marcelo camelo Archive

quinta-feira

3

março 2011

0

COMMENTS

Marcelo Camelo, “Ô ô”

Written by , Posted in Música

Abandonando essa frescura de teaser de música (coisa sem sentido), Marcelo Camelo colocou “Ô ô” na roda, inteirinha.

quarta-feira

12

janeiro 2011

4

COMMENTS

Marcelo Jeneci e a intersessão (ao vivo no Rio)

Written by , Posted in Música, Resenhas

Mais que o lançamento do disco no Rio (o melhor nacional de 2010 aqui no URBe), o show de Marcelo Jeneci no Teatro Casa Grande foi um grande encontro.

Primeiro porque reuniu boa parte do time que gravou a bolacha, incluindo o arranjador Arthur Verocai para reger as cordas e metais. É sempre uma oportunidade rara ver um disco ser executado como foi gravado.

Em segundo, principalmente, porque ao tocar para uma casa lotada, mesmo sendo ainda um artista desconhecido, juntando alguns nomes dos grandes nomes do presente da música brasileira, fisicamente ou através das influências escancaradas, sinaliza algo que está acontecendo há muito tempo: chegou a vez mesmo da nova geração de compositores.

Carismático, Jeneci transformou o show numa experiência melhor que o disco. O acordeonista tem um extenso currículo de participações de bandas de outros artistas e sua estreia mistura ideias vindas de todas elas.

Os parceiros (Vanessa da Mata, Arnaldo Antunes) são forte influências, assim como Roberto Carlos, Guilherme Arantes (esses citados nominalmente), Sufjan Stevens, Rita Lee, Beirut, rock progressivo, clichês oitentistas de refrão chiclete ou slide guitars, e até Arcade Fire reverberam por toda parte, mesmo que não seja consciente ou que Jeneci sequer conheça algum deles.

Esse balaio de referências ainda tem que ser propriamente absorvido, ainda saltam demais nos arranjos em alguns momentos, mesmo que o denominador comum seja o próprio Jeneci. Com o tempo, certamente seu filtro ficará mais apertado e o som terá ainda mais a sua cara.

Nada disso atrapalha simplesmente porque as composições são excelentes. Boas letras, bons caminhos melódicas e uma sinceridade conquistadora. Quanto mais ele topar as próprias ideias, melhor vai ficar.

Em uma música inédita, sozinho ao piano, Jeneci explicou ter dado como pronto apenas com o refrão porque achava que não tinha mais o que dizer. O haikai musical começa com “a chuva é a vontade do céu de tocar o mar” entra em loop e vai hipnotizando. Um achado. E esse é só dele.


Jeneci & Camelo

Feliz da vida, Jeneci recebeu o que declara ser sua maior influência, Marcelo Camelo, para um dueto de duas músicas da carreira solo e uma do Los Hermanos. Todo suado, Jeneci ainda brincou que tinha que aprender com Camelo, que apareceu de bermuda.

As melhores participações, até porque estavam integradas no repertório do disco e do show, foram a da cantora Tulipa. A química entre os dois é gigante e a inédita “Dia a Dia, Lado a Lado” foi o destaque do show.

Restam 9 vagas na lista dos 10 melhores shows de 2011. E o ano nem embalou.

segunda-feira

23

fevereiro 2009

10

COMMENTS

Carnaval Pop ’09

Written by , Posted in Urbanidades


fotos: Bruno Natal/URBe Fotos

Do politicamente incorreto a homenagem, o escracho é a única regra das fantasias dos blocos de carnaval, grande termômetro de popularidade de nomes e assuntos em evidência.

No Cordão do Boi Tatá, Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Amy Winehouse eram onipresentes, além da Paula Oliveira, Padre Adelir Antônio, o Coringa de Heath Ledger e da pirataria.

Tem mais Carnaval Pop no URBe Fotos.

terça-feira

16

dezembro 2008

2

COMMENTS

O passo do Camelo

Written by , Posted in Uncategorized

O show começa com Marcelo Camelo sozinho no palco, dedilhando um tema ao violão, sem nenhum outro acompanhamento. A intimidade revela um violão sujo, com mais vontade do que técnica. Mais rock do que samba.

Esse deve ser o maior defeito de “Sou”, primeiro trabalho solo do ex-Los Hermanos: ao se levar a sério demais, Camelo perde um pouco da leveza que marca suas composições (mesmo quando letras sérias mascaram isso), atraindo análises mais críticas de suas virtudes como cantor e músico.

Ao vivo, sua banda de apoio (os paulistanos do Hurtmold) ganha espaço e o show cresce. Misturado aos outros músicos, o talento de compositor conta mais que as limitações técnicas de Camelo, transformadas em um elemento — como acontece (acontecia?) no Los Hermanos.

Solto no palco, Camelo interagiu com a platéia (a pedido do seu pai, como explicou), mesmo sem saber exatamente como fazer isso.

Com um sorriso no canto da boca, Marcelo cantou “Janta” e sua letra escancarada (composta com a atual namorada, a cantora Mallu Magalhães, de 16 anos, uma das relações mais patrulhadas da atualidade), falando de um amor que é um “eterno não dá”.

Durante a introdução da música seguinte, “Doce solidão” e após gritos da platéia, Marcelo comentou que “o melhor é que pode tudo, pode tudo”. Herança dos tempos de LH, o coro de roda de violão que se segue é desafinado que só, dificultado por músicas de letras e melodias difíceis de cantar.

As coisas melhoram quando o coral é abafado pela guitarra de Camelo. Aliás, o som todo melhora com a guitarra, quando apenas um dos pés está na MPB e tanto as composições soam mais criativas e a interação com o Hurtmold sobe bastante.

O septeto paulistano quase rouba o show quando, por uma música, Camelo se arrisca e deixa o grupo tocando sozinho. Marcelo é fã e faz questão que o resto do público tenha esse gostinho, espalhado por outras canções, como a versão reggae de “Morena”.

Para recuperar seu público, Camelo abre o bis com “Casa pré-fabricada” e enfileira algumas outras músicas do Los Hermanos. É infalível.

Ainda que sem dúvidas esteja acima do disco, para um show solo fica faltando mais constância e volume. Com um punhado de ótimas canções, uma coisa é inegável: o Camelo dá seu primeiro passo.

domingo

21

setembro 2008

11

COMMENTS

Do outro lado

Written by , Posted in Música


Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, “Janta”

Quando a Mallu Magalhães surgiu já estava aqui em Londres. Foi uma tremenda inversão no fluxo de informação com o qual estou acostumado. Em vez de estar no Brasil acompanhando a cena local e ouvir falar de uma nova banda gringa, dessa vez estava acompanhando o surgimento de uma artista brasileira a distância.

Até agora, não entendi bem o motivo do alvoroço, além do fato da menina ter 15 anos e demonstrar uma maturidade acima da média (ou do que se espera da média), mesmo motivo que chamou atenção para artistas como Stevie Wonder ou de trocentos deejays jamaicanos, tal qual Barrington Levy.

Como ainda não vi o show, não tenho opinião formada. Porque pra ter certeza do que se trata, ainda mais num som intimista como esse , só vendo ao vivo. Por enquanto, só fica uma curiosidade grande de ver de perto isso tudo.

Mesmo assim, vendo o vídeo acima no Matias, é difícil não se emocionar junto com a menina. De certa forma, as lágrimas da Mallu são a cristalização do papel do Marcelo Camelo para as gerações vindouras.

Falando em Camelo, sua estréia solo, tem tomado pancada de tudo quanto é lado. Uma das principais críticas é de que soa como o “4”, último disco do Los Hermanos, como se isso fosse um atestado de má qualidade.

Apesar de estar abaixo do nível dos trabalhos anteriores, “4” tem uma meia dúzia de músicas bem legais. Talvez não tão bem amarradas ou bem resolvidas em termos de estrutrura e de arranjo, mas ainda assim boas.

Pra mim, “Sou” é um disco bacana. Não é arrebatador, mas traz boas canções e tem onda. Ele pode ter pecado em ter engessado ou moldado demais o Hurtmold, banda de apoio, impedindo uma maior contribuição no resultado sonoro final. Pode ter sido pouco para aplacar a expectativa em torno de Camelo.

De qualquer jeito, hoje em dia é difícil agradar. Se o sujeito faz o que dele se espera, tá ultrapassado. Se inova, tá querendo inventar moda. Prefiro esperar mais um tempo, ouvir mais vezes, de preferência distante do frenesi do lançamento, pra concluir alguma coisa.