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quinta-feira

4

fevereiro 2016

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Lançamento: SSP, “Bateria (Carnaval)” + “Quarta de Cinzas”

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SSP Carnaval URBe

Iniciando a temporada 2016 de lançamentos online do URBe, o grupo SSP apresenta suas novas músicas “Bateria (Carnaval)” e “Quarta de Cinzas”. As faixas são uma produção do DJ Babz, que compõe o grupo SSP ao lado dos DJs Jeff Bass e Soares. A masterização ficou por conta de Mauricio Gargel.

Como de costume, o próprio DJ Babz apresenta a faixa:

“O SSP se caracteriza pela mistura das batidas eletrônicas das vertentes mais modernas com as diferentes faces da música brasileira. Unindo a pesquisa e influência de 3 djs ativos e criativos, sempre temos resultados inesperados e dançantes.

“O timbre variado das percussões tão conhecidos dos ritmos “regionais” enriquece e dá um molho especial ao peso dos 808 e essa mistura é o q impulsiona o SSP a sempre buscar diferentes combinações de estilos mais modernos com referências tradicionais.

“Na produção da faixa “Bateria (Carnaval)” a ênfase foi na percussão tradicional da escola de samba se combinando com a batida do trap, onde viradas de caixa se misturam com as convenções de repique e surdo, onde a cuíca é o elemento surpresa se transformando em um sample frenético e diferente. Segundo o mestre de bateria, “o suingue que tem numa bateria é a cuíca.

“Daí vem o conceito caótico do carnaval de rua, especialmente no Rio de Janeiro e na Bahia, onde blocos e trios uns após o outro não deixam os foliões pararem. Seguindo o fluxo, um após o outro, a folia continua, vira noite, dia, noite, dia…

‘quando acaba a festa, procura um lugar onde a festa nunca acaba’

‘tô bebendo desde sexta, mas na quarta eu vou pra lapa’

“Já a faixa “Quarta de Cinzas” começa dando continuidade ao ritmo animado do carnaval mas leva o ouvinte a um “final da folia” usando um sample da Gal Costa que fala sobre o “sumiço” durante o carnaval (“vão me procurar na Lapa”) e aí, na quarta de cinzas é quando encontram o folião semi consciente, numa sarjeta, de ressaca, mas feliz, extasiado com a folia que viveu.

“‘Na gruta da mangabeira, quarta feira de manhã’

Ouça:

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segunda-feira

9

março 2015

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Lançamento: Lila, “Strobo” (2015)

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Lila_ElizaLacerda
foto: Rogério von Kruger/divulgação

Acompanhei o projeto desse EP bem de perto e é muito legal lançar a primeira música da carreira solo da Eliza Lacerda (do bloco Fogo e Paixão e do Quarteto Primo), agora atendendo apenas por Lila. E assim o volume de lançamentos exclusivos do URBe só faz crescer, muito legal essa vida de selo.

Como de costume, deixa a própria Lila apresentar a música:

“O meu EP (que lanço muito em breve!) foi uma pequena aventura pra dentro e fora de mim. A primeira pessoa que chamei pra ser meu parceiro nessa empreitada foi o Pedro Garcia, que muita gente conhece como Cartiê Bressão e um dos criadores do Queremos!, mas que vai muito além disso. Um cara criativo e musical que assinou a direção artística de todo o projeto.

“Chamamos o incrível o Lucas Vasconcellos pra produzir. Artista sensível e generoso que entrou como co‐autor de duas músicas e assinou a produção musical junto com o Iky Castilho, produtor de hip hop talentoso que veio com gás no final do processo e modificou tudo pra melhor.

“Na hora de gravar, fomos pra uma casa de praia no litoral do Rio com um verdadeiro estúdio montado pelo Henrique Vilhena e Bruno Giorgio. Passamos quatro dias lá com músicos da pesada (Thomas Harres e Matheus von Kruger, além do Lucas é claro) e colocamos o disco em pé. Aliás, recomendo a experiência de viver a gravação fora do ambiente impessoal do estúdio. A vibe boa imprime no som. Pode ter certeza!

“As músicas que escolhi foram se apresentando uma a uma durante o processo, vindo de vários compositores: Domênico Lancellotti, Alberto Continentino, João Bernardo, André Carvalho, Miguel Jorge, Piero Grandi, Pedro Rocha e duas delas são parcerias que fiz com o Lucas Vasconcellos e Matheus von Kruger. Aliás, esta que vocês estão ouvindo é a primeira delas: Strobo. Nasceu da célula ritmica de uma música do África Bambata e virou essa sequência de palavras/imagens.

“A parte da capa ficou por conta do Filipe Raposo e Raquel Wymann, um casal mais que especial que soube transformar toda essa viagem sonora em visual.”

Ouça a primeira música do EP, “Strobo”, mais um lançamento exclusivo do URBe:

segunda-feira

2

fevereiro 2015

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Lançamento: Aori, "Anaga" (EP, 2015)

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Aori_Anaga_ JonasMartinsPuga
foto: Jonatas Martins Puga

Eis primero lançamento de 2015 da caprichada lista de lançamentos exclusivos do URBe: dessa vez o rapper carioca Aori, da lendária dupla Inumanos, coloca seu EP pra rodar.

Como sempre, o próprio artista apresenta o disco:

AoriAnaga

“Esse EP é uma celebração, uma dedicatória a cultura de rua e a amizade. O nome que assina o disco pode ser o meu, mas sem os amigos e a família ele não existiria. Considero esse trabalho uma obra composta a muitas mãos e corações . Foram os amigos, os colegas de trabalho, as famílias que me tiraram da zona de conforto e me desafiaram a voltar a escrever rimas regularmente. Nunca deixei de ser um MC na minha mente, mas foi preciso energia extra pra organizar essas histórias.

“Rewind: meu amigo Remier sempre me disse que um MC tem que ter vivência ­ e a vida me deu nesses últimos tempos muitas estórias pra contar. Histórias diferentes do afro futurismo cyber punk lapa dos Inumanos, por isso essa assinatura solo. O processo de criação ­ orgânico, sem pressa mas consistente, colaborativo, intimista, acabou refletindo nas rimas e batidas e na pós-produção dos meus manos Berna e Babz.

“O EP abre com ‘Anaga’. Viajo nessa track como se ela fosse a trilha de abertura de um sitcom, aqueles minutos que introduzem o personagem e seu ambiente. Inumanos = Akira, ghost in the shell, Company flow . Anaga = boondocks, Childish Gambino, quadrinho underground… Esse refrão foi totalmente improvisado e a faixa título exemplifica bem a onda naturalista dos raps desse EP.

“O Marcão baixada disse após escutar a versão final do EP que tudo era meio crônica, e de certo modo, as faixas são pequenos contos mesmo, às vezes meio “about nothing”, como ‘Clima’ que é um monte de divagações rimadas durante um dia muito quente de verão no rio. Quem é daqui ou já passou um dia desses entende e sente o que rola no seu cérebro quando o termômetro bate 40 graus, rs. Temos que andar sempre na batida, senão…

“Por falar em batidas, amizade e organicidade foi uma experiência muito legal fazer música com DJ martins a quilômetros de distância. O DJ foi meu primeiro colaborador nesse projeto, o que levou a mais uma parceria: ter o Maomé na “Levadas Esqueléticas”, que acabou virando uma homenagem ao grande Speedy Freaks, executada via o scratches do meu irmão DJ Babz ­(peraí, mais uma colaboração?)

“Essa vibração atraiu uma joia ao nosso garimpo de batidas: DJ Nuts me perguntou sobre o que eu iria escrever, e me respondeu com “Disciplina”, um hino b-boy sobre o qual eu tive a honra de equilibrar ritmo e poesia. Obrigado, DJ ! Muito funk! Na boa ter uma batida do Dj Nuts é uma honra. Acho que aí o projeto ganhou ainda mais força.

“Tudo foi se costurando, se tramando silenciosamente e o que eram apenas algumas horas de gravação oferecidas pelo nosso generoso amigo Bernardo Pauleira se tornaram um o trabalho em corrente de um time inter / estadual / nacional entre Rio, SP , Porto Alegre e Chicago, cidade do amigo Ibrahem que trouxe o beat do “Posse Cut”

“Em “Salve o Som”, onde recebo 2 dos meus MCs favoritos para uma jam, Marcão Baixada e Nacho Garcia, o MC Bacon. Nossa amiga BB Milla empresta sua doce voz ao refrão, que criamos a 8 mãos inspirados em a Tribe Called Quest. Meu verso nessa música fecha o álbum de certa maneira, e acho que resume a vibe do projeto: eu falo um pouco da paixão pela música através da busca dos vinis e como a gente faz música em gratidão a tudo que o hip hop nos dá.

“O último ato da produção desse EP foi a criação da capa com o brother Hayala, artista e curador do blog Moro na Rua. O Hayala tem um olhar super fino e rapidinho sacou do que a gente tava falando: um lance de identidade bem própria e que fosse universalmente fresh! Um glitch no hip hop. Obrigado Man, ficou foda.

“Espero que esse texto aguce a curiosidade de quem ainda não escutou e sacie algumas questões de quem já começou a ouvir. Ainda tem muita história pra contar, vamos nos falando via anagamusic.tumblr.com

Ouça o disco:

quarta-feira

1

outubro 2014

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Lançamento: Jam da Silva, "Nord" (2014)

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jamdasilva_lucassanttana_nord

Mais um disco pra essa que já é uma extensa lista de lançamentos exclusivos do URBe: o percussionista Jam da Silva chega a seu segundo disco, “Nord”.

Como sempre, ele próprio apresenta a bolacha:

“Neste disco trabalhei com músicos com quem nunca tinha tocado antes, tive novos parceiros, alguns são amigos de outros carnavais, também apareceram pessoas maravilhosas no meio do caminho, todos muito generosos comigo e com o som. Fui gravar e coletar em Pernambuco e depois fui láááá na Islândia, vivenciar uma experiência que me deu muitas alegrias e só notei que era muuito distante, quando voltei (rs).

“Depois, aome aproximar novamente dos sons e da turma do Recife, surgiu o ‘NORD’, que pra mim é um lugar imaginário, uma aproximação entre duas imagens muito diferentes e ao mesmo tempo complementares. Nord é nórdico, frio, sombrio, e Nord tbm é nordeste, ensolarado, quente, seco, ácido, e ambos com vastidão, dimensão e um ‘silencio acústico’ em comum.

“Gravei também vários instrumentos sinfônicos no disco, com três arranjadores: o americano Mark Lambert, o islandês Samúel Jón Samúelsson (que já trabalhou com o Sigur Rós) e o Pedro Mibiellli. Também contei com a participação do ‘triple L”‘( Lucas Santtana, Luísa Maita e a cantora americana Lisa Papineau), gravei com amigos cariocas, os irmãos Lobato ( Marcelo e Marcos) do O Rappa.

“Vários amigos compositores se juntaram durante o processo de feitura : Juliano Holanda, Fábio Trummer, Gabriel Melo, Maciel Salustiano, a Luísa e Lisa Papineau que também são co- autores. Mixei com um cara de um ambiente mais eletrônico, o Leo D, e masterizei nos EUA com o Adam Walek, que é da cultura hip hop e masteriza muitas trilhas sonoras.

“Muito bom poder juntar pessoas de universos diferentes, num só lugar: planeta música!”

Ouça “Nord” abaixo:

terça-feira

4

fevereiro 2014

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Lançamento: Ceticências, "Branco" (EP, 2014)

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Ceticencias_Branco_Capa

Abrindo a temporada 2014 de lançamentos online do URBe (a lista tá ficando bonita), o novo EP do Ceticências, “Branco”.

Cadu Tenório, fundador do projeto, hoje uma dupla completada por Sávio de Queiroz, apresenta o disco de apenas duas faixas, gravado ao vivo no dia 11 de janeiro desse ano:

“Após ter lançado ‘Lua’, disco que marca a transformação do projeto em um duo, fizemos a nossa estréia nos palcos com dois shows que consideramos importantíssimos para nós (um no festival Antimatéria e outro em parceria com o Chelpa Ferra no Circo Voador). Durante esse processo, começamos a sentir necessidade de gravar um novo registro que trouxesse alguns elementos que imergiram nesse período pós-disco.

“‘Branco’ é ao mesmo tempo um fim e um começo. Nesse registro, trocamos o amplo espectro de cores brilhantes utilizado no ‘Lua’ por uma atmosfera de texturas desgastadas, uma atmosfera onde os espaços não preenchidos são ainda mais decisivos. ‘Branco’ foi Inspirado na estranha porém sedutora sensação de insegurança que parece comunicar que tudo está prestes a ruir, mas você quer ver isso de perto.

“O EP estará disponível apenas nos nossos shows, em tiragem limitada de 20 cópias numeradas à mão, cada uma com sua capa exclusiva.”

O clipe de “II”, dirigido por Cadu, já havia pintado aqui no URBe.

Ouça “Branco”:

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