resenha Archive

segunda-feira

15

setembro 2008

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Marcando

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Metronomy, “My heart rate rapid”

Novamente na Rough Trade East (fazer o quê? show grátis vicia), o Metronomy fez um dos shows mais disputados da atual temporada da loja, formando uma fila de dobrar o quarteirão.

Após uma hora e meia de atraso, devido a um problema técnico com um dos equipamentos, o trio mostrou as músicas do bom “Nights out”. Abusando do laptop (mesmo com a guitarra em punho, soltavam trechos gravados) e das coreografias nerd, fizeram o público dançar como não se viu nenhuma vez por lá.

Eles alegaram cansaço devido a comemoração do aniversário de um dos integrantes na noite anterior. Ficou parecendo que falta um pouco mais mesmo. Mas hoje em dia, é sempre assim. A proposta é interessante.

Uma molecada forte apareceu para conferir o show, dançou o robozinho e o escambau. Como não podem entrar em quase show nenhum por aqui (com excessão do Underage Festival), esses shows cedo nas lojas são uma das poucas opções para os mais novos verem as bandas de perto.

sexta-feira

12

setembro 2008

6

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Esse tal de nu-folk

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Bon Iver
vídeo: Zarapas

Essa nova onda do folk vai se apresentando como um grande balaio sem fundo. A definição vai sendo aplicada a qualquer um que faça músicas ao violão e utilize harmonias vocais para declamar suas letras.

Liderado por Justin Vernon, o show do Bon Iver (“bom inverno” num francês americanizado), mostra como o tal nu-folk, (ou americana, como também chamam por aqui) é uma definição bastante frouxa.

Cancões como a boa “Skinny love”, em sua versão gravada, podem se enquadrar no termo e funcionam bem nesse formato. Ao vivo o som cresce.

As músicas ganham mais peso, acompanhadas por bateria (com pad eletrônico, usado discretamente), percussão, baixo, guitarra de timbres jazzísticos e um teclado hammond, passeando pela psicoldelia em alguns momentos.

Empurrado para o show e sem a menor perspectiva, foi uma boa surpresa. Pena que o disco passe longe disso.

sexta-feira

12

setembro 2008

4

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Cinquentona sem fôlego

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“Into the groove”, num dos poucos bons momentos do
show
vídeo e texto: Carol*

A patroa foi conferir a Madonna e voltou decepcionada. Fala Carol:

Sou muito fã da Madonna e estava super ansiosa para conferir a performance dela aqui em Londres. Mas confesso que saí do show um pouco decepcionada.

Estava esperando ver a mesma Madonna da apresentação que vi no Rio, em 1993, quando ela se apresentou no Maracanã, ou do mini-show do Coachella 2006. No primeiro tinha 14 anos, mas lembro perfeitamente do show. Os bailarinos eram lindos, as coreografias interessantes, figurino original e a Madonna era ousada.

O que vi aqui foi o contrário. Uma Madonna careta, sem fôlego, e em uma tentativa quase desesperadora de se manter “moderna” para um público mais jovem, que na verdade nem estava lá.
Acho que eu era uma das mais novas na platéia.

As poucas músicas antigas que tocaram (“Into the groove”, “Like a prayer”, “Vogue”, “La isla bonita” em um momento cigano constrangedor, “Borderline”) ganharam versões diferentes, “atualizadas”, quando na verdade são boas no original. Foram essa músicas fizeram da Madonna um ícone pop.

Quase todo o tempo, enquanto Madonna cantava e dançava, o telão atrás do palco mostrava o clipe da música e participações virtuais dos parceiros: Kanye West, Justin Timberlake, Britney Spears, Timbaland… Chegou ao cúmulo de, em algumas músicas, somente aparecer o clipe e ela não estar no palco. Devia estar lá atrás descansando.

Tudo bem que ela já tem 50 anos e mesmo assim está inteirona, mas se ela não aguenta mais pular e cantar o show todo que faça um show menor, sei lá, acho mais honesto. Eu não paguei uma fortuna pra ver todos os clipes da Madonna em uma tela gigante, paguei para vê-la em ação.

Continuo fã, mas prefiro guardar na memória o show dos meus 14 anos.

quinta-feira

4

setembro 2008

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Santa

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Do show do Friendly Fires, direto para a Santogold. A cantora tem sido tão comentada ultimamente que é fácil classificá-la como um grande hype, com toda carga negativa que o termo hoje carrega.

O detalhe é que, aqueles que vencerem a preguiça de conferir mais uma artista-da-vez, vão dar de cara com um bom disco. Uma coisa pode-se dizer: ninguém faz músicas como “L.E.S. artistes” e “Creator” e “Shuv it” se não tiver pelo menos algum talento. Nem que seja o de escolher bem de quem se cercar.

Depois de se juntar a Swich para produzir o disco, Santogold começa bem ao decidir se apresentar com uma banda (baixo, bateria, DJ, dois teclados e duas cantoras de apoio) em vez de apenas cantar sobre bases eletrônicas que não enchem um palco. Porém, a vontade de mostrar que é mais que uma fugaz estrela internética é tão grande que atrapalha.

A banda, uniformizada, fica espalhada pelos cantos, deixando um enorme vazio no centro do palco que Santogold, mesmo com bastante carisma, voz e simpatia, não consegue preencher. A coreografia robótica das duas cantoras de apoio, boa parte do tempo paradas como estátuas, funciona bem no começo, mas cansa rápido.

O som é bom, mas ao vivo falta pressão, o show não decola. Pode ser a grande flopada do TIM Fest 2008, maior até do que a M.I.A. em 2005. A ver.

quinta-feira

4

setembro 2008

2

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Simpatia

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Friendly Fires, “Ex Lover”

Divulgando o disco de estréia, o Friendly Fires (já entrevistado aqui no URBe) fez um show na loja Pure Groove, em Londres.

Após a apresentação, os integrantes contaram sobre a apresentação no Reading Festival, em que contrataram percussionistas brasileiros para tocar com eles em “Jump in the pool” e falaram um por um, inclusive o empresário, que estão desesperados pra tocar no Brasil.

O show foi cedo, deixando tempo suficiente para correr para o Koko e conferir a Santogold.