canecão Archive

quinta-feira

11

agosto 2016

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Assista na íntegra o primeiro show dos Ramones no Rio de Janeiro

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Ramones Canecão 1992 URBe
Foto: Eu Amo ao Vivo

Os brasileiros foram sempre uns dos maiores fãs dos Ramones. A banda nova-iorquina passou algumas vezes por terras tupiniquins e o país tem destaque no doc oficial da manda, “End of a Century”. Em uma dessas passagens, em 1992, durante a turnê do disco “Mondo Bizarro”, o grupo fez um dos shows mais memoráveis de sua carreira no Canecão, emblemática casa de shows da Zona Sul carioca (atualmente reaberta na marra e ocupada por manifestantes que pedem #foratemer).

Não era a primeira vez dos Ramones no Brasil, mas foi a primeira no Rio. Relatos de quem foi contam que nem mesmo a bomba de gás lacrimogêneo atirada por um membro dos Carecas do Brasil, que parou o show por vários minutos, conseguiu estragar a apresentação do grupo e a alegria de quem teve a oportunidade de ver a banda.

 

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terça-feira

30

outubro 2012

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O documentário do Canecão

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Depois do Circo Voador, o Canecão ganhará um documentário.

A Visorama, produtora do filme, está atrás de histórias:

“Criamos um blog onde as pessoas podem contribuir com fotos, vídeos, impressos e curiosidades sobre a casa. Tudo muito simples: Visita o site, clica em “suas histórias”e encaminha um e-mail.”

Quem quiser participar, é só visitar a página.


A fachada do abandonado Canecão hoje em dia

segunda-feira

11

outubro 2010

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Apanhado do PercPan 2010 RJ

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Buraka Som Sistema

Baseado na única apresentação que havia assistido deles, com um DJ e dois MCs, se alguém me dissesse que o Buraka Som Sistema seria o destaque desse PercPan, ainda mais dividindo a noite com o Hypnotic Brass Ensemble, não apostaria dois tostões.

Só que eles chegaram maiores, com uma formação que inclui uma bateria, percussão e programações. O volume que isso gera visualmente no palco se reflete no som. A apresentação cresce muito. Mesmo já estando tarde e com o público não se empolgando muito, ninguém foi embora. Impacto teve.

Durante todo o show fiquei pensando como é que pode não haver UMA banda de funk (baile funk) nesse formato. O surrado DJ-MC segue sendo a regra, desperdiçando um potencial gigante. Tem a do Catra, mas isso é uma outra história.

Estou falando de um formato feito pra bombar uma pista de dança, um palco ou um clube, independente do público ser iniciado ou não nas batidas. Uma apresentação com um apelo mais pop, sem sentido pejorativo no termo.

Mesmo considerando qualquer limitação financeira, passou da hora do funk dar um passo a frente tanto em sentido de referências (e nesse sentido o Sany puxa o bonde) quanto de formato. Fico pensando no estrago que faria uma banda com bateria, programação, um MC violento e um repertório, de clássicos e/ou inéditas. João Brasil, aproveita que está em Londres e vai que é tua, lenda!


Hypnotic Brass Ensemble

Tocando antes do Buraka, o Hypnotic Brass Ensemble lutou contra a dificuldade de fazer a platéia de fato pular e se empolgar (culpa, talvez, do excesso de convidados). Pediram, falaram, insistiram numa participação do público que nunca veio.

Depois do show, muita gente reclamava do excesso de blá blá blá e da postura “yo, rap” do grupo. Não sei exatamente o que esperavam de um grupo de músicos de rua com forte influência exatamente do hip hop. Um concerto, com todos sentados, certamente fugiria muito da proposta. Pode ter faltado entendimento, ou aceitação, do que a banda tem pra apresentar, porque o show foi bonzaço.


Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou

Duas noites antes, no Teatro Casa Grande, os ritmos africanos da Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou sofreram com o som precário, sem graves e repleto de agudos de furar os tímpanos, além da ausência de um dos guitarristas, que não veio ao Brasil por medo de avião. Ainda assim foi um bom show.

As Tucanas tocaram antes, nuna tentativa bem ingênua de apresentar sons percussivos africanos, soando como uma banda de final de ano de algum colégio alternativo. Fechando a noite, o peruano Novalima também não agradou, com um som e formação meio farofada, esvaziando o lugar antes do final.

Tucanas

terça-feira

16

dezembro 2008

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O passo do Camelo

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O show começa com Marcelo Camelo sozinho no palco, dedilhando um tema ao violão, sem nenhum outro acompanhamento. A intimidade revela um violão sujo, com mais vontade do que técnica. Mais rock do que samba.

Esse deve ser o maior defeito de “Sou”, primeiro trabalho solo do ex-Los Hermanos: ao se levar a sério demais, Camelo perde um pouco da leveza que marca suas composições (mesmo quando letras sérias mascaram isso), atraindo análises mais críticas de suas virtudes como cantor e músico.

Ao vivo, sua banda de apoio (os paulistanos do Hurtmold) ganha espaço e o show cresce. Misturado aos outros músicos, o talento de compositor conta mais que as limitações técnicas de Camelo, transformadas em um elemento — como acontece (acontecia?) no Los Hermanos.

Solto no palco, Camelo interagiu com a platéia (a pedido do seu pai, como explicou), mesmo sem saber exatamente como fazer isso.

Com um sorriso no canto da boca, Marcelo cantou “Janta” e sua letra escancarada (composta com a atual namorada, a cantora Mallu Magalhães, de 16 anos, uma das relações mais patrulhadas da atualidade), falando de um amor que é um “eterno não dá”.

Durante a introdução da música seguinte, “Doce solidão” e após gritos da platéia, Marcelo comentou que “o melhor é que pode tudo, pode tudo”. Herança dos tempos de LH, o coro de roda de violão que se segue é desafinado que só, dificultado por músicas de letras e melodias difíceis de cantar.

As coisas melhoram quando o coral é abafado pela guitarra de Camelo. Aliás, o som todo melhora com a guitarra, quando apenas um dos pés está na MPB e tanto as composições soam mais criativas e a interação com o Hurtmold sobe bastante.

O septeto paulistano quase rouba o show quando, por uma música, Camelo se arrisca e deixa o grupo tocando sozinho. Marcelo é fã e faz questão que o resto do público tenha esse gostinho, espalhado por outras canções, como a versão reggae de “Morena”.

Para recuperar seu público, Camelo abre o bis com “Casa pré-fabricada” e enfileira algumas outras músicas do Los Hermanos. É infalível.

Ainda que sem dúvidas esteja acima do disco, para um show solo fica faltando mais constância e volume. Com um punhado de ótimas canções, uma coisa é inegável: o Camelo dá seu primeiro passo.

quarta-feira

4

fevereiro 2004

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"Dez anos, não é brincadeira não"

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foto: Jocasan

Depois de quase três anos afastados dos palcos, o Planet Hemp encerrou em grande estilo a décima edição do Humaitá pra Peixe com um show de mais de 1h30, no maior clima de ensaio entre amigos. Antes deles, tocaram ainda China, Jimi James e Bangalafumenga.

Repetindo a excelente apresentação do Sergio Porto — na verdade um pouco mais curta — China segurou a onda no palco do Canecão. Para ele, o primeiro show foi melhor, “senti a galera mais perto, mais interessada”, disse. Besteira. Apesar de boa parte do público estar lá mesmo para ver o Planet, quem chegou cedo estava a fim de assistir e curtiu bastante

O pernambucano se confirmou como a grande revelação do HPP esse ano. Seu som climático, equilibrando bem peso e melodia, está alguns passos a frente do que está sendo feito por aí e só encontra paralelo nos parceiros do Mombojó. Não é coincidência, China assina cinco músicas do disco de estréia dos “Mombojovens”, como a banda foi apelidada em Recife, todos fãs do Sheik Tosado. Dois deles, o baixista Pirulito e o tecladista Chiquinho, tocaram no primeiro show do China no festival.

Abre parênteses

(A molecada do Mombojó — o mais velho tem 21 — mal deu as caras e já chama a atenção. Foram matéria na Folha, saem na próxima Trip e devem ser a próxima aposta da OutraCoisa, a revista do Lobão, que lançou o disco solo do BNegão. Além disso, Mombojó e China tem uma terceira banda juntos, a Del Rey, só de covers do Roberto Carlos. Em março deve ter tudo isso aqui no Rio.)

Fecha parênteses

Tarde pra caramba, mais de 1h da manhã, o Planet Hemp finalmente pisou no palco. Ao gosto do freguês, abriram pedindo pro público levantar os isqueiros e cantar “Bonde dos maconheiros”, emendando direto em “Quem tem seda”. Daí em diante foram só clássicos: “Legalize já”, “Stab”, “Ex-quadrilha da fumaça”, “Mantenha o respeito”, “Queimando tudo”, “Zerovinteum” e “A culpa é de quem”, anunciada por B Negão como “Fu Manchu style”. Até a polêmica (e qual dessas não é?) “Não compre, plante”, depois de nove anos fora do repertório da banda, apareceu. Foi tanto tempo sem tocar essa música que os MCs precisaram de uma cola.

Comemorando uma década de banda, Marcelo D2 estava feliz com a reunião do grupo. Ele não parava de elogiar os companheiros, dedicou praticamente todas as músicas do show aos “velhos tempos” e não cansou de repetir que “dez anos não é brincadeira”. Aproveitou e agradeceu o “padrinho” Bruno Levinson pela batalha à frente do festival, de onde o Planet saiu para conquistar o Brasil.

O hardcore, muito presente nos primeiros discos da banda, também teve vez em “Raprocknrollpsicodeliahardcoreragga” e outras. Nessa hora deu pra notar que os dez anos de estrada cobram pedágio; faltou fôlego tanto para Marcelo D2 quanto para B Negão. Eles até brincaram com a situação, rindo sem graça, principalmente depois que D2 esqueceu a letra de “Bala perdida”.

Em homeangem a Chico Science, eles tocaram “Samba Makossa”, do disco “Da lama ao caos” e regravada pelo Planet no primeiro trabalho lançado pela Nação Zumbi após a morte do seu líder. D2 chamou o China, que assistia tudo da lateral do palco, para participar.

Antes de “Dig dig dig”, no final do show, que acabou com uma jam porrada, D2 resolveu falar. Aparentemente fazendo alusão aos seus contantes problemas com a justiça, disse que estava “em guerra, porque quando o lado de lá começa a latir você tem que morder”. Quando um fã pediu para ele tocar uma música da carreira solo, Marcelo respondeu: “Não vim aqui pra falar de rap nem de samba, eu vim aqui pra falar de maconha”. Mal terminou de falar a frase, se deu conta da bobagem e continuou, “Ih, não podia falar isso! Retiro o que eu disse. Será que isso ajuda no tribunal?”.

Vai saber, tomara que sim. O lugar do Planet é subvertendo a ordem em cima do palco, não atrás das grades.

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