Logo mais vejo o Jape, abrindo pro Friendly Fires, show de saideira antes da volta (a despedida ideal seria com um do Late of The Pier). Nunca tinha ouvido falar, conferi o que tinha no MySpace e soou legal. Conto depois se segura ao vivo.
No seu projeto paralelo, LA Priest, Samuel Dust, vocalista do Late of the Pier foca em suas referência eletrônicas, produzindo músicas para pista, sem abandonar as tendências caóticas do seu grupo original.
A ótima “Engine” já ganhou um remix do Erol Alkan e saiu em vinil apenas, por enquanto.
A molecada do Late of the Pier manda avisar que seu disco de estréia “Fantasy black channel” sai em formato físico daqui a duas semanas, mas obviamente… Você já sabe.
E pinta um dos discos do ano. Comece por “The enemy are the future”, se quiser uma porta de entrada mais fácil para o bizarro mundo do LOTP. Mas a boa é cair dentro mesmo.
A dica era quente, veio diretamente de um dos Digitalism, em uma mini-entrevista em novembro de 2007. Desde então, o estranho nome ficou na cabeça: Late of the Pier.
Levou alguns meses até aparecer o primeiro show, quando foram a grata surpresa da noite, abrindo para o Justice no Astoria, seguido por um como atração principal na ULU.
Com o lançamento do disco chegando perto, as apresentações começam a se tornar mais frequentes. E apesar de ainda bem pequenas, também estão ficando maiores e/ou mais relevantes. Essa semana foi a vez do Camden Barfly, um lugar para 200 pessoas. Do jeito que a gente gosta.
Foi-se o tempo em que bandas fazendo propaganda (seja na TV ou em turnês patrocinadas) era queimação de filme e certeiras acusações de vendida. Nesse estranho mundo novo, é quase um status, atestado de “grandeza”, um grupo estar envolvido em algo assim.
A noite era parte de uma turnê chamada “Levi’s: one’s to watch”, e teve ainda o Collapsing Cities (OK), The Displacements (fraco) e A Place to Bury Strangers (bizarro e bom). Na banquinha que vendia material das bandas, um passo adiante (ou atrás) na nostalgia dos compactos de vinil: fitas demo. Fazia tempo que essas não apareciam.
O LOTP não parecia cansado do péssimo show da noite anterior, em Birmingham, como contou o baixista Andrew Faley. Elétricos e derretendo no palco, talvez movidos a MDMA, o quarteto fez a mesma bagunça que vem fazendo, misturando rock, metal, eletrônica, psicodelia e histeria adolescente.
Dia 18 de maio sai o primeiro single, um Lado A duplo, com as músicas “Space and the Woods” e “Focker”. O disco cheio vem na sequência.
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Não foi exatamente assim que começou, lá em 2003, e ainda deve mudar muito. A graça é essa.