segunda-feira

19

setembro 2005

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Nem mais, nem menos

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Um ótimo show, pra quem gosta do som. Pode parecer uma colocação óbvia, mas essa é uma boa definição da apresentação de Moby, sábado, no longíquo Riocentro. Não foi um show pra fazer ninguém virar-casaca: nem arrebatador o suficiente para conquistar novos fãs, nem abaixo do que se esperava, a ponto de fazer alguém deixar de gostar.

Com um público bem abaixo dos 18 mil esperados, cerca de 6 mil pessoas (1.500 pagantes e 4.500 convidados, disseram) enfrentaram a chuva, a estrada e o preço dos ingressos para conferir o careca, pela primeira vez com sua banda no Rio.

Moby jogou pra platéia e enfileirou — empolgando — sucessos dos seus dois principais discos, “Play” e “18”, evitando as do mais recente, o fraco “Hotel”, e encontrando espaço para outras mais antigas. No entanto, apesar da banda que o acompanha (baixo, guitarra, samples, vocalista…) manter o nível lá em cima o tempo todo, as músicas funcionam melhor nos discos que Moby costuma fazer sozinho em seu quarto.

A qualidade do som, principalmente por ser ao ar livre, estava excelente. Graves com pressão, vocais perfeitamente audíveis, volume alto. A produção do evento ainda teve o cuidado de ir contra o costume crescente de reservar totalmente a área em frente ao palco para os tais dos VIPs, deixando o público pagante, que é o que importa, próximo do artista.

No intervalo entre as músicas, o discurso continua o mesmo, com pedidos de desculpas pelas trapalhadas de Bush e por sua América natal estar se tornando um país de extrema-direita. Faltou explicar quando exatamente é que os EUA não foram direita, mas isso é outra história.

Fora a constrangedora versão de “Creep” (Radiohead), a citação a “Whole lotta love” (Led Zeppelin) e a lastimável versão de Break on Through (The Doors), o show foi exatamente o que se esperava. O que foi bom para uns e nem tanto para outros.

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