late of the pier Archive

sexta-feira

9

maio 2008

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XLR8R, Maio/2008

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Matéria que escrevi sobre o Late of The Pier para a edição de maio de 2008 da revista XLR8R.

Silver capes and sampler-mashing straight from Castle Donington’s fresh-faced upstarts.
words: Bruno Natal

Yes, Late of the Pier is another weirdly named band of British 20-somethings, totall hyped though they don’t even have a record out yet. Your first reaction might be just to ignore them. But praise from Digitalism, and Erol Alkan’s involvement in producing that yet-to-be-released album, might be enough to get you to one of their gigs. And that, my friend, may lead you to the center of a kaleidoscopic, psychedelic, noisy, stop-start dance-rock maelstrom, where you’ll find yourself surrounded by 18-year-olds and wearing a pair of band-distributed “rainbow trippy goggles”.

On stage, Late of the Pier has so much going on at the same time that it’s almost hard to describe: silver capes, metallic guitarr riffs and screams, frenetic, MPC-triggered 8-bit effects, post-punk drums, distorted disco basslines, and layers and textures from synthesizers that have been carefully placed in golden foil-wrapped boxes. And all of these elements are neatly rolled into recent singles on their Zarcorp label, including “Bears are coming” and “Bathroom Gurgle” (a remix of which shows up on the latest taste-making Kitsuné compilation).

“I think a lot of people that hear us are interested because it just sounds a little bit odd; familiar but… just slightly odd,” explains bassist Andrew Faley. “That confuses them into listening to us a bit more. And that’s when we sink our musical claws into them.”

The foursome’s live set-up — guitar, bass, drums, two synths, and one MPC — came naturally, says Faley. “We originally played just straight bass, drums and guitar. We all listened to a lot of electronic music, from Prodigy and Daft Punk to Lamb, Chris Clark, and Autechre, but never really thought about playing it as a band. Sam [Eastgate, the guitarist and lead vocalist] was sequencing, sampling, and producing electronic music himself and eventually the two collided.”

The Midlands-based band finally decided to add electronic elements into its sound after a group outing to Cut Copy’s first U.K. gig. “They were using a MPC-1000 sampler live. Next week, Sam bought one off eBay and [keyboardist Sam] Potter went from playing one key on a keyboard in one song to mashing a sampler [into everything we do,” says Faley.

If it all falls apart, there is a plan B. “Ross [Dawson, the drummer], is going to be a gravedigger after LOTP, and Potter wants to be a glass blower,” explains Faley, who’s obviously been given the task of remembering the band’s retirement plans after some drunken night.

“Sam’s going to collect glass that Potter’s blow. We’ll all still be connected though — I’ll make a film about Ross’ grave-digging, for which I’ll use special glass lenses in the camera. These I’ll buy of Sam, who’ll have collected them from Potter. And the band played on…

terça-feira

4

março 2008

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LOTP

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URBeTV: LOTP, “The bears are coming”

Tocando para um público de universitários da ULU (centro de estudantes da universidade de Londres), o Late of the Pier mais uma vez bagunçou e criou o caos. A banda está apenas começando, não tem nem disco ainda, apenas singles, alguns deles produzido por Erol Alkan. Promete crescer.

O vídeo acima (“The bears are coming”, lançamento mais recente) foi feito utilizando os óculos caleidoscópicos distribuídos pela banda (o “tainbow trippy goggle”) como filtro. Para uma visão mais careta, assista “Bathroom Gurgle”.

sexta-feira

15

fevereiro 2008

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Pancadas

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Depois de abrir para o Chemical Brother e para Klaxons em suas duas últimas passagens pela cidade, finalmente o Justice fez um show como atração principal em Londres. O curioso é que, justo esse, foi o mais estranho dos três. Quem se destacou foi a molecada do Late of the Pier.

A banda já havia sido citada por um dos integrantes do Digitalism, em entrevista pro URBe”, no final do ano passado. Pouco depois, apareceram na coletânea Kitsuné Maison 5, com um remix do Fairy Lights para boa “Broken”.

Com integrantes na média de 21 anos, o Late of the Pier faz um rock dançante e sombrio, com fortes referências oitentistas, metal e uso de sintetizadores e, claro. No palco, o quarteto utiliza bateria, guitarra, baixo (esses dois se alternando seus intrumentos com sintetizadores Mini-Korg, com vocoder) e um sampler (MPC 1000) sendo tocado, em vez de simplesmente soltar bases e efeitos.


Late of the Pier

Totalmente alucinados, ao vivo o LOTP soa melhor que nas gravações. Talvez porque o grosso do que saiu até agora (com excessão de dois singles) são versões demo. O disco cheio está previsto para o primeiro semestre desse ano e está sendo produzido por Erol Alkan.

O evento era parte da NME Shockwave Tour, organizado pela revista mais desesperada em lançar candidatos a mais-nova-maior-banda-de-todos-os-tempos (no mínimo, uma por semana). Muito lida por adolescentes, estes eram maioria esmagadora do público.

A turma da frente não parecia simplesmente estar simplesmente esperando o Justice começar. Cantando as letras e pulando sem parar, a coisa beirava o tumulto. Principalmente por conta de uns óculos distribuídos de papel distribuídos antes do show (fazendo propaganda do próximo lançamento, “The bears are coming”), semelhantes aqueles de 3D.

As lentes produziam um efeito caleidoscópico, multiplicando os integrantes, distorcendo as luzes e as cores. A foto logo acima foi tirada utilizando os óculos como filtro e dão uma leve noção. Ninguém via nada direito, desorientação total.


Justice

Pra os que (ainda) acreditam que apresentações de artistas de música eletrônica são todas iguais — “o cara aperta play no computador e depois fica vendo e-mail” — uma sequência de shows do Justice mostra que não é bem assim.

Ainda que as variações possam ser sutis, com diferentes citações ou remixes, especialmente no caso da dupla francesa, barulhenta por natureza, um outro elemento pode fazer diferença: o peso.

Fechando a noite no Astoria, o Justice sentou a mamona, no que deve ter sido uma de suas aparições mais, hmm…, metálicas. Podreira pura. Tanta, que em muitos momentos só dava pra se defender da chuva de cotovelos. Seria bom se tivesse sido um pouco mais dançante.

A levada Jackson 5 de “D.A.N.C.E.” normalmente já vai para o espaço mesmo, via remix do MSTRKRT. Dessa vez, não sobrou nada, todas as músicas foram soterradas pelas pancadas. Coitado de quem vai parar no show levado por “D.A.N.C.E.”.

Não por acaso, o encerramento foi com um remix de “Master of puppets”, do Metallica. Vendo os dois de jaqueta de couro preta, cercados por pilhas de amplificadores Marshall, estava totalmente dentro do contexto.