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quinta-feira

21

agosto 2014

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João Donato, 80 anos de suingue

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JoaoDonato_80anos
foto: Donatinho / Coletivo Luna, via Facebook

Teve gente vinda do Japão para presenciar o sarau de 80 anos do mestre do suingue João Donato. Era uma noite histórica, abrilhantada por convidados do quilate de Caetano Veloso, Luiz Melodia, BNegão, Kassin, Robertinho do Recife e alguns outros. Ainda assim, tinha ingresso sobrando, com pouco mais de mil presentes no Circo Voador. Vai entender essa cidade.

Entre sucessos como “Amazonas” e “A Rã”, Donato divertia-se entre os amigos, como quem apenas brinca de entortar teclas com seu jazz brasileiro de balanço afro-cubano. Responsável pelo primeiro momento arrebatador da noite, Leny Andrade levantou o público com sua interpretação de “Até Quem Sabe”.

A festa foi bonita, ainda que aquém da importância da data. A celebração a esse ícone da música brasileira merecia muito mais, inclusive apoio oficial.

Isso era show pra muito mais gente, muito mais convidados importantes (e não alguns contra-pesos que poderiam ter tido a e elegância de declinar o convite), de graça, na praia (mesmo que para poucos e nos Circo possa ter sido mais agradável de assistir).

Poderia ter havido uma parte com sintetizadores, pra celebrar o Bad Donato. Poderia, poderia, poderia… Ao menos houve festa. Conhecendo nosso histórico, isso por si só já é motivo de comemoração. Parabéns para quem ralou (e não deve ter sido pouco) pra fazer isso acontecer. João Donato merece.

terça-feira

24

junho 2014

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sexta-feira

4

abril 2014

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O vídeo oficial do Queremos Jagwar Ma! no Rio

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Eduardo_Magalha_es_-_I_Hate_Flash-36
foto: I Hate Flash

Semana passada o Jagwar Ma tocou no Rio para pouco mais de 150 pessoas 252 pessoas, pouco mais da metade da casa. Uma pena que tão pouca gente foi assistir um show tão bom. Ouvi dizer que muitos ficaram desanimados por ser no Miranda, casa que se lançou como de luxo com ingressos caríssimos e agora luta para desfazer essa imagem. Besteira. A casa é ótima, intimista e o show custava R$ 70, mesmo preço que no Circo Voador (lugar que alguns da Zona Sul acham longe).

Azar de quem perdeu, foi bonzão e a banda saiu alucinada do palco, como você pode ver na entrevista que fiz com eles, em que citam inesperadas influências de Tom Jobim e rastas.

quarta-feira

4

dezembro 2013

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Encarando o Demdike Stare

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DemdikeStare_NovasFrequencias2013

Estampando a capa da atual edição da Wire, o Demdike Stare chegou ao Rio em alta para dar início a sequência de shows do festival Novas Frequências. Techno, ambient, dub, samples de filmes de terror, chiados de vinil e cacetadas de grave foram alguns dos recursos utilizados pela dupla de Manchester para abduzir o público.

Na maior parte do tempo apenas sugerindo melodias e batidas, as composições do Demdike Stare funcionam como peças, colagens sonoras que vão pingando no cérebro, desenhando-se pouco a pouco, de forma sutil. É uma audição ao mesmo tempo transcendental e extremamente exigente em termos de atenção.

Divididos entre diversos equipamentos, um opera filtros, pedais e sequenciadores, enquanto o outro sampleia vinis e cuida da parte visual no telão. Uma postura meditativa faz com que o transe se instale, para logo se começar a ouvir coisas onde não tem. Como se a mente tentasse preencher os espaços com outros elementos, numa experiência interativa mental e extremamente pessoal, sons imaginados (ou desejados) complementam a imersão.

Envoltos numa atmosfera assombrosa e assombrada – muito por conta dos samples cuidadosamente selecionados, muitos tirados dos arquivos de ciência e ficção científica da BBC – algumas referências se fazem presente. Um Prodigy desacelerado aqui e timbres noventistas acolá (como disse, cada um ouve o que quer naquela imensidão) dão ao espectador onde se segurar, um mínimo de familiaridade durante o mergulho por densas camadas atmosféricas.

Mesmo com tanta chapação, as cabeças na platéia chacoalhavam, corpos sendo sacudidos de dentro pra fora numa pista de dança interior.

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Enquanto não chega um registro da apresentação dessa terça no Oi Futuro, assista abaixo um set da dupla no Boiler Room:

segunda-feira

25

novembro 2013

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O vídeo oficial da Solange no Rio

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Solange_Queremos_Rio_2014

Com dois discos pouco conhecidos no currículo e apenas o recente EP “True” como verdadeiro combustível para atrair fãs, Solange Knowles (também conhecida como “a irmã da Beyncé”) surpreendeu com um show preciso e divertido, ainda que tenha sido curto. Garantido-se, nem guardou “Losing You” para o encerramento. E ainda tocou sua versão de “Stilness is the Move”, do Dirty Projectors.