terça-feira

7

dezembro 2010

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Pennywise no Circo Voador

Written by , Posted in Urbanidades

O @danielferro conta como foi o show no Circo Voador:

Um show de hardcore (uma resenha atípica)

Em cima do laço, soube que o Pennywise vinha tocar no Rio pela terceira vez na sua história. Confesso que dessa vez não me animei muito, já que tinha visto em 1999, nos EUA e achei meia-bomba, e depois em 2004 no Claro Hall, Rio de Janeiro e achei mais broxa que a primeira vez. Sem falar num detalhe importante: para essa tour brasileira, a banda viria desfalcada de Jim, seu vocalista e frontman original. No lugar, veio o Zoli, do Ignite, outra banda de hardcore dos anos 90 (que nem acho lá grandes coisa também).

Pesquisei essa nova formação da banda no Youtube e, pelos vídeos postados (todos toscos), achei que o novo vocalista não se encaixava bem no perfil do Pennywise. Sei lá… Pode ter roladao uma antipatia da minha parte por ver o vocalista original deixar a banda e inconscientemente defender a formação antiga. Coisa de moleque, saca? Que acha que “antes era mais maneiro”.

Mesmo assim, decidi dar mais uma chance a essa banda californiana que fez parte da trilha sonora da minha adolescência (usei um cliché…mas por quê não? Afinal, sou jornalista também).

Cheguei no Circo Voador (melhor casa de show do Rio, especialmente pra shows de hardcore – valeu pelo ingresso 0800! – espero que você não corte essa parte) e lá pelas 22h30 começou o show. A abertura ficou por conta do Nitrominds, banda underground paulista que tá no “corre” faz um tempo. Canta em inglês e tal. A platéia respeitou, mas como qualquer banda de abertura nacional abrindo pra uma gringa, tiveram que aturar a galera estática com braço cruzado e cara de bunda, que tava na expectativa mesmo é de ver Fletcher e cia. Normal, né?

Pennywise no palco, pé na porta, soco na cara. Não, não era show do Matanza não, mas não tem outra frase pra explicar o impacto. E olha que eu já fui achando que ia ser pau mole. Mas foi sinistro. Som redondo, guitarra alta, rodinhas de pogo, gente dando mosh com skate na mão, meia dúzia de carecas tentando arranjar confusão… Era gente pra caceta batendo cabeça.

Set-list agrupou basicamente músicas da fase pré-1999 da banda, ou seja, só clássicos. Ao vivo o Zoli mata a pau. Bem melhor que o Jim. Antes de tocar “Peaceful Day” falou que viu, em Los Angeles, pela TV a crise de violência do Complexo do Alemão e ficou preocupado com a rapeize carioca e ficou feliz de saber que o Circo tava lotado pra ver o show do Pennywise aquela noite. Acho que os gringos ficaram realmente impressionados e admiraram a coragem da galera de ir a Lapa num sábado a noite. É, tá tenso mesmo. Valeu CNN!

Show curto, 50 minutos. Voltaram pro bis. Papagaiada, né? Não entendo essa porra. Manjadasso. Mas enfim… Voltaram, tocaram “Alien”, do disco “Straight Ahead” (um dos meus preferidos) e depois mandaram a óbvia, porém obrigatória “Bro Hymn” (música composta em homenagem a Jason Thirsk, baixista original da banda que cometeu suicídio ainda nos anos 90), um hino do hardcore califa. Terminou como? 200 neguinho invadindo o palco (sim, duzentos! Não é força de expressão. Era gente pacas. Vê o vídeo aí, vacilão).

Oooooooooooooou! Oooooo! Ôoooo! ÔOOOOOOooooou! Todo mundo cantando junto. Coro mais forte que “Fear of the Dark” do Iron no Rock in Rio. Terminou o show e falei “Sinistro. Sinistro”. Valeu Zoli. Valeu Pennywise. Aprendi que não rola de julgar banda ao vivo vendo vídeo pelo Youtube. Tem que ir lá, cair na rodinha, suar, segurar malandro pulando no seu pescoço, encarar porrada de careca. Cai na roda, muleque!

“Pannnnnn Ran Can Can!!!! Gunáite Riou!!!!” (platéia bolada grita alto! E continua no Ooooooou Ooooouuuu!)

No final, todo mundo voltou suado e feliz pra casa, mas com a alma lavada (tinha que mandar essa pra terminar com o clichê mais nojento de todos). Valeu. Quando tiver outra cobertura, me chama.

Pior eu, que só me toque que Circo Voador é um corruptela de disco voador hoje.

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  1. wb
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  3. Julio Cesar
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