sexta-feira

23

dezembro 2011

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Sobre Facebook, mixtapes e ressaca digital

Written by , Posted in Digital, Música

Tá difícil divulgar qualquer coisa no Facebook atualmente. Falei disso em relação a festa de 8 anos do URBe, é tanto informação que ninguém presta atenção em mais nada, mesmo quem potencialmente se interessaria. E como a rede social virou a principal forma de contactar os amigos, a tarefa fica difícil.

Levando esse embate analógico vs digital ao extremo, o DJ Yugo resolveu divulgar sua nova festa, Supernova, a moda antiga: distribuindo CDs com uma mixtape de mão em mão, no mundo real. Ele mesmo explica:

“Por incrível que pareça, convidar alguém para uma festa, pelo Facebook, ou até por email, hoje em dia é um incômodo. Aliás, tudo incomoda, porque a rede virou uma grande ‘feira ao ar livre’. As pessoas se sentem como turistas em Copacabana ou no nordeste, cercados por ambulantes tentando te ‘vender’ alguma coisa. Quando o que te vendem interessa, tudo bem, mas quando não interessa surge o tal incômodo. 

“A verdade é que é difícil filtrar tudo na internet, e um possível convite para uma festa bacana se perde no meio da multidão de eventos. Daí pensei: como faço pra convidar as pessoas para a minha festa? acho que a primeira coisa que você quer saber quando é convidado pra uma festa é ‘que festa é essa?’. Resolvi, então, definir pela música. Fiz uma mixtape com a cara da Supernova, que nada mais é do que uma dinâmica de estilos e gêneros de Dance Music que eu gosto de tocar na pista. Não é uma festa ‘pop’, não é uma festa ‘eletrônica’, é livre de gêneros e convenções, do jeito que eu gosto.

“Gravei 200 CDs com a mixtape que fiz. No CD coloquei também um poster da festa e um link com o tal evento do Facebook e distribui em alguns cantos onde acho que posso encontrar pessoas que se interessariam pela farra. Não dá muito pra fugir do Facebook também, as pessoas naturalmente buscam informações por ele, mas imaginei que o approach deveria ser diferente.

“Está sendo uma experiência, acho que pra dar MUITO certo, se tratando de uma festa que ninguém nunca foi antes (primeira edição da Supernova), eu precisaria ter feito até 1000 CDs (imagino que algumas pessoas possam nem ter ouvido a mix que fiz com tanto carinho), mas com isso coloquei a festa na rua de uma forma menos impessoal, acredito.

“Ainda estou observando o impacto desses 200 CDs e nem sei se vou chegar a uma conclusão precisa, acho difícil. De qualquer forma. Deixei que alguns amigos distribuissem também, e já vi gente que eu nem conheço adorando e agradecendo um dos meus amigos pelo presente. É esse tipo de coisa que ando buscando.”

A canseira digital pode estar apenas começando.
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