Unknown Mortal Orchestra Archive

sexta-feira

8

janeiro 2016

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A escalação do Coachella 2016

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O festival de música e artes Coachella anunciou no último dia 05 o line-up da sua 17a edição. O evento esse ano irá contar com o retorno aos palcos do LCD Soundsystem e do Guns N’ Roses com sua formação quase original, com Axl, Slash e Duffy.

Como sempre, o melhor do festival não são as atrações principais. Esse ano tem  DJ Koze, Deerhunter, BadBadNotGood, Mr. Carmack, 2ManyDJs, Sufjan Stevens, Jack Ü, Grimes, Unknown Mortal Orchestra, Courtney Barnett, Disclosure, Beach House, Bob Moses, The Dead Ships, Rancid, Flume, Kamasi Washington e Melody’s Echo Chamber.

coachella line-up 2016 URBe

 

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quinta-feira

7

janeiro 2016

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Os bons discos internacionais de 2015

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Já está chegando a hora de dar uma medalha para quem ouve um disco inteiro nessa era que vem sendo dominada por streamings avulsos e EPs. E duas para os artistas que conseguem 1) produzir um disco coeso nesse contexto; 2) conquistar atenção dos ouvintes para o disco inteiro nesse tiroteio de singles. Abaixo estão os discos que conseguiram puxar o foco para si seja pela importância do artista, seja através de uma única música que por acaso adentrou os ouvidos e acabou puxando as outras. Esses são alguns dos bons discos de 2015 – os que chegaram até aqui, ao menos.

Aqui estão as listas dos Bons Discos Nacionais de 2015 e Bons Shows de 2015.

O disco internacional de 2015:

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DJ Koze, “DJ-Kicks: DJ Koze”

O melhor disco do ano não foi um exatamente disco, mas uma mixtape. Sintomático com os tempos atuais, puro suco de 2015. O mix feito pelo DJ Koze para 50ª edição da série DJ Kicks é uma parada de outro mundo. Mesmo sendo uma coletânea, não se trata apenas de juntar um punhado de músicas, várias delas são edits, remixes e mashups produzidos pelo próprio Koze. Mesmo fazendo “apenas” uma seleção, o que o cara conseguiu é de deixar pasmo. Uniformidade de clima, astral, história através das letras. Coisa linda e imperdível.

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Kendrick Lamar, “To Pimp A Butterfly”

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Jamie xx“In Colour”

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Alabama Shakes, “Sound & Color”

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Tame Impala“Currents”

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Kamasi Washington“The Epic”

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Andy Shauf“The Bearer o Bad News”

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Leon Bridges“Coming Home”

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Natalie Prass“Natalie Prass”

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Toro y Moi“What For?”

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Unknown Mortal Orchestra“Multi-Love”

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Mac DeMarco“Another One”

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Disclosure, “Caracal” 

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Desmond Cheese, “Peace & Quiet” 

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The Internet, “Ego Death”

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Kurt Vile, “b’lieve i’m goin down…” 

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Ghostface Killah/BadBadNotGood, “Sour Soul”

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Matthew E. White, “Fresh Blood”

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Beirut, “No No No”

sexta-feira

17

janeiro 2014

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Os bons discos internacionais de 2013

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Antes de qualquer coisa, devo começar dizendo que desisti da corrida. Simplesmente não dá mais tempo MESMO de acompanhar todos os lançamentos, nem por trabalho (não que já não venha sendo assim nos últimos anos).

Com o Queremos! e WeDemand tomando cada vez mais tempo, ironicamente sobra menos para ouvir música da maneira que ouvia (e quem tem esse tempo?). E ainda tem um molecote, que é prioridade no pouco tempo que resta, e ele gosta mesmo é de Yo Gabba Gabba.

Não ouvi o novo do Arcade Fire (mas vou ouvir), não escutei ainda o Run The Jewels (mas vou escutar – e quem sabe esses discos não pintam no Chegando Atrasado). E quer saber? Está ótimo assim.

Nada impede que volte a querer ouvir tudo na hora que sai, mas por enquanto tá bom assim. É muito legal ver as listas de melhores do ano de outras pessoas e descobrir discos que passaram batido. É bom ser leitor um pouco.

Exatamente por isso, como em 2012, a palavra “melhores” foi abolida do título das listas. O que você encontra aqui são os bons discos que escutei em 2013, alguns muitas vezes, outras apenas uma. A lista não está em nenhuma ordem específica, tirando o primeiro lugar.

Se você ouviu algo muito bom e não viu aqui, deixe suas dicas nos comentários.

As listas de discos nacionais, de shows e destaques de 2013 já foram publicadas, só clicar.

O disco internacional de 2013:

Mount Kimbie Cold Spring Fault Less Youth

Mount Kimbie, “Cold Spring Fault Less Youth”

O Mount Kimbie já havia feito uma curva importante, quando se embrenhou pelo post-dubstep. Provando que estão atentos a estrada, a dupla mais uma vez fugiu dos atalhos, chegou mais pro meio da pista adicionando percurssões mais presentes evocais (próprios e do King Krule) as suas camadas espaciais e conseguiram, novamente, apontar novos caminhos (não é coincidência que tenham feito parte da banda do prodígio James Blake no início). É música de pista pra quem quer dançar, dançando.

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Jagwar Ma, “Howlin”

Darkside Psychic

Darkside, “Psychic”

King Krule 6 Feet Beneath The Moon

King Krule, “6 Feet Beneath The Moon”

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Atoms For Peace, “Amok”

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Daft Punk, “Ramdom Access Memories”

Oliver Wilde A Brief Introduction to Unnatural Light Years

Oliver Wilde, “A Brief Introduction to Unnatural Light Years”

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James Blake, “Overgrown”

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Disclosure, “Settle”

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YYY, “Mosquito”

Connan Mockasin caramel

Connan Mockasin, “Caramel”

Matthew E White Big Inner

Matthew E. White, “Big Inner”

Rodriguez Searching For Sugar Man

Rodriguez, “Searching For Sugar Man”

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Unknown Mortal Orchestra, “II”

Charles Bradley Victim of Love

Charles Bradley, “Victim of Love”

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Fuck Buttons, “Slow Focus”

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Cloud Nothings, “Attack on Memory”

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Factory Floor, “Factory Floor”

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Kurt Vile, “Wakin On A Pretty Daze”

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Is Tropical, “I’m Leaving”

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The Internet, “Feel Good”

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M.I.A., “Matangi”

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Boards of Canada, “Tomorrow’s Harvest”

AM & Shawn Lee La Musique Numerique

AM & Shawn Lee, “La Musique Numerique”

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The Strokes, “Come Down Machine”

domingo

1

setembro 2013

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Transcultura #120: Bemônio // Unknown Mortal Orchestra

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Bemonio

Texto na da semana retrasada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

O clima ruim do Bemônio
Destaque da cena experimental carioca, grupo prepara disco novo e assume que faz música para gerar desconforto

por Bruno Natal

Cercado por amigos interessados apenas em hardcore melódico e punk rock nos anos 1980, Paulo Caetano nunca tinha tido uma banda. Sem conhecer outros músicos ligados nas mesmas referências de metal, industrial, EBM, Naked City, John Zorn Filmworks, Front Line Assembly e outros, ele conseguiu apenas montar o projeto solo eletrônico Creep Diets, em 1997, com pouca repercurssão. Até que, em janeiro de 2012, formou o Bemônio, um dos nomes mais interessantes da cena experimental carioca. De novo, começou sozinho, fazendo vocais, tocando sintetizadores e baixo. Hoje, conta também com Gustavo Matos na bateria.

— Montei o Bemônio por uma questão mental e espiritual, uma válvula de escape para os meus problemas — explica Caetano, que costuma se apresentar mascarado. — Não faço música no intuito de gerar público, até porque ouvir Bemônio é um ruído pra determinados estados de espírito. Ao criar as músicas, eu mesmo gero um peso psicológico tão forte que fico fraco ou lacrimejando de angústia. Não tenho um intuito de ganhar dinheiro e viver apenas disso, por isso fico feliz quando descubro pessoas que gostam. Respeito quem faz música para viver, mas não sei se tenho gabarito pra realizar algo que atraia tanta gente assim.

Os títulos dos EPs e discos lançados até agora não esclarecem muita coisa sobre o Bemônio. “Vulgatam clementinam”, “Ascoltare durante Il pranzo dopo la noia”, “Serenata” e “OPSCURUM” — esse último, uma faixa de 24 minutos contínua, dividida em nove interlúdios — são unidos pelo drone, estilo musical que, através do uso de acordes dissonantes, notas repetidas e prolongadas, variações harmônicas e ambiências se aproxima mais de instalações sonoras do que do formato tradicional de uma canção.

— O drone está mais relacionado a um estado de mantra, algo que se traduz muito também em cultos religiosos, onde a repetição do canto é necessária, gerando um som único do início ao fim, com leves variações — diz Caetano. — O drone está presente no dia a dia, nos ruídos do trânsito, da TV sem sinal, do rádio de carro sem sinal que varia a intensidade de acordo com a aceleração do carro. No meu caso, um mantra com um clima ruim e denso. Procuro uma sonoridade pra traduzir o que venho passando e gerar interpretações que vão além de bater cabeça, dançar ou cantar. É som para gerar desconforto, tristeza, angústia e ira.

Papo brabo. Afirmando não se considerar um músico, Paulo Caetano têm outros objetivos com o Bemônio, que teve uma faixa (“Dilecti laceratione complevit”) incluída na recente coletânea “Hy Brazil Vol 2: New experimental music from Brazil 2013”, de Chico Dub.

— Cheguei à sonoridade do Bemônio através de duas situações: missa católica e a trilha sonora do filme “A profecia”. Quando ouvia coros ou cantos gregorianos numa missa, associados às imagens religiosas e ao reverb que a acústica da igreja traz, tinha arrepios, ficava angustiado e não obtinha a mesma calma que um católico fervoroso. Quando eu vi esse mesmo canto associado a um filme de terror, falei: é isso que vou fazer. A experiência do show do Bemônio é gerar esse clima ruim, não tocar um show igual ao outro. As músicas estão registradas no álbum.

“Santo”, seu próximo disco, programado pra setembro, vem cheio de parcerias. Muitas delas estão bem alinhadas com o “clima ruim” proposto pelo Bemônio.

— Procurei parcerias com pessoas que considero muito artisticamente, o que se tornou um desafio. A arte da capa foi feita pelo Pedro Felipe, do Ars Morindee, e as músicas têm participações de Paulo Roberto, ex-vocalista do Gangrena Gasosa; Zé Felipe, ex-Zumbi do Mato; Gabriel Menezes, ex-Noção de Nada e Uzômi; e das bandas portuguesas Besta e We Are The Damned, entre outros convidados. A mixagem e masterização foi feita pelo Steve Austin, vocalista e fundador de uma das bandas que mais me influenciaram, o Today Is the Day. A coisa está ficando bem clima ruim — resume ele, rindo.

Tchequirau

Um show tem a capacidade de esclarecer detalhes de um disco, mas as vezes faz justo o contrário. Ao vivo o Unknown Mortal Orchestra distorce tanto os som que apresenta em músicas como “So Good At Being In Trouble” que parece até outra banda. Na dúvida, fique com a versão gravada.

sexta-feira

23

agosto 2013

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De paraquedas no Lolla Chicago 2013

Written by , Posted in Destaque, Música, Resenhas

Sem nunca ter planejado conhecer o festival, fui parar no Lollapalooza 2013, no início de agosto, por acaso. Em viagem de trabalho, acabei indo para Chicago um dia antes do início do festival para uma reunião, pintou ingresso e lá fui.


Cloud Gate

Foi uma grata surpresa, mesmo que já tivesse ouvido falar bem tanto do festival quanto da cidade. Chicago, do pouco que deu pra ver, é bem interessante. Só de ter finalmente conhecido o Cloud Gate, instalação de Anish Kapoor, apelidada de feijão prateado para desgosto do autor, já teria feito valer a visita. Teve mais.

Bem diferente, por exemplo, do Coachella, o Lolla é totalmente urbano. Em vez de uma ida para o deserto, num festival onde essencialmente todos frequentadores estão viajando, o Lolla acontece num Grant Park, incrustado no meio da cidade.

O Grant Park não possui apenas uma entrada ou saída, ladeado por um lago, três avenidas o cortam verticalmente e três ruas horizontalmente. Todas ficam fechadas ao trânsito de carros e a cidade segue funcionando normalmente. Nessas condições, a tradicional qualidade produção e organização de eventos dos EUA impressiona ainda mais.

(mais…)

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