quarta-feira

24

outubro 2007

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Levanta

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fotos: eumemo

Mais de um mês depois de ter chegado por aqui, finalmente, um show. Glória, glória, aleluia.

Nada mal começar com LCD Soundsystem, em noite de ingressos esgotados, problemamente resolvido com uma ajuda da malemolência inglesa, o famoso “jeitinho” britânico.

Como era repeteco (triplo), talvez o mais interessante tenha sido mesmo conhecer a Brixton Academy. A famosa casa é um lugar bem simples, sem frescuras, apesar da arquitetura art decó: um palco no fundo, bebidas sendo vendidas no topo de ladeira por onde o público se espalha. O que a torna conhecida é a agenda, sempre caprichada.

James Murphy e sua turma entraram em cena com um atraso absurdo para os padrões locais de 17 minutos passados das 21h. Horário em Londres é coisa séria, já que o metrô (e boa parte das linhas de ônibus) param de circular a meia-noite, o que pode tornar a volta para casa do público bem mais difícil.

A qualidade do som, desde a abertura com “Us vs. Them” e seu refrão pegajoso (The time has come / the time has come / the time has come today), deixou a desejar. O baixo e o bumbo da bateria tomaram conta do ambiente, tornando bem difícil ouvir os médios e agudos e embolando o mingau.

A apresentação era a despedida do guitarrista Al Doyle (do Hot Chip) e também uma das últimas paradas antes do encerramento de uma turnê de um ano, que passou pelos principais festivais de verão europeus e rodou os EUA.

Provavelmente por isso, a banda parecia cansada, sem pique. Tá certo que o público paradão, só se manifestando (vá lá, aos berros) no final de cada canção, também não ajudou. Músicas como “Yeah”, “Tribulations” e “All my friends” (essa, uma facada no coração de quem está longe de casa) até conseguiram fazer os ingleses arriscarem uma dança.

Antes de terminar com a anti-climática “New York I love you, but you’re bringing me down”, Murphy ainda fez piada com os que pediam mais músicas, dizendo que tinha que respeitar os horários da Victoria Line, linha de metrô que sai de Brixton, arrancando gargalhadas da platéia.

O LCD Soundsystem, que já se apresentou duas vezes no Brasil, ambas em São Paulo (nos festivais Sónar 2004 e Skol Beats 2006), não sabe o que os aguarda no Circo Voador, em novembro. Não vai ter cansaço que resista.

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