KCRW Archive

quinta-feira

3

agosto 2017

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Mount Kimbie, “Blue Train Lines” (ft. King Krule)

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Mais música nova do Mount Kimbie? Mais música nova do Mount Kimbie!

Apontando para o lançamento de “Love What Survives”, em 08 de setembro, o duo lançou mais uma faixa. “Blue Train Lines” conta com a participação de King Krule e o clipe foi dirigido por Raf Fellner e Tegen Williams.

É a terceira música do novo disco, após “We Go Home Together” (com James Blake) e a excelente “Marilyn”

Além das músicas próprias, o Mount Kimbie também participou em duas faixas do disco “4:44”, do Jay-Z, lançadas como bônus no Tidal, “MaNyfaCeGod” e “Adnis”.

Confira também a versão ao vivo de “Marylin” ao vivo no programa de rádio Morning Becomes Eclectic, na angelina KCRW:

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sexta-feira

4

setembro 2015

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Transcultura #162: Boas rádios online // Tame Impala

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jasonbentley_kcrw_transcultura_oglobo

Texto originalmente publicado na “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo.

Nas rádios on-line, boas opções para sons alternativosKCRW, da Califórnia, e KEXP, de Seattle, têm programação variada, que vai do rock independente ao som eletrônico
por Bruno Natal

Em uma época em que serviços de assinatura de música por streaming estão se tornando onipresentes, um aspecto que é comumente ignorado é a curadoria. Mais do que isso, o fator surpresa. Quem cresceu ouvindo rádio sabe bem o que é ser surpreendido por um música nova e excelente que você não sabem nem de quem é. Bom, isso acontecia ao menos quando se falava de rádios como a Fluminense FM ou de bons programas, como o ainda ativo “Ronca Ronca”, de Maurício Valladares. Hoje em dia, com raras excessões, o dial brasileiro anda desértico nesse quesito.

Menos mal que pelo mundo existem boas opções e, graças à internet, várias rádios podem ser escutadas por aí. Baseada em Santa Mônica, na Califórnia, a KCRW (kcrw.com) é uma delas. Ela foi fundada em 1945, no campus da faculdade local, e sua programação mistura notícias com música. O carro-chefe da emissora é o programa “Morning becomes eclectic”, apresentado por Jason Bentley desde 2008. No ar diariamente das 9h ao meio-dia (iniciando às 13h no Brasil no atual fuso horário), a programação é exatamente como o nome sugere, misturando de música eletrônica a bandas indie e até mesmo artistas brasileiros (Rodrigo Amarante já fez parte das tradicionais sessões ao vivo do programa). Além desse, os programas apresentados por Travis Holcombe (segunda a quinta) e Jeremy Sole (quarta e quinta) valem muito a pena.

Baseada em Seattle, a KEXP (kexp.org) segue linha parecida com a da KCRW. Totalmente ligada em música, sem notícias, também opera a partir de um centro de ensino, a Universidade de Washington, desde 1972. É uma instituição sem fins lucrativos e recebe doações para seguir funcionando.

As sessões ao vivo são das mais comentadas. Neste ano já passaram por lá Ariel Pink, Father John Misty, Kindness, Dengue Fever, Viet Cong e vários outros. Como não podia deixar de ser, tarde da noite a programação fica ainda mais avançada e um dos destaques é o programa “Midnight in a perfect world”, sempre com DJs convidados fazendo sets exclusivos.

A gigante inglesa BBC (bbc.co.uk/radio) não fica atrás e através do seu iPlayer transmite online o conteúdo da clássica Radio 1, com uma programação mais comercial, embora muito boa, assim como a 1Xtra, dedicada aos sons mais alternativos. Entre os apresentadores da 1Xtra estão do DJ Diplo, a instituição do reggae David Rodigan e o produtor Benji B.

Tchequirau

Lá vem o Tame Impala outra vez. Apontando para o terceiro disco, o líder da banda, Kevin Parker, avisou: vai ser tudo totalmente diferente dessa vez. Pois bem, ouça “Let It Happen”, a primeira dessa nova leva, comprova que ele não estava brincando .

segunda-feira

22

setembro 2014

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Trancultura #146: Kinkid // Morning Becomes Eclectic

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Kinkid
foto: divulgação, via Facebook

Texto da semana retrasada da “Transcultura” (coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo) e que faltou republicar aqui:

Texturas e sons camuflados formam o Kinkid
Disco ‘Colorine’ segue viagem eletrônica em que as batidas se camuflam na paisagem
por Bruno Natal

Quem ouve os sons ambientes e a cama de sintetizadores que servem de base para um monólogo em francês de “Ameir”, que abre “Colorine”, primeiro disco de Kinkid, dificilmente imagina que o produtor José Hesse, de 31 anos, estudou três anos de violão clássico e teve bandas de hardcore. Segundo lançamento do selo carioca Domina, fundado por ele em parceria com Pedro Manara e Marcelo Mudou, o disco segue sua viagem eletrônica em que as batidas se camuflam na paisagem, escondidas por texturas, e ainda assim seguem empurrando as produções adiante.

— O projeto é um pouco egoísta, faço pra mim mesmo. Equilibro a suavidade e o peso no meu som. Há quem diga ser “pra baixo”, tem outros que dançam e se identificam com as letras. Não tenho muita pretensão com o projeto, queria dialogar com quem passou por coisas como as que passei — conta José.

Sua relação com a música veio pela da avó, cantora amadora de bolero na década de 1960. A música eletrônica veio mais tarde, no final dos anos 1990, através de amigos DJs e do fascínio pelos vinis.

Inspirado no trip-hop, no som ambient e em nomes como Thom Yorke, Vincent Gallo e Boards of Canada, Hesse fez questão de gravar alguns elementos de percussão e vocais ao vivo. As apresentações do Kinkid — que já aconteceram no Art Rua 2013 e na galeria Pivô, em São Paulo — são feitas apenas com sintetizadores e baterias eletrônicas, sem computadores.

Mesmo acreditando que “o colorido do Rio gere uma sinestesia nos projetos de outras pessoas” e identifique muitos talentos por aqui, Hesse não faz uma análise muito positiva da situação cultural da cidade.

— Não sei o que acontece, acho que há um desinteresse da grande maioria pela arte ou então talvez só se interessem por modismos. Meço isso pela procura ou a mera curiosidade de pessoas de outros estados com Kinkid — diz ele.

Tchequirau

Transmitido a partir de Santa Monica, Califórnia, fundado em 1977 e desde 2008 sob o comando de Jason Bentley, o programa de rádio Morning Becomes Eclectic traz três horas de novidades musicais, apresentações ao vivo e entrevista com alguns dos mais legais artistas independentes. Dá pra ouvir online aqui do Brasil na página do programa.

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