dep Archive

sexta-feira

5

fevereiro 2016

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DEP: Maurice White (Earth, Wind & Fire)

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foto: Chris Hakkens

Maurice White, 1941-2016.

O elevador não para: hj subiu o fundador do Earth, Wind & Fire.

Pra recordar, se liga na metaleira BRABA da banda tocando no Maracanãzinho em 1980.

terça-feira

12

janeiro 2016

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DEP: David Bowie, 1947-2016

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David Bowie

David Bowie, 1947-2016.

O dia começou com um susto, muito parecido para todos. Conforme cada um foi acordando, deparava-se com um feed (em qualquer rede social) tomado com a notícia da morte de David Bowie. Dias após lançar seu último disco e de completar 69 anos. Um dos gigantes da música, melhor, da arte fez sua passagem, mais cedo do que todos esperavam.

Sempre será cedo demais para um gênio desse porte. A contribuição de Bowie transcende o campo do rock ou mesmo da música (de Lou Reed, Velvet Undergrond e Iggy Pop a Kraftwerk e Brian Eno), espalhando-se pela moda, cinema, artes plásticas, com foi bastante falado nos últimos dias, é um verdeiro legado, sem exageros.

No entanto, chamou a atenção como sua morte tocou pessoas muito além dos fãs ardorosos ou centenas de celebridades que trabalharam ou conviveram com o Thin White Duke. Pessoas que não eram profundas conhecedoras de sua obra ou admiradores, falaram da influência de Bowie em suas vidas, revelando o impacto cultural que Ziggy Stardust teve no mundo inteiro. Mesmo que essa reafirmação não fosse exatamente necessária, vê-la, cristalizada, foi comovente. E abafou o já tradicional chororô de “agora todo mundo é fã”. Porque (quase) todo mundo é mesmo.

Mesmo quem imaginava Bowie como um artista distante, foi lembrando do vilão Jareth, the Goblin King do filme “Labirinto”, de dançar “Modern Love” ou “Let’s Dance” nas festinhas da escola nos anos 80 (e nas da adolescência, depois de adulto, de bodas…), de ouvir “Astronauta de  Mármore” no rádio (versão de “Starman” feita pelo Nenhum de Nós), de ficar curioso sobre  fixação de Christiane F. com suas músicas enquanto lia escondido dos meus pais sobre sua viagem ao fundo do poço através da heroína, do Wallflowers tocando “Heroes” na trilha de Godzilla, da emblemática interpretação de Kurt Cobain de “The Man Who Sold the World” ou das versões em português de Seu Jorge gravadas para “A Vida Marinha com Steve Zissou”.

De um jeito ou de outro, Bowie esteve sempre próximo. Não fui ao show de Bowie no Metropolitan, em 1997. O mais perto que estive dele foi mais ou menos nessa mesma época, quando olhava livros na lojinha do MoMA, em NY, e um amigo avisou: “o Bowie acabou de sair aqui da loja, você viu?”. Saí correndo, mas a porta rotatória atrasou minha saída. Cheguei a vê-lo de costas, dobrando a esquina, sumindo na multidão.

Transformando sua despedida em um último ato, Bowie foi artista até o fechar das cortinas. O cameleão mudou de cor uma última vez e agora é toda elas ao mesmo tempo. Obrigado, Bowie.

quarta-feira

14

janeiro 2015

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DEP: Zé Mário

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Soube esses dias que o grande Zé Mário fez a passagem semana passada. Trabalhamos juntos no Projac entre 2000 e 2002, quando eu fazia os vídeos de bastidores da Xuxa e ele dirigia o programa.

Um dos caras mais alto astral e pé no chão que já conheci, tinha sempre alguma história alucinada pra contar na tradicional carona enfumaçada do trajeto Jacarepaguá-Zona Sul.

De pedreiro no teatro Fênix a diretor de programas, Zé se orgulhava de ter sido o primeiro operador de Ikegami do Brasil, de ter sido o câmera do clássico take da Gabriela pegando a pipa no telhado, dos “mais de mil videoclipes dirigidos”, da própria trajetória e, acima de tudo, dos muito amigos que tinha.
Gente boa toda vida, nunca mais vou receber as ligações do nada (mesmo durante esses anos todos sem convivência diária), sempre abrindo com a mesma pergunta, gargalhando: “Natalzinho, meu maninho, já limpou esse cu? Não vai enfiar o dedo que fica merda na unha”.

De lá pra cá, não houve uma única vez que eu tenha colocado a mão numa câmera pra fazer um enquadramento que não lembre de uma grande lição que ele me deu, simples como ele: “Esquece o primeiro plano, esse já tá resolvido, fica de olho no background. Se tiver qualquer coisa fora do lugar lá, é só para isso que todos vão olhar e seu enquadramento não valeu de nada”.

Obrigado, Zé! Foi um prazer e uma sorte ter te conhecido. Muita luz pra você, maninho!

quarta-feira

14

janeiro 2015

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DEP: Lincoln Olivetti

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foto: Ramon Moreira

Lincoln Olivetti, 1954-2015.

Um dos maiores arranjadores brasileiros, a lista de trabalhos do Lincoln é extensa: Tim Maia, Jorge Ben, Gal, Caetano, Roberto, Marisa, Lulu… Vale ler o que Ed Motta escreveu sobre a importância do Lincoln.

A última vez que o vi tocar foi no Copa Fest. Ramon fez um registro bacana da noite.

Nessa mesma época, filmei Lincoln em ação durante as sessões do “Racional Vol. 3”, produzida pelo Kassin a partir de fitas inéditas com gravações do Tim Maia. O doc-curta continua inédito, emperrado por questões legais. Uma pena.

quinta-feira

31

julho 2014

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DEP: Fausto Fanti (uma compilação dos melhores esquetes)

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Fausto Fanti, 1978-2014.

Clássico é tudo aquilo que sobrevive seu criador. E Fausto Fanti, o maior destaque do Hermes & Renato, deixou uma fila deles: Charlinho, Palhaço Gozo, Também Sou Hype, Bandido da Luz Vermelha, Cláudio Ricardo, Coração Melão, Tela Class, Renato Noiadão e outros tantos.

Falei com ele uma única vez. Ao vê-lo num VMB, em 2009, aproximei-me só para não perder a oportunidade de dizer para o próprio que Charlinho foi um dos melhores esquetes que assisti na vida. Ele não deu muita bola, pareceu um pouco envergonhado.

Obrigado, Fausto, ri DEMAIS com vc. “Valeu otário! A pé!

Abaixo, uma compilação com alguns dos melhores momentos de Fausto Fanti no Hermes & Renato.

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