four tet Archive

sexta-feira

5

dezembro 2014

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"Continuum": um filme, quatro trilhas

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continuum_Sofia Mattioli

As artistas Sofia Mattioli e Rebecca Salvadori convidaram Jamie xx, Four Tet, Koreless e John Talabot para cada um fazer uma trilha para um dos trechos do curta silencioso “Continuum”, numa interação que modifica completamente o entendimento do filme.

segunda-feira

24

novembro 2014

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Transcultura #152: Four Tet & Floating Points // Caribou

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transcultura_oglobo_fourtet_floatingpoints

Texto na da semana passada da “Transcultura”, coluna que publico todas as sextas no jornal O Globo. O evento já foi, mas o papo com Four Tet e Floating Points continua valendo a leitura. A entrevista contou com a colaboração do Nicholas de Lucena, da Rádio Magma.

Eletrônica e além
Entre os nomes mais respeitados do gênero, os ingleses Four Tet e Floating Points tocam pela primeira vez no Rio.
por Bruno Natal

Num mês tão abarrotado de shows que ganhou o apelido de “Supernovembro”, o Rio recebe dois dos nomes mais respeitados da música eletrônica avançada: os ingleses Four Tet e Floating Points. Ambos se apresentam nesta sexta, às 23h, no Cais da Imperatriz, na Praça Mauá, como parte da festa Gop Tun, do selo paulistano de mesmo nome, que comemora dois anos de existência nessa primeira edição no Rio.

Four Tet

Aos 36, Kieran Hebden é um dos mais respeitados produtores de sua geração. Em seu verbete na Wikipedia, o Four Tet é relacionado a eletrônica, folktronica, IDM, trip-hop, pós-dusbstep, pós-rock e outsider house. A lista de artistas pop que o procuram para ganhar um remix e de quebra um selo de qualidade é extensa e inclui The xx, Radiohead, Aphex Twin, Bonobo, Explosions in the Sky, Matthew Dear e Black Sabbath.

Entre os parceiros, tem colaborações com o baterista de jazz Steve Reid, com Caribou, Thom Yorke e o misterioso Burial (que muitos apontam ser ele próprio, mesmo após William Emmanuel Bevan ter assumido a identidade). Os sets do Four Tet não ficam presos a essas colaborações. Além das músicas próprias dos seus sete discos, Kieran faz improvisos e colagens ao vivo. E, apesar de estar se apresentando no Rio pela primeira vez, ele não é um estranho ao país.

— Estive no Brasil pela primeiras vez em 2002, e esta é minha quinta visita. Quanto aos remixes, ainda não pensei em nenhum brasileiro para chamar, quem sabe no futuro?

Além do trabalho como produtor, Kieran se dedica também ao próprio selo, Text Recordings:

— Será um 2015 intenso para Text. Estamos com alguns grandes lançamentos programados, e normalmente mantenho tudo em sigilo até o vinil estar pronto. Tem dado certo assim. O meu Twitter (@FourTet) é a melhor manieta de saber em primeira mão sobre os lançamentos do selo e meus próprios.

Admirador da música brasileira, Kieran conhece alguns artistas clássicos e também outros muito novos.

— Gosto muito de música brasileira e sempre compro mais discos, de Milton Nascimento a Tim Maia. Entre os artistas de música eletrônica, gosto muito do Babe Terror, de São Paulo. Fiz um remix pra ele, lançado pela Phantasy.

Floating Points

Com formação clássica de piano e jazz, Sam Sheperd, o nome por trás do Floating Points, percorre trilhas alternativas em algum lugar entre o house, glitch-hop, dubstep e o ambiente.

Cofundador, com Alexander Nut, do selo Eglo, (pelo qual foi lançado o elogiado “Yellow memories”, da cantora Fatima), Sheperd também montou uma big band chamada Floating Points Ensemble, com 13 músicos se dividindo em metais, cordas, vibrafone, guitarra, baixo, bateria, e em que ele toca teclado Rhodes. O projeto, no entanto, tem apenas um disco, de 2010. Atualmente, Sam tem se apresentado solo, como DJ.

— Existem planos para mais colaborações com músicos e shows, mas ultimamente concentrado principalmente nas minhas apresentações como DJ. Neste ano supervisionei o disco da Fatima, que contou com muitos músicos tocando instrumentos ao vivo e, de certa maneira, foi uma espécie de continuação do Floating Points Ensemble.

Também fã da música brasileira, ele incluiu Tim Maia e Gal Costa na seleção do seu último podcast para a Rinse FM. Além disso, Sheperd também participou de “Brasil Bam Bam Bam”, disco do radialista inglês Gilles Peterson, gravado no Brasil e coproduzido por Kassin.

— Minha relação começou como fã, o próprio Gilles é uma pessoa que sempre deu muito destaque para a música brasileira, mas aos poucos foi algo que cresceu muito no meu gosto. Minha viagem ao Brasil em 2011 foi algo que só fez aumentar a fascinação por artistas brasileiros.

Como é sua primeira vez no Rio, a expectativa da apresentação é grande.

— Estou muito animado com a viagem e para conhecer a cidade e explorar algumas lojas de discos. Já fui a São Paulo e gostei muito, mas sei que é diferente.

Tchequirau

Parte do excelente disco do Caribou, “Our Love”, praticamente presa a um só loop, denso e lento, coberto por um vocal fantasmagórico, essa “Silver”é pra cozinhar em fogo baixo.

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Transcultura #070: Bass // Sun Araw

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Meu texto de sexta passada da coluna “Transcultura”, que publico todas as sextas no jornal O Globo:

A coisa tá grave, viva o grave!
por Bruno Natal

A explosão comercial do dubstep foi um dos fatos mais inesperados da história da música eletrônica. Poucos previram que os graves cavernosos e a atmosfera sombria das batidas quebradas de bpm lento, tocado em festas soturnas no sul e leste de Londres, poderiam chegar ao grande público.

Vampirando o estilo com seu pastiche, ressaltando o que há de pior (como as torrentes de wobble bass, um grave modulado, distorcido e oscilante), Skrillex atingiu o status de super DJ, saiu na capa da Billboard e passou a régua no dubstep. Skrillex, no entanto, apenas cristaliza o fim de um processo longo de pasteurização do gênero, uma metamorfose que se deu aos poucos, com elemento do dubstep sendo emprestados e misturado a outras correntes musicais.

O fato da produção de seus elementos “essenciais” serem ensinados em tutoriais no YouTube era um indicativo de que havia virado uma fórmula, o que é o fim para relevância de qualquer gênero. Era preciso fazer uma curva. O que poderia ser uma má notícia se gerando algo positivo, incentivando mudanças de direção por produtores mais preocupados com os sons que saem das caixas do que o tilintar das caixas registradoras.

Desde os idos de 2007 produtores fiéis aos conceitos independentes do dubstep, como Burial e Kode 9 (dono do essencial selo Hyperdub), buscaram fugir da mesmice para qual tudo sem encaminhou, inaugurando o que que ficou conhecido como pós-dubstep, re-aproximando o estilo do clima experimental de onde surgiu. Essa fase 2 criou o ambiente para nomes como James Blake ou sua versão mais radifônica, Jamie Woon, despontarem, trazendo outros elementos para equação, notoriamente o R&B, outro gênero que sofreu com a comercialização, esse nos anos 90.

O principal legado do dubstep e, principalmente, sua viabilidade comercial, foi bem além dos novos gêneros que surgiram a partir dessa problemática (UK Funky, o próprio pós-dubstep): sua ascensão deu coragem para produtores colocarem o grave novamente no centro das atenções. No atual estado de DavidGuetização da música eletrônica, com sirenes por toda parte e o agudo tomando conta até onde menos se espera (o show de horrores proporcionado pelo Major Lazer é um exemplo), isso por si só é um alento. Mais grave é sempre um alegria, mesmo em música ruim. O grave é o alho sônico, deixa qualquer coisa melhor.

Conversando com o pesquisador Chico Dub, curador do festival Novas Frequências, ele observou: o grave se tornou o denominador comum da música urbana contemporânea. Seja em artistas tendendo ao r&b (The Weeknd), hip hop (A$AP Rocky), ao house (Lone), techno (Martyn), breakbeat (Mosca), drum n bass (Joy Orbison), 2-Step e Garage (Redinho, Julio Bashmore) ou até mesmo a um pós-pós-dubstep de olho no grande público (SBTRKT).

A impossibilidade de rotular cada um dessas misturas (uma prateleira para cada artista iria ficar complicado…) fez surgir mais um gênero, a bass music, um guarda chuva pra lá de bobo, por ser demasiadamente abrangente. Atendendo essa demanda, dois selos despontam: o escocês Numbers (por onde até Kieran “Four Tet” Hebden e o Modeselektor andam ciscando), nascido a partir de uma festa, e o inglês Night Slugs.

A coisa tá grave. E isso é ótimo.

Tchequirau

Muito influenciado pelo dub, ano passado o Sun Araw (que recentemente esteve no Rio para participar do festival Novas Frequências) foi a Jamaica atrás do The Congos, do clássico “Heart of the Congos”, produzido por Lee Perry e tido em algumas listas como o melhor disco da história do reggae, para produzirem material juntos. Enquanto o disco não vem, tem um vídeo mostrando um pouco da viagem.

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