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junho 2012

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O 4-3-3 do Bixiga 70

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Em pleno solstício de inverno, o Bixiga 70 esquentou os cariocas nesse final de semana, em duas apresentações no Oi Futuro. Desde o início, antes mesmo do lançamento do disco homônimo, um dos melhores de 2011, a banda (formada durante as gravações do disco do Pipo Perogaro) prometia ao vivo. Finalmente desembarcando no Rio, os paulistas cumpriram. Foi uma sonzeira de respeito.

Divididos no palco em três meias-luas, eles jogam num 4-3-3 ofensivo, com os quatro metais empurrando o trio percussivo em direção ao ataque, formado por duas guitarras/teclado e um baixo, pressionando o tempo todo. Mesmo obedientes taticamente, o Bixiga 70 se destaca quando engrossa o caldo com a imprevisibilidade brasileira, justificando a década que carrega no nome.

O afrobeat é o novo dub”, disse Chico Dub, dia desses. Não em termos de sonoridade, mas sim de influência, principalmente no cenário independente brasileiro: da Céu ao Do Amor, de Lucas Santtana a Vanessa da Mata as afrobeat orchestras locais, o som nigeriano se entranhou por aqui. Cruzando os dois caminhos, vem o Bixiga 70, com versões dub de suas músicas de raiz afrobeat.

O que faz a banda a ser notada não é o apuro na execução da escola felakutiana de som. Pelo contrário, é justamente quando invertem a mão que fica mais interessante. Ao se afastar do afrobeat, ou melhor, o utilizar como matriz para transitar por outros terrenos – seja o dub, seja a música brasileira ou o jazz, suingando o tempo todo – o Bixiga 70 sai do puro retrô e ganha aquele algo a mais, que diferencia as bandas que prestam das que não prestam: personalidade.

Confira a homenagem da banda a Gonzagão:

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