teatro rival Archive

segunda-feira

30

setembro 2013

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A fuga do Cícero

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cicero_teatrorival-sabado_setembro2013

Transpor “Sábado” para o palco não é tarefa fácil e no sábado Cícero teve certeza disso no show de lançamento no Rio. O caminho escolhido, uma banda nas expectativas dos fãs, o levou para mais longe da MPB que estranhamente categoriza os arquivos digitais distribuídos gratuitamente.

Num Teatro Rival cheio de fãs dispostos a ouvir as músicas do novo disco, a reação ao repertório variava de acordo com a origem da música: urros e coros no primeiro disco, atenção e letras cochichadas nas do segundo. O show precisará encontrar arranjos que consigam equilibrar momentos tão distintos. Para isso, as músicas de “Sábado” precisarão se adaptar ao palco, as micro explosões que acontecem nos fones tem que se ampliar para bater no peito e ouvido de quem está de frente pro som.

Esse momento pode ser de transição e primeiro passo para o resto da carreira de Cícero. Músicas “Fuga nº 4” e seu título sugestivo, cheia de paisagens e vazios, exclamam “calma!” em toda parte. Estranho dizer que é um disco pra ouvir, não pra gerar memes.Tal qual fez o Los Hermanos em seu “Bloco do Eu Sozinho”, o compositor alienou parte dos fãs para encontrar o próprio caminho. Um deles é o do formato ao vivo.

Goste ou não disco (gostei bastante), não se deveria esperar outra coisa de um artista e isso por si só é bom.

sexta-feira

7

dezembro 2012

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MPC (Digitaldubs) fala sobre a noitada com Aba Shanti I no Rio (SORTEIO DE INGRESSO)

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Aba Shanti I vem aí e MPC, do Digitaldubs, responsável pela noitada, explica porque sábado é um evento imperdível.

URBe – Explique para alguém que não sabe bem o que é um sound system: qual a importância da noite de sábado?

MPC – Sound system é um termo bastante usado hoje em dia, mas poucos tem realmente noção do que é… Se uma pessoa curte reggae e nunca viu/ouviu um sound system, ela apenas “acha” que sabe o que é reggae. Não importa a vertente – roots, dub, dancehall – a música reggae nasceu no sound system e só pode ser inteiramente apreciada num sound system. Não é a mesma coisa ouvir no iPod ou com um som normal de discoteca. E essa noite é imperdivel porque o nosso convidado, Aba Shanti-I, é um dos maiores representantes da cultura sound system atualmente.

URBe – O que Aba Shanti I representa pra cultura dos sound systems?

MPC – Pra resumir: “entendi” que tinha que montar as caixas do digitaldubs quando vi o Aba Shanti-I tocando. O Digitaldubs já estava em atividade há alguns anos, mas quando tive a experiencia de ver Aba controlando seu sound system ao vivo, mudou tudo. Espero que essa noite cause isso nas pessoas aqui.

URBe – Em termos da experiência de se visitar um sound system original, você se considera satisfeito com o que tem conseguido oferecer com os eventos do digitaldubs?

MPC – Estou feliz com o que o Digitaldubs vem oferecendo aqui no Rio em termos de qualidade de som. Claro que sempre queremos mais, só que as coisas vão crescer junto com a cena e com o publico. Nós estamos sempre trazendo atrações de peso pra cá, e modestia a parte, o Digitaldubs está fazendo um som de nivel internacional na cena dub (não à toa estamos sempre viajando pelo mundo).

Mas o diferencial dessa noite é que Aba Shanti-I é um mestre em ação. A forma que ele apresenta as músicas nos leva a um transe que faz o salão de dança virar um templo. Chega a ser uma viagem espiritual movida pelo som!

URBe – Fale um pouco do equipamento que será utilizado.

MPC – É o sistema do Digitaldubs. Se for necessário, vamos usar parte do som do teatro Rival. A vantagem é que o teatro é no subsolo e não tem vizinhança, então vamos poder soltar o grave como poucas vezes podemos.

PROMO: o primeiro a dizer a melhor maneira de se aproveitar os graves nos comentários leva 01 (um) ingresso individual para assistir o Aba Shanti I no Rival.

ATUALIZAÇÃO: Promo encerrada, o vencedor foi Emílio Dossi.

Abaixo, o trecho sobre sound systems do documentário sobre dub que dirigi, “Dub Echoes”:

segunda-feira

28

fevereiro 2011

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terça-feira

12

outubro 2010

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Bomba Estéreo taca fuego

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Quem esteve no Teatro Rival na última quinta-feira e viu o show do o Bomba Estéreo, promovido pela Dancing Cheetah, tem certeza de que quem perdeu, perdeu feio. Um dos principais grupos da cena latina de música pop, com os dois pés nas nas sonoridades terceiro-mundistas, os colombianos mostraram porque são um dos nomes mais comentados da “cena latino-americana” (uma generalização perigosa).

Ligado no 440 volts, a vocalista Liliana Saumet toma conta do palco com uma segurança que Lily Allen ou M.I.A. (a colombiana fica em algum lugar entre as duas) apenas sonham. Cuspindo letras agressivas enquanto faz charminho, a menina desembesta e toma a frente da banda, que começou como um projeto solo de Simón Meíja.

Fazendo jus ao termo “cumbia psicodélica” com o qual definem a própria música, a banda faz bom uso de efeitos e do poder dos graves, sem deixá-los alterar totalmente a essência das influências folclóricas/tradicionais colombianas, as frases de guitarra sempre lembrando a nossa guitarrada.

Foi a segunda vez que o Bomba Estéro tocou no Brasil (estiveram aqui dois anos atrás no RecBeat, em Recife). Mesmo com passagens elogiadas por festivais como SXSW, Summer Stage (NY), Sónar (Barcelona), Roskilde (Dinamarca) e Lovebox (Londres), a barreira das letras em espanhol ainda parece sólida por aqui.

É uma pena a casa não ter ficado lotada. Mas o público vai crescendo. Se houver terceira vez, não perca. Tem poucas banda voltadas para pista como o Bomba Estéreo.

segunda-feira

30

agosto 2010

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