foi a parte mais difícil?

João Brasil – A parte mais difícil foi no começo, quando estava num hotel em Hamburgo e não tinha internet, não conseguia baixar músicas, não tinha internet café, estava -20 graus do lado de fora. Outra vez fiz 9 mashups em um só dia, pois estava indo para a Grécia e não tinha internet na casa. Foi a única vez do projeto que antecipei os mashups dessa maneira.

URBe – E as melhores surpresas?

João Brasil – Todo dia eu tive surpresas boas, pessoas vibrando, comentando, me dando dicas, me xingando. Vivi intensamente cada dia do ano do 2010.

URBe – O que te trouxe em termos de contato, exposição e aprendizado?

João Brasil – Nunca tive tanta exposicão na minha vida! Fatboy Slim acompanhando o projeto, matérias em diversos jornais e blogs do Brasil e do mundo, como o Guardian, último mashup sendo tocado no reveillón de Copacabana para milhões de pessoas. O aprendizado foi gigante também. Me sinto hoje um melhor músico / operador de software (no meu caso o Ableton Live) e ganhei um “know how” bem grande sobre audiência musical. Hoje sei melhor o que meu público gosta e espera de mim.

URBe – O que fazer com todo esse tempo livre que você acaba de ganhar de volta?

João Brasil – Agora estou focado no meu “live set” novo, estou começando esse mês a minha turnê brasileira. Vou lançar um single esse mês com a Lovefoxxx pela gravadora alemã Man Recordings e estou começando a trabalhar no meu primeiro album para a Man também. Me aguardem que virão muitas surpresas esse ano.

segunda-feira

13

abril 2009

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Drinks e samba jazz em Copa

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Copa Jam Band recebe Kassin
fotos e vídeo: URBeTV e URBe Fotos

Samba jazz, Copacabana, um hotel glamuroso… Os bons tempos estão de volta.

Na última quarta-feira, tarde da noite no BB Lanches, o baixista Alberto Continentino contava que estava vindo do Bar do Copa, novo bar do hotel Copacabana Palace, onde está tocando duas vezes por semana com a Copa Jam Band, completa por Marco Tommaso (piano), Widor Santiago (sax) e Renato Massa (bateria).

O programa sensacional tem apenas um porém: os proibitivos R$ 120 cobrados de entrada (sem direito a nenhuma bebida). Inviável.

Apesar disso, alguns detalhes da história daquela noite contados por Alberto aguçaram a busca por uma entrada para esse universo paralelo, ao mesmo tempo tão perto e tão distante.

Toda semana a Copa Jam Band recebe convidados. Na primeira semana foi Thalma de Freitas e naquela noite havia sido Kassin, com repeteco no dia seguinte. Nas próximas semanas participam Domenico Lancelotti e Moreno Veloso. É o +2 parcelado.

Alberto contou que Kassin tinha aparecido na beca, de gel e cabelo pro lado, sapato branco, blusa de botão e calça, fazendo papel de crooner e tocando guitarra. Só a descrição da cena dava vontade de rir. Além da sonzeira prometida, a temporada dava pinta de se tornar histórica.


Ah, o Copa…

Na noite seguinte, resolvido o empecilho da entrada, tudo se repetiu. O Bar do Copa, com seus espelhos e jaulas, cumpre tudo que se espera de um bar de hotel. O público misturava amigos dos músicos, hóspedes batucando fora do tempo nas mesinhas e membros da equipe do Kiss com companhias locais (enquanto Gene Simmons jantava na pérgula, do lado de fora).

A noite é dividida em dois atos, com um intervalo de uma hora entre eles. Em ambos o quarteto inicia os trabalhos tocando standards em levada samba jazz. Passado tantos anos desde a revolução do Beco das Garrafas, hoje isso soa “tradicional”.

O repeterório cumpre o papel de oferecer o que muitos visitante buscam — e raramente encontram — quando vem ao Brasil, como um turista em Cuba procurando o som do Buena Vista Social Club ou roots reggae em Kingston.

Ainda assim, há algo no ar, como se o Copa Jam Band buscasse quebrar a sisudez relacionada a bossa nova, ao samba jazz e a toda essa linhagem musical, por vezes levada a sério demais, canonizada de uma maneira talvez não planejada pelos próprios músicos protagonistas.


Copa Jam Band + Kassin

A maneira encontrada para realizar essa quebra foi a escolha dos convidados, apostando que eles não fariam cerimônia e ajudariam a descontrair o ambiente.

Assim que foi chamado, Kassin ligou sua guitarra, incluindo alguns pedais e foi emendando a sua “Esquecido”, “Meio Desligado” (Mutantes) e uma inédita, um bolero sobre a falta de potássio.

No final, convidou Thalma de Freitas pra cantar “Tranquilo” e mais uma inédita, parceria dela com João Donato, chamada “Enquanto a gente namora”.

Comportado e comedido, Kassin terminou sua apresentação sob aplausos timídos, como pedia a situação. Por uns instantes o bar voltou ao volume normal, após a jam ter se tranformado num show.

Rapidamente um DJ entrou em ação, pra garantir que o bar não esvaziasse. Tascou “Finally” (its happening to me…), da CeCe Peniston, e a noite continuou.

O que quer que tenha ocorrido a partir dali ninguém sabe, ninguém viu. O que acontece em Copacabana, morre em Copacabana.

domingo

19

fevereiro 2006

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A marcha dos pinguins

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rollingstones_ivogonzalez.jpg
foto: Ivo Gonzalez (O Globo)

1 milhão e 200 mil pessoas se espremeram na praia de Copacabana para assistir o maior show de rock da história. Fora os outros milhões que viram pela televisão mundo afora e os outros milhares que ainda vão conferir nos cinemas e em DVD, até o final do ano.

De graça não foi. Além do patrocínio de uma empresa telefônica, a prefeitura do Rio desembolsou R$ 1.600.000, fato bastante questionado na imprensa. Cada um dos presentes pagou, via impostos, cerca de R$1,33 pelo show, barato até. E um bom investimento, considerando-se o retorno de imagem conseguido pela Cidade Maravilhosa.

O caos aguardado (ansiosamente por alguns), não veio. Cheguei faltando uns 30 minutos para o show e consegui ficar relativamente bem posicionado, junto a primeira torre de som. O que não significa que chegar até ali tenha sido fácil.

Depois de ser convidado a sair do táxi ainda na Lagoa (“amigão, daqui pra frente é melhor você ir andando”), caminhei pela orla da Rodrigo de Freitas e cruzei a praia de Copacabana praticamente de ponta-a-ponta. Como os pinguins do documentário francês, milhares de pessoas faziam caminho igual, indo na mesma direção quase que instintivamente.

Faltava encontrar os amigos. Pra você ter uma idéia do clima que imperava, enquanto estava concentrado no celular, mandando torpedos para diversas pessoas na esperança de encontrar alguém, fui interrompido pelo seguinte diálogo:

— Cumpadi, você é daqui?

— Sou.

— Você conhece esse cara de gola laranja, atrás de você?

— Qual?

— Esse aí. Ele tá contigo?

— Não.

— Então se liga que ele tá te marcando.

— Opa, valeu.

Camaradagem total. Show que é bom, deu pra ver pouco. As caixas ao meu lado não funcionavam e, tirando a hora que o palco deslizou para frente, a boca de cena estava encoberta por estruturas metálicas de som, luz e TV. O lance era entrar no clima, jogar cerveja pro alto, gritar rolitóne!, essas coisas.

Ao final da apresentação, a meia-noite, o público literalmente voltou no tempo. Não aos anos 70, como queriam fazer crer a tonelada de reportagens no estilo freak show (idosos, um deles alcóolatra, fazem show de rock em Copacabana, você não pode perder!) que precederam o show. Foi só o fim do horário de verão, obrigando os relógios serem atrasados em uma hora.

Apenas rock and roll, e eu gosto. Não dava pra perder.

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