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segunda-feira

12

janeiro 2015

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Transcultura #155: De olho em 2015 // Ronson x Tame Impala

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Texto da semana retrasada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo.

Cinco artistas nacionais para ficar de olho no começo de 2015
por Bruno Natal

Entre rimas, vozes, batidas e texturas, cinco nomes que merecem toda a atenção no começo de 2015.

1. De Leve

Após anos afastado do microfone, o rapper de Niterói lançou um EP em 2014. A boa repercussão o fez retornar aos palcos e em 2015 ele promete um disco cheio. Só falta agora a volta do lendário coletivo Quinto Andar, do qual é um dos fundadores.

2. Diogo Strausz

DJ, músico, integrante de bandas como R.Sigma, Diogo vem despontando como um dos principais produtores da nova geração, com bons discos realizados para Castello Branco, Alice Caymmi e João Capdeville. O histórico recente já pede atenção total no que ele vier a produzir em 2015. Em janeiro ele lança seu disco solo, “Spectrum Vol. 1”, com participações do Bonde do Rolê, Kassin e do pai Leno (da dupla da Jovem Guarda Leno & Lilian, do sucesso “Coisinha estúpida”).

3. Castello Branco

Responsável por um dos melhores discos de 2013 (mesmo que não tenha tido o alcance merecido), a grata surpresa se prepara para o novo disco. Agora radicado em São Paulo, Castello Branco estará mais distante das raízes campestres e hippies que inspiraram sua estreia. Fica a dúvida de como a influência da selva de pedra se refletirá em seu som.

4. Manara

Menino prodígio da cena eletrônica carioca, à frente do selo Domina, em 2014 fez turnê pela Europa a reboque do lançamento do seu primeiro disco, “Ihnteractions”, calcado no house e no techno. Promete o segundo para 2015.

5. Lila

A cantora Eliza Lacerda (do Quarteto Primo e do bloco Fogo e Paixão) estreia em EP produzido pelo cantor e guitarrista Lucas Vasconcellos (de bandas como Binário e Letuce), com participações luxuosas como a do baterista Domenico Lancelotti. O trabalho vem mixado por Iky Castilho, mais conhecido pelos trabalhos de produção no hip-hop.

Tchequirau

Produtor de mão cheia, Mark Ronson convidou uma penca de gente pra participar do seu quarto disco, “Uptown Special”. Até agora já foram lançadas “Uptown Funk”, com Bruno Mars, “Feel Right”, com Mystikal, e a melhor até aqui, “Daffodils”, com Kevin Parker, do Tame Impala (que participará ainda em duas outras faixas).

segunda-feira

22

setembro 2014

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Trancultura #146: Kinkid // Morning Becomes Eclectic

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Kinkid
foto: divulgação, via Facebook

Texto da semana retrasada da “Transcultura” (coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo) e que faltou republicar aqui:

Texturas e sons camuflados formam o Kinkid
Disco ‘Colorine’ segue viagem eletrônica em que as batidas se camuflam na paisagem
por Bruno Natal

Quem ouve os sons ambientes e a cama de sintetizadores que servem de base para um monólogo em francês de “Ameir”, que abre “Colorine”, primeiro disco de Kinkid, dificilmente imagina que o produtor José Hesse, de 31 anos, estudou três anos de violão clássico e teve bandas de hardcore. Segundo lançamento do selo carioca Domina, fundado por ele em parceria com Pedro Manara e Marcelo Mudou, o disco segue sua viagem eletrônica em que as batidas se camuflam na paisagem, escondidas por texturas, e ainda assim seguem empurrando as produções adiante.

— O projeto é um pouco egoísta, faço pra mim mesmo. Equilibro a suavidade e o peso no meu som. Há quem diga ser “pra baixo”, tem outros que dançam e se identificam com as letras. Não tenho muita pretensão com o projeto, queria dialogar com quem passou por coisas como as que passei — conta José.

Sua relação com a música veio pela da avó, cantora amadora de bolero na década de 1960. A música eletrônica veio mais tarde, no final dos anos 1990, através de amigos DJs e do fascínio pelos vinis.

Inspirado no trip-hop, no som ambient e em nomes como Thom Yorke, Vincent Gallo e Boards of Canada, Hesse fez questão de gravar alguns elementos de percussão e vocais ao vivo. As apresentações do Kinkid — que já aconteceram no Art Rua 2013 e na galeria Pivô, em São Paulo — são feitas apenas com sintetizadores e baterias eletrônicas, sem computadores.

Mesmo acreditando que “o colorido do Rio gere uma sinestesia nos projetos de outras pessoas” e identifique muitos talentos por aqui, Hesse não faz uma análise muito positiva da situação cultural da cidade.

— Não sei o que acontece, acho que há um desinteresse da grande maioria pela arte ou então talvez só se interessem por modismos. Meço isso pela procura ou a mera curiosidade de pessoas de outros estados com Kinkid — diz ele.

Tchequirau

Transmitido a partir de Santa Monica, Califórnia, fundado em 1977 e desde 2008 sob o comando de Jason Bentley, o programa de rádio Morning Becomes Eclectic traz três horas de novidades musicais, apresentações ao vivo e entrevista com alguns dos mais legais artistas independentes. Dá pra ouvir online aqui do Brasil na página do programa.

terça-feira

15

julho 2014

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Dazed, "Dazed BRA14" (mixtape por Chico Dub)

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Dazed_ChicoDub_Lianne Milton
foto: Lianne Milton

Durante a Copa, Chico Dub organizou uma mixtape só de artistas brasileiros fora do quadrado para Dazed e recebeu a revista (estilo Caras) para assistir um jogo do Brasil na Copa e falar sobre os sons.

As músicas:

1. DJ Tide – “Deixa acontecer (Eletropagode)”
2. Thiaguinho – “Caraca, Muleke! (João Brasil Remix)”
3. Omulu feat. Mr. Catra – “Cobra Cega (Test) (Unreleased)”
4. Mundo Tigre – Esquinas em movimento”
5. Carrot Green – “Ponto gira”
6. Lord Breu – “Nagô Squad”
7. Psilosamples – “Simsalabim (Unreleased)”
8. Fatnotronic – “Margarida”
9. Filipe Mustache – “Nina na roda (Unreleased)”
10. Manara – “Organisme”
11. Bruno Real – “Invitation to step on the path”
12. Gorilla Brutality – “Astronauta-furacão”
13. Lucas Santtana – “Funk dos bromânticos”
14. Rio Shock – “Rio Pump”
15. seixlacK – “Tele-Sexo”
16. Teleseen – “Rainy Season (Ilustradora Carme’n’ Alve’s Remix) (Unreleased)”
17. “Fudisterik – Ê de Aruanda”

segunda-feira

5

maio 2014

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Transcultura #137: Manara // Naofo.de

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Versão integral e sem edição do texto de março da “Transcultura” (coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo) e esqueci de republicar aqui:

Os vários caminhos de Manara
por Bruno Natal

Com sua estréia, “Ihnteractions”, o carioca Pedro Manara, 21, foi logo colocado na prateleira techno. Ele próprio diz que não consegue se definir apenas em um estilo e uma audição atenta do disco comprova isso. As batidas 4×4 estão presentes, mas o ritmo quebradosda faixa título que abre o disco, as frequências de grave assombrosas do encerramento com “Man, Mytho”, passando por samples irreconhecíveis de Bjork, Mary J. Blige e Little Dragon, um clima espacial e sombrio mostra que outros caminhos trouxeram Manara até aqui.

– Quem ouve meus DJ sets não acredita que é o mesmo produtor do álbum e vice-versa. Não preciso estar em um só quadrado. A linguagem musical é sem limites – diz Manara.

“Ihnteractions” é o primeiro lançamento do seu próprio selo, Domina, que toca em parceria com Marcelo Mudou. O próximo será “Colorine”, do Kinkid. O Domina conta ainda com Gorilla Brutality e otimoKarater, todos do Rio. Este mês o selo fará uma residência no Comuna durante quatro fins de semana.

– O retorno está sendo legal, estamos nos organizando pra fazer esses lançamentos em formato físico. Já temos também um sub selo no forno, porque a necessidade de saída de material é grande e um selo com um conceito definido como a Domina não comporta – conta ele.

Na página do Domina ele é definido como “um selo que presta atenção no tipo de música que combine com a chuva, com os dias nublados. Nossa influência vem do techno, mas não como forma de restrição”. Entre as influências pessoais, Manara cita compositores do leste europeu e um brasileiro de peso.

– Me inspiro em minimalistas, como Arvo Pärt e Alexander Knaifel, e em Naná Vasconcelos. Tudo que você escuta no meu álbum sempre é eco de minhas influências.

Para Manara, suas reações sonoras são uma resposta ao que ouvia nas pistas. O “jovem revoltado”, como ele próprio se intitula, não aceitava que apenas a mesma linguagem sonora e timbres tivessem espaço. O techno foi apenas a melhor resposta que encontrou.

– É engraçado como acontece essa relação entre expressão pessoal e rótulo no meio da música. Já não tenho a mesma relação com o ambiente externo, a necessidade de desafiar não é a prioridade. O entendimento de que o techno não é só uma timbragem especifica, mas também uma forma de encarar o arranjo da musica 4/4, muda tudo.

Manara diz que não se sente sozinho e produtores que tem começado a se destacar, formando uma cena.

– É inegável a existência de uma cena de produtores no Rio e no Brasil. Tem quem fomente o bonde, como o Chico Dub, e também uns caras como o Carrot Green, Ney Faustini, Sants, Casanova, de Porto Alegre, e L_Cio, de São Paulo. Essa semana haverá o primeiro lançamento do selo Cana, do Pedro Fontes (Wobble), Bruno Queiroz (Manie Dansante), Flavia Machado (Klang) e Marcelo Mudou. Está todo mundo a mil. Há uns anos via alguma dificuldade, hoje só não faz quem tem medo.

E Manara já se prepara para vôos mais distantes.

– Vou viajar para Europa e passo três meses fora, com algumas boas apresentações em vista. Vai ser uma boa porta de entrada e um bom tempo de estudo de pista de dança.

Tchequirau

naofode

O Naofo.de é um um encurtador de links que serva para compartilhar artigos e discutir assuntos sem dar moral para aquele autor que não merece nenhum clique de audiência. Ideal para colunistas de revistas semanais bizarras.

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