grime Archive

sexta-feira

29

julho 2016

0

COMMENTS

Primeiro instrumental de “grime” do mundo encontrado em jogo do Wolverine

Written by , Posted in Música

Wolverine Grime Instrumental URBe

Ao contrário do que alguns podem pensar, o primeiro “grime”, gênero de música eletrônica surgido em Londres no início dos anos 2000, na verdade, surgiu nos anos 90, oito anos antes de “Pulse X”, do produtor Youngstar.

Trazido a tona em tweet do DJ e produtor Sir Pixalot, a música em questão é nada mais do que um tema da última fase do jogo “Wolverine: Adamantium Rage”, lançado em 1994, para Super Nintendo e Mega Drive.

A faixa contém todos os elementos oriundos do grime, e foi escrita pelo também produtor Dylan Beale, que fazia parte do duo Rude and Deadly, e foi contratado pelo desenvolvedor do jogo para criar as músicas do game. Beale aceitou, vendo a oportunidade de trabalhar com o hip-hop da costa oeste, porém, a faixa acabou soando bem mais influenciada pelo jungle.

Via Fact.

terça-feira

24

janeiro 2012

0

COMMENTS

O melhor do grime em 2011

Written by , Posted in Música

O melhor de 2011 segundo o Kids of Grime, mixado pelo Spooky.

[soundcloud url=”http://soundcloud.com/kidsofgrime/k-o-g-presents-best-of-grime”]

1. Discarda – “Rhyme On” (Spooky Special)
2. Faze Miyake – “Take Off”
3. Chronik – “Ring” (Prod. By Deeco)
4. Teeza – “Shuffle”
5. Merky Ace – “Everytime” (Prod. By Flava D)
6. Teddy – “Community Links”
7. Kozzie feat. Marger, Merky Ace, Rival, Ego & Scrufizzer – “Spartan Remix” (Prod. By Spooky)
8. Teeza – “Bounce”
9. Terror Danjah feat. Ruby Lee Ryder – “Full Attention”
10. D.O.K – “Dragon Punch”
11. P Money – “Blackberry” (Prod. By Faze Miyake)
12. Neon Beats – “Attack”
13. Jammin – “No Singing” (Prod. By Teeza)
14. Terror Danjah – “East Village”
15. Lethal B feat. JME & Wiley – “Pow 2011” (Prod. By Teddy)
16a. P Money & Blacks – “Pow” (Sounds & Gimmicks) (Prod. By Teddy)
16b. Spyro – “Wow”
17. Doctor P – “Sweet Shop” (Spooky’s Sugar Overdose Refix)
18. Footsie – “Do You Get Me Boss” (Prod. By General)
19. Redlight – “Source 16”
20. Wiley – “It’s Wiley” (Royal T ‘Showa Grime’ Remix)
21. Royal T – “Orangeade”
22. M.I.K – “Donny Don” (Prod. By Flava D)
23. D.O.K – “East Coast”
24. P Money & Blacks feat. Slickman – “Boo You” (Prod. By Royal T & TRC)
25. Preditah – “Gargoyle”
26. J Beatz feat. Various Artists – “8 Bar Mucktion”
27. Sukh Knight – “Born Invincible” (Spooky’s Born Again Refix)
28. Big Narstie – “Gas Leak” (Prod. By Dexplicit)
29. Darq E Freaker – “Cherryade”
30. Rival feat. Grime Allstars – “Lock Off The Rave 8 Bar Mix” (Prod. By Darq E Freaker)
31. Swindle – “Mood Swings”
32. Merky Ace – “Catch Up” (Prod. By Faze Miyake)
33. S-X – “Bricks”
34. Diesle & Big Narstie – “Go Nuts” (Prod. By General Tank)
35. Teddy – “The Night I Fell Asleep”
36a. Z Dot feat. Scrufizzer, R.I.O, Warlock, Shifty, Revolver & Wariko – “Gangster”
36b. Darq E Freaker – “Marcus Burnett” (Mike Lowery Remix)
37. Preditah – “Hectic”
38. Rude Kid feat. P Money & Merky Ace – “Spring”
39. Rude Kid – “Cotton Buds”
40. Trim – “I Am” (Prod. By TRC)
41. Spooky – “Spartan” (J Sweet & Alias Remix)
42. Blacks – “Love Me” (Prod. By Preditah)
43. Preditah – “Circles”
44. D Double E – “Bluku Bluku” (Prod. By S-X)
45. Faze Miyake & Teddy – “Quantum”
46. Yasmin – “On My Own” (Royal T Remix)

quinta-feira

4

agosto 2011

0

COMMENTS

Bandas catalisadoras

Written by , Posted in Música


Ruthless Rap Assassins
foto: Ian T Tilton

Interessante a matéria do Guardian sobre “bandas catalisadoras“, aquelas que “nunca se tornaram estrelas, mas inspiraram diversos artistas ou pavimentaram o caminho para coisas maiores”, citando o papel do Ruthless Rap Assassins para o nascimento do grime (com depoimento do Roots Manuva), a importância do A Certain Ratio na criação do punk-funk (com depoimento do James Murphy) e várias outras.

segunda-feira

16

agosto 2010

1

COMMENTS

Transcultura #015 (O Globo): Grime, Mayer Hawthorne

Written by , Posted in Imprensa


clique na imagem para ampliar

Texto da semana passada da coluna coletiva que publico todas as sextas no jornal O Globo:

Um gênero musical que sobrevive online
O grime conta com festas transmitidas ao vivo
por Bruno Natal

Passando pela porta do clube The Alibi, em Dalston, Londres, ninguém diria que ali acontece a Just Jam, uma das noites mais respeitada da cena de grime local. Descer as escadas e entrar também não ajuda muito a mudar essa percepção. Numa terça a noite cerca de 40 pessoas ocupavam o pequeno lugar. Na pista de dança, a proporção entre o número de MCs e câmeras em relação ao público era desigual. A impressão é que todos que estavam ali para se apresentar ou para registrar as apresentações. O rapaz com um laptop rodando o Final Cut não deixava dúvida: estavam mesmo. A festa era transmitida ao vivo, um fato normal para um gênero que (sobre)vive on-line.

Quando o Grime explodiu em 2003 e todas as grandes gravadoras estavam atrás do seu próprio Dizzee Rascal, grande expoente do gênero, o estilo parecia destinado ao sucesso comercial. Entretanto, apesar de referências ao estilo estarem presentes em trabalhos de artistas que repercutiram, como o de M.I.A., até mesmo Dizzee se afastou da sonoridade áspera, indo em busca de algo mais suave aos ouvidos, atingindo o primeiro lugar das paradas de sucesso em dois verões seguidos, com “Dance Wiv Me” e “Bonkers”.

Sem espaço nas rádios e ofuscado pelo estouro do filho bastardo dubstep, o grime retraiu-se. De volta as pequenas festas, apoiou-se na enorme base de fãs para continuar existindo. O caminho encontrado, é claro, foi a internet. Divulgar música online é algo trivial hoje em dia, a diferença é que no caso do grime, além dos artistas possuírem sua próprias páginas e perfis, surgiram canais independentes cobrindo o estilo de maneira ampla, atuando em rede e utilizando YouTube, Twitter e Facebook como ferramentas, não como plataforma. Mais do que forma de divulgação, coisa feita por tantos outros, o grime utilizou esses canais para sobreviver. Passou a existir online.

Enquanto páginas como grimepedia.co.uk, grimeforum.com facilitam o entendimento da cena, biografando artistas e mapeando gírias, saites e blogues especializados dão conta das resenhas e da agenda, as rádios online, notoriamente a Rinse.fm, tocam o som e saites dedicados a produção e divulgação de vídeos, como sbtv.co.uk (entre os 100 canais mais assistidos do YouTube) e dontwatchthat.tv, fazem os registros áudio-visual. Tão importante quanto uma boa atuação no mundo real, é ela estar bem coberto na rede.

Com o tempo, novas páginas surgiram (hyperfrank.blogspot.com, kidsoftheunderground.wordpress.com, grimedaily.com, butterz.co.uk, rwdmag.com) e a equação entrou em modo exponencial e o resultado foi uma segunda geração de artistas de sucesso. Tinchy Strider e Chipmunk atingiram o topo das paradas comerciais, ainda que para isso tenham adicionado bling e, como Dizzee, amaciado o som. Não importa. Donos dos seus próprios canais, somente os fãs podem decidir o que é grime.

Tchequirau

Dono de um dos discos mais legais do ano pasado, Mayer Hawthorne andou tuitando que deve vir ao Brasil em janeiro de 2011. Infelizmente muitas bandas estrangeiras vem ao país e pulam o Rio, por falta de público. Se ninguém sai de casa ou quer pagar ingresso, não dá mesmo pra reclamar.

segunda-feira

31

maio 2010

4

COMMENTS

Afrikan Boy, Dizze Rascal, M.I.A. e o grime

Written by , Posted in Música

Nigeriano radicado em Londres, Afrikan Boy é protegido da M.I.A., que o conheceu através da música “(one day I went to) Lidl”, em que relata o dia que foi pego roubando num supermercado popular da rede alemã Lidl, muito presente nos bairros de imigrantes.

Apesar de boa, essa “Lagos Town” perdeu um pouco da aspereza típica do grime, algo similar com o que vem acontecendo com a música do ícone do gênero Dizzee Rascal, que no caminho até o topo das paradas trocou o peso de “Sirens” ou “Fix Up Look Sharp” pelo brilho de “Dance Wiv Me” e “Bonkers”.

É um processo natural, não vai aqui nenhum julgamento, apenas notando como acontece cada vez mais rápido. Dizzee levou três discos, Afrikan Boy já estréia amaciado.

Falando da M.I.A., semana passada a princesa do grime tocou o zaralho no Twitter. Insatisfeita com as incoerências entre seu discuro e seu estilo de vida apontadas numa reportagem giga da New York Times Magazine (vale muito a leitura), sem perceber o quanto isso é justamente o que a faz interessante, ela soltou o número da repórter na rede social e publicou trechos gravados da entrevista no seu blogue, junto com uma música nova chamada “Haters”, com a intenção de mostrar que suas palavras foram distorcidas (não funcionou).

E isso porque seu terceiro disco nem saiu. Depois de homenagear o pai em “Arular” e a mãe em “Kala”, dessa ela batizou o disco fazendo referência a ela mesma: “/ / / Y / ” . Com um título desses, o disco vai dar um nó na rede.

%d blogueiros gostam disto: