Finalizando, a terceira e última parte da entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte e segunda parte), falando sobre bicicletas do sistema Bike Rio e o patrocínio do Itaú.
Continuando a entrevista com o prefeito Eduardo Paes sobre bicicletas (leia a intro e a primeira parte), agora falando sobre bicicletas elétricas, a geografia da cidade e urbanismo. Na quinta-feira vem a terceira e última parte, sobre as bicicletas laranjas.
(Matutando sobre as campanhas de conscientização e educação para ciclistas, motoristas e pedestres, pensei que seria legal se houvesse um selo oficial, recebido após um curso ou oficial, de repente até online, pra colar na bicicleta ou no carro e atestar que o ciclista ou motorista estão inteirados. Simbólico, claro, porém já é alguma coisa, já que não há um placa na magrela.)
agradecimentos especiais: Tiago Lins e Flávio Machado agradedimentos: Thiago Hirai, Cassius Augusto, Rafael Macedo, Rodrigo Hermann, Eduardo Grandelle, Paula Faraco, Mariana Santarelli, que enviaram perguntas e levantaram questões através do Facebook. transcrição: Gabriel Mistuáureo
O gabinete do prefeito do Rio, Eduardo Paes, é um portifólio de suas ações mais populares. Estão expostos com destaque o pôster do filme “Rio”, flâmulas e medalhas da FIFA, um cinturão do UFC, uma das lixeiras de plástico feito de álcool, um guitarra do Rock in Rio, uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (num mastro levemente mais alto que os das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio), uma maquete do BRT e dezenas de placas e quadros de homenagens empilhados num canto, dados por escolas de samba (comemorando o desfile como ritmista da Portela) ou do patrocinador da Seleção (uma blusa emoldurada com um texto falando da importância representativa da Amarelinha).
Nas paredes, entre as muitas fotos (de campanha, com Barack Obama, com Lula e, sim, com Sergio Cabral), dois emails impressos e enquadrados se destacam. São os registros de duas transferências volumosas da União para a cidade, uma de 800 milhões e outra de 300 milhões de Reais, para as obras do Porto Maravilha.
Na mesa do prefeito repousa um iMac. Do bolso, assim que chega e é apresentado, Eduardo Paes tira um iPhone. Encantado, disse que “esse Steve Jobs está matando muitas outras indústrias” ao comparar o aparelho com um que ganhou da Nike e nunca utilizou, mostrando em seguida o trajeto desenhado pelo GPS da sua pedalada da residência do prefeito na Gávea Pequena até a Mesa do Imperador.
Entramos então no assunto em questão. O uso da bicicleta como meio de transporte – e o potencial disso se tornar um dos grande diferenciais do Rio, que deveria ser uma cidade verde, exemplo para o mundo – é um dos meus assuntos favoritos e por isso solicitei a entrevista. Para minha surpresa, o pedido foi prontamente atendido e logo a conversa foi agendada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, o motivo da rapidez foi justamente o interesse de Paes na questão.
Antes da entrevista propriamente dita, é importante dizer duas coisas. Primeiro, em sendo ano eleitoral, convém dizer que a entrevista teve como foco o prefeito, que vem a ser Eduardo Paes, em busca de posições oficiais sobre as bicicletas no Rio. Segundo que, por esse ter sido o tema acordado, muita coisa ficou de fora. Outras oportunidades virão para debater outros assuntos, mas fique tranquilo; falou-se bastante sobre as bicicletas laranjas.
Abaixo, a primeira parte, de um total de três, da conversa do URBe com o prefeito, falando da estrutura da cidade para bicicletas.
Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:
Em outras frequências por Bruno Natal
O festival Novas Frequências já acabou e continua ecoando por aqui. Com uma proposta bastante ousada, o evento reuniu alguns dos principais nomes da nova música eletrônica experimental em cinco noites: Com Truise, Sun Araw, Murcof, Andy Stott e os brasileiros Pazes e Psilosamples, uma escalação difícil de se ver até em festivais no exterior, como o próprio Com Truise comentou.
A entortada nos ouvidos foi tamanha que não tem como torcer para o repeteco ano que vem. E metendo o bedelho onde não foi chamado, ficam cinco dicas de nomes que fariam bonito no festival. Bom, isso hoje, né. Até lá aparece muito mais coisa.
Ducktails
Lançado pelo comentado selo Not Not Fun, Ducktails é o projeto solo do guitarrista do Real Estate, Matt Mondanile. Nele, se afasta um pouco do chillwave e envereda por canções assobiáveis, mantendo os aspectos que caracterizam o pop hipnagógico, como sons filtrados, gastos, sugerindo o passado não muito distante das fitas demo.
Peaking Lights
Também afiliado ao selo Not Not Fun, os californianos do Peaking Lights descrevem seu som como “dub pop psicodélico”. Então já sabe o que vem: graves pesados, efeitos e chapação filtrada pelo lo-fi. O disco “936” tem pintado em listas de melhores do ano e a versão com remixes traz reconstruções de nomes como Adrian Sherwood, DaM-FunK, patten e outros.
Washed Out
http://youtu.be/-DkslcOhytU
Uma das grandes estrelas do chillwave, ao lado do Toro Y Moi, Ernest Greene foi surpreendido pelo sucesso das próprias canções, feitas no quarto de casa e disponiblizadas online. “Feel It All Around” é a trilha de abertura do seriado “Portlandia”, aumentando ainda mais o alcance de suas músicas contemplativas, para ouvir esticado na praia ou olhando pras árvores.
Emeralds
Um dos integrantes da banda, o guitarrista Mark McGuire, estava originalmente escalado para o Nova Frequências com o seu projeto solo, mas acabou cancelando sua vinda. O Emeralds não tem planos para lançar um segundo disco, mas se viessem seria uma boa oportunidade para McGuire também se apresentar.
Chet Faker
Só pra manter uma atração com trocadilho no nome, sai Com Truise, entra Chet Faker (já falamos dele aqui na coluna, assim como do Eltron John). O australiano classifica sua música como “future beat, downtempo, post-dusbstep, sex”. Pra entender, tem o atalho dos remixes: ele já produziu versões estranhíssimas de “Nude” (Radiohead) e “No Diggity” (Blackstreet).
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Tchequirau
Enquanto o Spotify, melhor serviço de assinatura de música por streaming, não desembarca por aqui, temos os gratuitos Grooveshark, seguindo forte (com visual melhorado) e a versão brasileira do Rdio.
Cultura digital, música, urbanidades, documentários e jornalismo.
Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.