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terça-feira

24

setembro 2013

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Transcultura #122: Músicas novas // Tarja Preta

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Transcultura_Novidadesdasemana

Texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Um apanhado das novidades musicais que pintaram na rede nos últimos dias
por Bruno Natal

Os últimos dias foram agitados em termos de aquecimento para alguns dos lançamentos mais aguardados do ano. Confira aqui uma coleção de músicas e clipes novos do que pingaram na rede na última semana. Porque, ao contrário do que pode parecer, o mundo da música vai além do Rock In Rio.

Quem tem coisa nova:

Quem: The Internet

O que: “Dontcha” é a primeira música do segundo disco da dupla formada pela cantora DJ Syd Tha Kid e o produtor Matt Martians. Integrantes do coletivo Odd Future, de onde já saíram Tyler the Creator, Frank Ocean e Earl Sweatshirt, o The Internet é mais um expoente do que está sendo visto como o ressurgimento do r&b dos anos 90 através de nomes como The Weeknd, AlunaGeorge e o próprio Frank Ocean.

Quando: “Feel Good” sai dia 24 de setembro

Ouça (e assista): “Dontcha”

Quem: Chromeo

O que: “Over Your Shoulder” traz o groove funkeado que é a marca do Chromeo e serve de aperitivo de “White Women”, primeiro disco de inéditas do Chromeo desde 2010. A pegada disco setentista torna praticamente obrigatória as comparações com o novo disco do Daft Punk, “Random Access Memories”. Só esperando saber se eles adotaram a mesma abordagem retrô no resto do disco, trocando sua tradicional referência aos anos 80 pelos 70.

Quando: “White Women” ainda não tem data de lançamento confirmada

Ouça: “Over Your Shoulder”

Quem: Cut Copy

O que: Produzido pelo vocalista e fundador do Cut Copy Dan Whitford e mixado por Dave Fridman (MGMT, Tame Impala, Mercury Rev), segundo a própria banda,”Free Your Mind” é influenciado pelos “verões do amor” de 1967, 1988 e 1989. O acid house de “Free Your Mind” não deixa dúvidas. É, os anos 90 estão voltando, segura essa.

Quando: “Free Your Mind”, o disco, sai dia 1o de novembro

Ouça: “Free Your Mind”

Quem: Arcade Fire

O que: Por enquanto sóu deu pra ouvir a faixa-título de “Reflektor”, novo disco do Arcade Fire, produzido por James “LCD Soundsystem” Murphy. Com quase oito minutos e participação de David Bowie nos vocais de apoio, se essa música for algum indicativo, os canadenses podem ter absorvido as referências de Murphy além da conta e podem tentar dar continuidade ao legado do extinto LCD, com direito a globo de espelhos e tudo. O clipe foi dirigido por dirigido por Anton Corbijn e também pode ser assistido de maneira interativa em justareflektor.com

Quando: “Reflektor”, o disco, sai dia 29 de outubro

Ouça (e assista): “Reflektor”

Quem: Paul McCartney

O que: “New”, a música nova do disco novo “New” do Paul (o primeiro em seis anos) nem é mais novidade, saiu em agosto. Produzida por Mark Ronson, a faixa faz referência ao passado sem ser mofada, o que é bastante coisa. Essa semana Paul lançou um clipe com a letra da música, só com imagens da última turnê, “Out There”.

Quando: “New”, o disco, sai dia 14 de outubro

Ouça: “New”

Tchequirau

Idealizada por Matias Maxx e Daniel Juca e lançada em 2004, a Tarja Preta é uma revista independente de quadrinhos e cultura alternativa, com colaborações de Allan Sieber, Schiavon, MZK e outros (em suas páginas nasceu o mítico personagem Capitão Presença, de Arnaldo Branco). Os editores iniciaram uma campanha de financiamento coletivo para lançar o álbum “Tarja Preta Vol. 1”, reunindo as três primeira edições.

terça-feira

17

setembro 2013

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A Tarja Preta precisa de você

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Tarja123

Editada por Matias Maxx e Daniel Juca, a Tarja Preta é uma revista alternativa que reunia quadrinhos (Allan Sieber, MZK, Shiavon e onde nasceu o Capitão Presença, criado Arnaldo Branco) e textos (colaborei em algumas edições, escrevendo sobre cogumelos e peiote, até onde lembro). Tendo tornado-se objeto de colecionador, os editores resolveram preparar o álbum “Tarja Preta Volume I”, reunindo o material dos três primeiros números da revista. Para ajudar isso a entrar no papel (turum-tss!) é só participar da campanha de crowdfunding do projeto (e não levo nada com isso, porque se o Maxx não pagou nada na época, imagina agora).

segunda-feira

12

março 2007

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Tarja Preta #5

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tarja05.jpg

Quem espera, sempre alcança. Com quase dois anos de atraso, a quinta edição da revista Tarja Preta finalmente saiu (saiu mesmo?).

Já nem lembro sobre o que escrevi pra esse, número. Peyotes, acho.

quinta-feira

21

setembro 2006

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URBe, 3 anos: a festa

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3 anos, o vídeo: toscamente gravado com uma câmera fotográfica
digital. No escuro.

Já é uma tradição. No dia da festa de aniversário do URBe, cai um temporal, bate o desespero “ih, não vai ninguém!” e, no final, dá certo. Na comemoração dos 3 anos, mais uma vez, foi exatamente assim.

Com um atraso de quase seis meses, finalmente a festa saiu do papel. Depois do susto com a chuva, as coisas entraram nos eixos e cerca de 400 pessoas foram ao 00 se acabar até as 4h e pouca da manhã.

As 23h, quando o Cooper Cobras começou a tocar, ainda havia pouco público. Azar de quem chegou tarde.

O power trio provou que não se passa anos ouvindo Fu Manchu, Karma to Burn e outros ícones do stoner rock impunemente e mostrou músicas contaminadas pelo estilo, como “Até o fim do show”, “Primeiro lugar” e “Pequenas tragédias”. A performance energética do grupo, que sem fazer força vai chamando cada vez mai atenção, com direito a subidas no bumbo e dancinhas, garante a diversão.

Como bom anfitrião, fiz as honras da casa e botei som depois do show. Enrolado com a produção da festa e Sem tempo pra separar músicas, levei uma pá de CD-Rs véios e embolei New Order, Mr. Catra, Ellen Allien, Les Rythmes Digitales, João Brasil, Madonna e Daft Punk. No final, consegui entregar a pista cheia para o próximo DJ.

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Segura o “lainâp”

O lugar já estava bem cheio quando Rogério Flausino assumiu as carrapetas. Fazendo um set de house e tocando praticamente só vinis, o mineiro arrancou gritos de empolgação da galera. Além, claro, de comentários elogiosos de alguns incrédulos que diziam “ué, mas é muito bom!”.

Entre remixes da DFA — para “Deceptacon” (Le Tigre) e “Dare” (Gorillaz) — e discos da Antipop, Flausino manteve a pista lotada e passou a bola, redondinha, para Nego Moçambique.

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Matias e o Comitê Presença 2006

Enquanto o o bicho pegava do lado de dentro, do lado de fora o comitê de candidatura do Capitão Presença a presença angariava votos para causa. Sob o comando do criador e da criatura, houve farta distribuição do material de campanha e os bottons foram bastante disputados.

Finalizando seu aguardado segundo disco no estúdio do Dudu Marote, Nego Moçambique contou que a masterização está marcada para dia 28 de setembro. Será que agora, depois de muitos atrasos, realmente sai? “Reza a lenda”, brincou o próprio.

Enquanto a bolacha não vem, Nego tocou várias músicas novas nessa apresentação. Coisas tão novas que nem no disco estarão, pra desespero do dono da sua gravadora, Daniel Di Salvo, alucinado justamente por essas produções.

Com equipamento novo — substituiu todos os periféricos que utilizava por uma MPC 4000 — Nego, mais uma vez, arregaçou. Dançou, cantou, pulou e fez pular durante mais de uma hora de breaks, grooves e colagens insanas demais pra explicar. A galera se acabou na pista e isso é o que importa.

Durante a troca de equipamentos para entrada do live do Bass Comando, levemente complicada, Alexandre Matias aproveitaria o horário de pico para adiantar alguns dos mash ups que prometeu.

Não deu certo. Devido a uma creca inexplicável no sistema de som, os graves sumiram, os agudos alfinetaram com força e não houve mais jeito de tocar CDs. Uma pena, pois pelo pouco que chegou a tocar, deu pra ver que a seleção prometia.

Chato mesmo é a sede irrefreável por ser VIP nessa cidade. A quantidade de gente que me pediu pra liberar a cartela (o que não fiz nenhuma vez, pois todo o dinheiro do caixa é utilizado pra pagar os artistas) foi inacreditável.

A entrada custava uma merreca, R$10, valor com o qual não se assiste nem mesmo uma apresentação do Mulato Zimbábue, quanto mais uma escalação caprichada como a dessa festa. Não dá pra entender mesmo.

pista_festa_3_anos.jpg
O fervo

Fechando a tampa, o Bass Comando confirmou as origens (John Woo é integrante do Apavoramento) e aterrorizou o 00 com suas experimentações com baixas frequências e MCs sacanas.

Do hino do Flamengo a “Melô do gaitero”, todas as coisas graves tiveram vez. Eram 4 horas da manhã quando o grupo encerrou os trabalhos e constatou que havia entornado todo seu cachê. E em plena quarta-feira, ainda tinha gente querendo dançar, mas a festa tinha acabado.

O lance é guardar a vontade pro ano que vem. A festa de 4 anos pode ser maior ainda.

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* Agradecimentos especiais à Lontra Music, parceira desde a festa de 2 anos e a Segundo Mundo.

segunda-feira

8

agosto 2005

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