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terça-feira

26

outubro 2010

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Hoje tem: lançamento do livro "DJs"

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Aproveitando o lançamento do livro, uma entrevista com os autores Frederico Coelho e Joca Vidal:

URBe – Como surgiu a ideia desse livro? Qual a motivação?

Fred – A ideia do livro surgiu quando a Fernada Gentil, editora, me procurou para pensar em uma série del ivros sobre música para sua nova editora, a Circuito. Sugeri três títulos e o escolhido para iniciar essa coleção musical foram as entrevistas com DJs cariocas.

Joca – O Fred chegou com a idéia e o projeto em andamento. Eu produzi as entrevistas que estavam faltando e sugeri nomes, como o do David. A motivação principal foi fazer um registro da história de cinco DJs que começaram há alguns anos e que ainda continuam na ativa.

Qual o objetivo do livro? Iluminar a profissão ou discutir aspectos específicos?

Fred – O objetivo do livro foi um pouco dos dois: iluminar o trabalho de DJs (principalmente mostrar como se trata de um ofício nos dias de hoje, como qualquer outro) e trazer para o público alguns aspectos específicos desse cotidiano, como a questão das condições de trabalho para quem vive de festas no Rio de Janeiro, a formação da carreira e as alternativas profissionais do Dj (produção, trilha sonora, discos).

Joca – O bacana foi ter a possibilidade de eternizar o trabalho destes cinco DJs. Mostrar até mesmo para a nova geração quais as maiores dificuldades da carreira de DJ e ter um exemplo prático de como é ainda ser DJ depois de tantos anos nesta profissão.

Como foi feita escolha dos entrevistados?

Fred – A escolha se deu através de um recorte entre inúmeros possíveis que dê conta de um panorama amplo dos Djs cariocas. Nado Leal, Maurício Lopes, Marcelinho da Lua, Nepal e David Tabalipa não só representam quase todos os gêneros possíveis na pista (faltou um Dj especializado em reggae, por exemplo), mas suas próprias trajetórias, de certa forma, contam a trajetória da noite carioca desde que o Dj tornou-se personagem principal das festas e da cultura noturna carioca. Poderiam ser muitos outros, porém o grupo reunido tem história e, de certa forma, fez história nesses últimos vinte anos.

Joca – Esse grupo tem muito em comum, como a amizade, o público, a pista de danca, o profissionalismo. Se pegássemos um outro DJ aleatório e que não conhecesse muito bem os outros DJs acho que não daria o mesmo impacto. Um DJ que ficou faltando nesse livro foi o Markinhos Meskita, que também faz parte dessa turma, mas que atualmente mora em Brasília, o que dificultou a entrevista.

Como anda a profissão atualmente?

Fred – Pela minha perspectiva pessoal, acho que a profissão vai muito bem, tem status, todas as festas e eventos precisam de ou demandam DJs, os equipamentos estão cada vez mais acessíveis etc. Porém, por isso mesmo, criou-se uma incrível disputa por espaço em que o DJ não precisa mais ser um profissional reconhecido pelo mercado de festas. Criam-se festas diariamente, com Ipods e softwares de mixagem. Todos, de certa forma, podem ocupar o espaço do DJ de festa. Por isso que a profissão talvez tenha que cada vez mais investir na polêmica dupla repertório/técnica para se diferenciar dos que tem repertório porém tocam de forma precária ou os que ficam treinando em casas por meses técnicas de mixagem, porém não tem cultura musical. Creio que todos podem ser DJs, sem problemas, mas nem todos podem exercer a profissão do DJ de forma completa, trabalhando diariamente com as demandas da área. Uma coisa é você tocar no fim de semana com os amigos, outra coisa é você viver disso, ter que ocupar toda sua semana com festas e eventos para ter um salário legal no fim do mês.

Joca – Acho que essa ‘banalização’ da profissão tirou o espaço de muitos DJs que tocavam profissionalmente, não só aqueles que trabalhavam em clubs, mas os que também ganhavam a vida tocando em festas particulares. Hoje em dia todo mundo conhece algum DJ e o ‘preço de tabela’ acabou desabando, já que muitos tocam de graça ou por merreca. Teve também a troca de geração , que veio com tudo e a noite carioca mudou muito nos últimos anos, dificultando ainda mais.

Qual futuro da profissão atualmente, quando qualquer um com um iPod se acha um DJ? As pessoas tem percepção de são coisas diferentes?

Fred – Citando a resposta anterior, acho que o ponto é exatamente esse: quem toca músicas em sequência numa festa é DJ? Ou DJ é uma profissão definida pelo uso técnico de equipamento musicais na construção de uma dinâmica sonora? Uma coisa é ter bom gosto musical e tocar músicas em festas sem compromisso com o dia-a-dia da profissão do DJ, outra é você viver 24 horas batalhando por espaços, produzindo faixas, fazendo remixes, conversando com produtores etc. No caso de caras como o Da Lua, ele ainda tem a carreira musical, produz seus discos, faz turnês etc. O DJ de Ipod (e não vejo nenhum problema em quem é DJ assim, acho que tudo é valido) não é DJ no sentido profissional do termo. Aliás, o debate entre técnica e repertório é intenso entre os próprios DJs. Talvez o futuro da profissão seja uma maior especialização técnica do DJ, deixando de ser menos glamour (que faz com que nomes famosos queiram ser DJs eventuais) e tornando-se mais profissional no sentido de carteira assinada, garantias sociais etc. Mas nas festas sempre vai ter lugar para tudo, já que a organização e a escalação de quem toca nelas são feitas quase sempre de forma amadora, entre amigos. O problema para o DJ, como os que foram entrevistados, é justamente serem nivelados por baixo junto aos Djs de fim de semana. E isso quer dizer perder espaço para concorrentes midiáticos ou perder valor de mercado – leia-se cachê. Mas isso é um debate longo entre os próprios DJs e o acesso cada vez maior que a tecnologia dá para as pessoas sempre renovará esse debate.

Joca – Eu acho que essa nova geração não dá o mesmo valor para DJs mais antigos, que estão na cena há muito tempo. Hoje em dia o hype é ter uma amigo da mesma idade que é DJ for fun. Se ele toca com ipod ou cd ou disco, tanto faz. O lance é que a pista “bombe” e a galera saia satisfeita. Eu acho que o futuro da profissão pode ser cada vez mais sombrio para a maioria dos DJs das antigas, que vão se fechar em seus nichos ou parar de tocar. O grande lance será buscar novos meios de renda e/ou se especializar cada vez mais. O que vai prevalecer é um mercado mais informal, quase de gueto mesmo, e cada vez mais festinhas particulares para pouca gente.

Quais os proximos planos? Podemos esperar um “DJs” vol. 2?

Fred – Acho que sim. Eu e Joca achamos que um DJ merece um livro só dele, com longas entrevistas: Maurício Valadares. Quem sabe não convencemos a editora?

Joca – O Edinho daria um bom papo. Eu gostei da experiência e tô pronto para novos desafios. Eu e Fred vamos nos reunir depois do lançamento para discutir os próximos passos. Tenho vontade de fazer um documentário também.

terça-feira

3

agosto 2010

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quinta-feira

8

janeiro 2009

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Dá nada

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A visão de um estrangeiro sobre o nosso país pode sempre trazer novos ângulos e maneiras de enxergarmos a nós mesmos, brasileiros. Por isso, “Deu no New York Times”, do correspondente do jornal americano no Brasil, Larry Rohter, de cara parece interessante.

Além da coleção de matérias escritas pelo autor (famoso por ter sido expulso por Lula do Brasil após escrever uma matéria em que o acusava de beberrão) ao longo dos anos, o livro traz textos inéditos na introudução dos capítulos.

Em uma espécia de missão de vingança, Rohter gasta linhas e mais linhas atacando o Lula na introdução de todos os capítulos que dividem os livros em temas, sejam eles sobre a sociedade, Amazônia, ciência ou economia.

Na maior parte do tempo o sujeito se perde, confundindo sua opinião pessoal com fatos. O resultado são textos que em vez de convicentes, são apenas arrogantes.

sexta-feira

29

agosto 2008

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17

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Em seu livro “17”, o fundador do KLF, ex-executivo de gravadora e ex-empresário do Echo & The Bunnymen, Bill Drummond, defende a tese de que que música, da maneira que conhecemos, já deu o que tinha que dar.

Para ele, toda música, uma vez gravada e executada em duas dimensões, perde o sentido de existir. Convencido disso, Bill forma corais de 17 pessoas, grava, toca uma vez para os integrantes e deleta a música logo depois, para sempre.

Esse experimento serve de premissa inicial do livro. O ponto que Bill quer provar é mais radical ainda: não adianta tentar achar solucões para crise de formatos, etc, é preciso parar tudo e começar de novo, do zero.

Lembrado que Bill Drummond é o sujeito que queimou um milhão de libras, referentes a royalties do KLF, apenas para provar que não o dinheiro não o controla.