jamaica Archive

sexta-feira

3

outubro 2014

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Doc: "Peter Tosh – Behind The Music"

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PeterTosh
foto: divulgação, via Facebook

Aquele “outro cara” do Wailers.

segunda-feira

22

setembro 2014

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A volta do roots: Chronixx, "Here Comes Trouble"

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Chronixx

O MPC deu a dica e fui conferir o som do Chronixx, expoente da nova onda de roots reggae dominando a Jamaica (e chamando atenção mundo afora, dia desses tocou no Jimmy Fallon).

“Roots reggae dominando a Jamaica” pode soar com um pleonasmo, mas está bem longe disso. Há anos a molecada de Kingston só ouve dancehall e descarta todos os clássicos dos anos 70 como “música de velho”.

Se no resto do planeta do reggae de letras conscientes e menos obcecado com as pistas de dança nunca esfriou, atráves das próprias composições e colaborações com Sizzla, Protoje e Kabaya Pyrmamid, Chronixx está conseguindo o que para muitos era impossível: fazer o conscious reverberar entre as novas gerações.

O clima pesado de parte da cena de dancehall começou a se esgotar. A recente condenação a prisão perpétua de um dos principais nomes, Vybz Kartel, sinaliza que pode até der demorado, mas o roots ressurge em boa hora na Ilha.

A Noisey tem feito algumas séries de vídeos sobre a música na Jamaica. Assista abaixo um episódio falando justamente desses novos nomes (os dois links acima também são de docs produzidos por eles).

terça-feira

9

julho 2013

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"Crown": Jay Z sampleia Sizzla

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Jay Z não entra pra brincar. O recém-lançado “Magna Carta… Holy Grail” saiu já como disco de platina, graças a uma polêmica parceria com a Samsung que garantiu a venda de 1 milhão de cópias digitais na largada.

Quem pode se dar bem na rebarba é o jamaicano Sizzla, que teve sua “Solid As A Rock” sampleada quase que integralmente em “Crown”, funcionando como uma camada de fundo ao longo de quase toda música.

A ideia não é lá muito original. Ja Rule já havia sampleado a mesma música em “The Crown”, 50 Cent também, em “You Will Never Take My Crown”.

Olha o clássico do Sizzla aê:

terça-feira

26

fevereiro 2013

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sexta-feira

4

janeiro 2013

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SS Coachella na Jamaica

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James Murphy se prepara pra tocar

Colaborador costumaz do URBe, Rodrigo Hermann esteve a bordo do SS Coachella e conta como foi o primeiro cruzeiro promovido pelo festival californiano, saindo da Flórida para Jamaica (como ele mora em Seatlle, mesmo sendo letrado aboliu os acentos de sua vida):

Entenda o clima…

No gramado do navio, Grimes cantava números de um bingo e em caso de empate o vencedor era escolhido na base da dança.
Na boate do barco, Gaslamp Killer destruía a pista e o sistema de som enquanto as meninas do Warpaint dançavam do meu lado.
No bar da piscina, Nick Offer (vocalista do !!!) limpava o chao com água mineral e distribuia frutas praqueles que dançavam a mais de 8 horas consecutivas.
Duvida?

O ambiente do SS Coachella Jamaica foi todo nesse esquema. Quatro dias de artistas misturados com o público, shows intimistas e de ridiculo acesso, mordomia mor de cruzeiro com cama, comida e bebida liberada e eventos surreais como uma apresentação de Power Point feita pelo Jarvis Cocker.

Começamos bem, o cruzeiro zarpou em direção à Jamaica acompanhado de um DJ Set surpresa do James Murphy na piscina. Ele pegou leve colocando a galera pra balançar a cabeça aos poucos enquanto o por do sol baixava no oceano. Seu DJ set mais pesado viria numa madrugada 2 dias depois, claro claro, porque uma das grandes vantagens dessa história de cruzeiro é ter a chance de assistir seu artista preferido mais de uma vez.

Como todo Coachella o número de atrações é grande demais, e falar um por um nao só deixa essa resenha chata como tambem mostra que eu nao tenho cacife pra escrever a respeito de boa parte das bandas. Sendo assim, com sorte eu consigo escrever e te passar um pouco do que foi uma das melhores experiencias da minha vida.

Cloud Nothings e Grimes fizeram um bonito no primeiro dia no Sky Lounge (palco secundário), mas o primeiro a quase afundar o barco colocando todo mundo pra dançar em cima das cadeiras foi o Pulp no teatro principal. Eu que assisti o show no Coachella passado garanto, foi melhor, muito melhor, foi tipo isso:

Caiu a ficha?

Com uma piscininha e cerveja antes do almoço o segundo dia começa devagar. Chegando um pouco mais perto dá pra reparar que a faixa etária subiu um pouco e beira os 28. Varios casais e grupos pequenos de amigos procuram cadeiras ao sol pra curar a ressaca, já a outra metade parte pro ataque e inicia os trabalhos puxando conversas cheias de interesse e especulando quem era a dona do sutiã que Jarvis Cocker segurou logo antes de cantar Underwear.

A primeira supresa dessa vez aparece na grama com um tal de Bar Mar Superstar. Me chame de ignorante, mas eu nao fazia ideia de quem era, nem no line-up o cara aparecia. O fato é que ele arregalou meus olhos de ressaca, até pq o acompanhando na bateria estava Joshua Tilman, vocalista do Father John Misty e provavelmente o sujeito mais rockstar do barco.

Sigo no segundo dia com Tokimonsta, mais um show da Grimes (pior que o primeiro por conta de um enjoo), Hot Chip fazendo o feijao com arroz porrada de sempre e no fim um combo na pista de dança com James Murphy e DJ Harvey, dessa vez sim, colocando a pista em peso pra dançar. Minha noite ainda se arrastou até as 5 da manha com direito a um outro DJ set surpresa da Grimes metendo n referencias pops (Britney e Katy Perry inclusas). Pesado foi acordar cedo e desembarcar na Jamaica.

Não estamos falando de Kingston. O programa é um passeio turistico ok de poucas horas. De qualquer jeito algumas boas notícias: primeiro a minha ressaca passou no momento que eu dei um mergulho no mar do caribe; segundo, o passeio melhorou ao ver que eu estava acompanhado de toda a corja do Sleigh Bells; terceiro, e provavelmente mais im portante, numa mesa redonda com os bam bam bams do Coachella eles avisaram que adorariam que o cruzeiro passasse mais alguns dias na Jamaica, dando tempo pros embarcados rodarem por Kingston e ter uma visao melhor da Jamaica. Quem sabe no próximo? Fora isso a mesa ainda liberou que o próximo Coachella terá uma nova tenda, voltada mais a um eletronico experimental, bem longe do esquema Sahara.

Mas calma que no terceiro dia tem show também. Assim que o barco despontou de volta à Miami eu assisti na sequencia Father John Misty, Warpaint, Yeasayer e Black Lips.

Father John Misty foi um primor, Joshua Tilman canta muito e de quebra ainda tem uma senhora presença de palco quebrando pelo menos três tripés. Fez fácil um dos melhores shows do festival. Warpaint teve sérios problemas de som com a guitarra a ponto da Thereza largar o instrumento de lado e atuar como cheerleader durante pelo menos umas duas músicas. Yeasayer me mostrou o quanto eu sou ignorante por nunca ter prestado muita atenção neles e o Black Lips testou a infra estrutura do barco ao gerar um mosh pit ininterrupto de uma hora.

Como de costume o quarto dia começa devagar, mas em vez da piscina eu vou em direção a um Bloody Mary com as meninas do Warpaint, um bingo com a Grimes, um acustico com o Joshua Tilman (pedindo educadamente pra evitar videos já que tocaria músicas novas) e outro show do Bar Mar Superstar. Tudo parecia calmo, pausa pra janta e na volta Warpaint, dessa vez funcionando bonito seguido de Sleigh Bells soltando o grave no palco principal. Daí eu paro, respiro, olho em volta e quando vejo to numa sala pra umas 200 pessoas batendo bundinha com Warpaint ao som do Gaslamp Killer. Uma maravilha sem tamanho que infelizmente foi interrompido quando o sistema de som estourou. É, a porrada foi desse calibre.

Talvez tenha sido melhor assim, afinal me deu um tempo de passar no quarto, pegar um roupao e assistir de cima do palco o Girl Talk fechar o teatro principal. Loucura monstra. Público tao em extase que ao fim do show todos se abraçavam e cantavam Celine Dion.

Acabou? Nao. Teve pelo menos mais umas 6 horas de música pela frente. !!! entrou a meia noite no segundo palco, deu tudo o que podia e ainda chamou gente do Warpaint, Father John Misty e Yeasayer pra cantar This is Christmas, afinal, era Natal.

De lá quem ainda tinha energia dançou no bar da piscina até as seis da manha. E lá estou eu, virado de cansaço, vestindo um roupão, com Miami se aproximando, coreografando com Nick Offer, arrancando sorrisos da Emily Kokal, cantando Love Boat e pensando que esse tal de SS Coachella foi uma festa bem legal. Ano que vem eu volto.

Ano que vem tô lá também.

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