sexta-feira

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dezembro 2003

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JB Online, 12/12/03

Written by , Posted in Imprensa

Rage Against the Machine – “Live at the Grand Olympic Auditorium”

12 de setembro será sempre lembrado como o dia seguinte dos atentados em Nova York, em 2001. O primeiro dia de uma nova ordem mundial. Para os fãs do Rage Against the Machine a data tem ainda outro significado. Praticamente um ano antes, nos dias 12 e 13 de setembro, a banda fez seus dois últimos shows em (onde mais…) Los Angeles.

Ambas apresentações foram devidamente registradas e saem agora, com três anos de atraso, em disco e DVD. A princípio, “Live at the Grand Olympic Auditorium” (importado) deveria ter saído em novembro de 2000. Nos dois meses entre a gravação e a data prevista para chegar as lojas, Zack de la Rocha abandonou a banda, o que acabou adiando o lançamento.

Em 2002 o disco ao vivo foi outra vez engavetado para não atrapalhar a estréia do Audioslave, banda formada pelos remanescentes do RATM – o guitarrista Tom Morello, o baterista Brad Wilk e o baixista Timmy C – mais o ex-vocalista do Soundgarden, Chris Cornell.

O que era para ter sido um mero tapa buraco no calendário de gravações acabou se tornando um registro histórico. Equilibrando músicas do primeiro trabalho da banda, “Rage Against the Machine” (5), e do terceiro, “Battle of Los Angeles” (6), o disco ao vivo tem apenas duas faixas do segundo, “Evil Empire”, duas do disco de covers “Renegades of funk” e a excelente “No Shelter”, da trilha sonora do filme “Godzilla”.

A gravação é boa mas a mixagem deixa um pouco a desejar. Em alguns momentos a guitarra some e os gritos da platéia parecem ter recebido tratamento demais, aumentando e abaixando demais o volume, principalmente na primeira faixa, dando um ar meio falso.

Entre as 16 faixas estão “Bull on Parade”, “Freedom”, “Bomtrack”, “Testify” e a clássica “Killing in the name”. Estranhamente “Wake up”, trilha sonora dos créditos finais de “Matrix”, não entrou, mas “Calm like a bomb”, presente no mesmo momento de “Reloaded”, está lá. “Revolutions” não traz nenhuma música do Rage, mas bem podia trazer uma do Audioslave para ser condizente com o filme.

Indispensável para quem quer ter pelo menos noção de como a banda soava ao vivo. Apesar de não ter gerado muitos filhotes ou ter sido pedra fundamental de nenhum movimento da moda, o RATM foi um dos mais importantes atentados sonoros dos anos 90.

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