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junho 2003

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Folha de S.Paulo, 24/06/2003

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Matéria sobre a primeira viagem do DJ Marlboro para tocar em Nova York, que escrevi para Folha de S.Paulo.

Desorganização e som prejudicam DJ Marlboro em Nova York
BRUNO NATAL RIBEIRO
free-lance para a Folha de S.Paulo, de Nova York

O tempo cooperou e a chuva deu uma trégua na hora da apresentação do DJ Marlboro. Mas isso não bastou para fazer com que o show no Central Park, no domingo, correspondesse às expectativas. O som baixo e a falta de tato dos organizadores atrapalharam o DJ Marlboro em sua participação no festival SummerStage.

A maioria das cerca de 4.000 pessoas que compareceram ao evento não estava ali para ouvir “funk carioca” (como a programação distribuída ao público categorizava o som do DJ), e sim para assistir ao show de Daniela Mercury, que se apresentou no mesmo dia.

Marlboro tocou duas vezes, por aproximadamente uma hora em cada apresentação, antes e depois do show de Mercury. Na primeira entrada, às 15h, o carioca encarou um público receptivo, formado majoritariamente por brasileiros residentes em Nova York.

O set teve tanto músicas mais recentes, como as batidíssimas “Vai Lacraia”, “Eguinha Pocotó” (MC Serginho) e “Cerol na Mão” (Bonde do Tigrão), quanto antigas, como os raps da “Felicidade” (Cidinho e Doca), das “Armas” (Junior e Leonardo), do “Silva” (Bob Hum) e do “Pirão”.

Quem já conhecia –e quem estava lá para conhecer– aproveitou bastante, dançando e cantando, incluindo americanos que observavam e depois tentavam imitar o rebolado brasileiro.

Acontece que, no encerramento do set, o número de pessoas que estavam ali apenas aguardando Daniela Mercury aumentou e, ansiosas, começaram a apressar o DJ. Para completar, a organização ainda resolveu passar o som da banda da baiana durante o set de Marlboro, prejudicando sua apresentação.

Segundo os organizadores do SummerStage (evento que possui programação eclética, que inclui atrações como o indie rock do White Stripes e Sonic Youth e o hip hop do De la Soul), o convite a Marlboro foi baseado em uma pesquisa que o apontava como o mais conhecido DJ brasileiro. No entanto, acostumado a ser recebido calorosamente em todos os bailes por onde passa, Marlboro não conseguiu esconder o desapontamento.

Feliz

Após a apresentação, o DJ afirmou que estava feliz por ter tido a oportunidade de tocar no Central Park, mas não deixou de reclamar dos problemas.

“Não me deixaram aumentar o som e nem pegar o microfone para falar com a platéia. Além de tocar, sou também um comunicador. Tenho certeza de que, se tivesse tido a chance, teria conseguido quebrar o preconceito que existe contra o funk. Como, aliás, venho fazendo há 23 anos”, disse Marlboro.

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