segunda-feira

10

dezembro 2012

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Maria Minerva e só

Written by , Posted in Música, Resenhas


foto: Eduardo Magalhães/PartyBusters

A voz não é de cantora e a postura no palco é de uma menina brincando com equipamentos sozinha no próprio quarto, dançando, falando. A apresentação livre da Maria Minerva no Novas Frequências é daquelas que faz o mais afoito dizer “até eu faria isso”. Não é bem assim.

Existem produtores que tem talento para misturar, combinar, arredondar sons e torná-los palatáveis, prontos para serem catalogados em algum gênero qualquer. Outros tem sua força justamente no contrário: separar os elementos, desconstruir a música eletrônica e espalhar todas suas peças pelo ar, destrinchando estilos. Parece facil, até você tentar.

Muitas vezes esse exercício amplia o entendimento de quem ouve. A experiência repleta de atritos ajuda a compreender melhor o outro extremo do espectro, músicas em que elementos definidores de algum estilo as vezes estão escondidos, transformados em acessórios. Reler Spice Girls nesse contexto (“2 Become 1”) foi um movimento exemplar feito pela estoniana.

Experimentalismos a parte, as bases poderiam ser menos engessadas (Maria apenas faz leves ajustes nos sons pré-gravados disparados) e, mesmo que a voz não colabore, melodias mais dinâmicas e um momentos de silêncio já ajudariam bastante.

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  1. amei

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