quarta-feira

10

março 2010

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Entrevista – Ana Garcia (Coquetel Molotov)

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Ana Garcia com os sócios Tathianna Nunes e Jarmeson de Lima

Nesse final de semana acontece a Mostra Instrumental Contemporânea, na Caixa Cultural Rio de Janeiro (Teatro Nelson Rodrigues, Centro). A programação está bem legal (sempre as 19h30 e grátis):

12 de março (sexta): 19h30: Caldo de Piaba (AC) e Binário (RJ)
13 de março (sábado): A Banda de Joseph Tourton (PE) e Guizado (SP)
14 de março (domingo): Fossil (CE) e Elma (SP)

O festival é organizado pela Coquetel Molotov (produtora de Recife com desdobramentos em saite, selo, rádio, revista…). Ana Garcia fala um pouco da produtora e conta porque demorou tanto tempo até fazer algo no Rio.

O que é o Coquetel Molotov?

O Coquetel Molotov é uma produtora de Recife que realiza um programa de rádio, revista, site, selo e festival de música. Também realizamos outros projetos, como a Invasão Sueca, estamos preparando para trazer o Transmission, do Canadá, em novembro e assessoria de alguns eventos como o Rec-Beat, Virtuosi.

Fechamos esta semana a assessoria nacional da Conexão Vivo! Recentemente abrimos uma agência chamada Na Estrada com alguns dos nossos artistas favoritos, como A Banda de Joseph Tourton, Thiago Pethit, alguns projetos de Jam da Silva e outros artistas que ainda estamos tentando fechar. O novo site do Coquetel Molotov deve entrar no ar em breve com todas essas infos, mas por enquanto podem acessar www.coquetelmolotov.com.br que tem o nosso podcast, revista on-line, entrevistas, etc.

Quais os principais eventos organizados por vocês?

O festival No Ar Coquetel Molotov, que normalmente acontece em setembro no Teatro da UFPE, que já teve entre os seus convidados artistas como Beirut, Teenage Fanclub, Sebastien Tellier, CocoRosie, Tortoise, Hurtmold, Artificial, Chambaril, entre muitos outros.

A Invasão Sueca também é um projeto importante que existe há mais de quatro anos. Através do apoio do Swedish Institute, conseguimos armar turnês por diversas cidades brasileiras, com artistas como Peter Bjorn and John, El Perro Del Mar, Jens Lekman, José González, Love is All, Shout Out Louds e outros.

Mas estamos sempre armando turnês com artistas diferente de lugares diferentes, como a Laetitia Sadier (Stereolab/Monade) que acontece no final de abril.

Porque demorou tanto tempo para o Coquetel Molotov chegar ao Rio?

Eu acho o Rio uma das cidades mais complicadas para armar um evento ou até incluir dentro de uma turnê de uma banda pequena/médio porte. Temos mais facilidade de chegar aos interiores de São Paulo ou Porto Alegre, ou até mesmo ao Chile e Argentina, do que no Rio de Janeiro.

Acho que falta um produtor que invista no tipo de música que estamos tentando trabalhar e consiga formar um público, casa realmente interessada, apoiadores. Estou na esperança que Alex Werner (ex-empresário do Los Hermanos) possa tomar este posto! Hahaha!

Mas chegamos a fazer uma edição da Invasão Sueca no Teatro Odisséia que foi um sucesso, mesmo com ingressos tão caros! Fiquei impressionada. Ah, não posso esquecer que o Circo Voador sempre leva um ou outro artista do No Ar, como já aconteceu com o Nouvelle Vague e Sebastien Tellier.

Fiquei sabendo que o Grito Rock do Rio foi bem legal, no Circo Voador, com 2 mil pessoas. Obviamente público não falta.

Então, ficamos muito animados quando a Caixa Cultural aprovou o nosso projeto “Música Instrumental Contemporânea”! Muito bom poder invadir a cidade com bandas fodas, instrumentais, que normalmente não tocam na cidade, em um teatro com entrada gratuita. Não daria pra ser mais perfeito!

Como anda a cena no Recife? Tem apoio? Aqui no rio o papo é sempre que nada sai do lugar porque ninguém apóia, nem de empresas nem o publico.

Recife tem duas leis de incentivo à cultura, estadual e municipal, que ajudam bastante a cena independente, e não apenas música, mas literatura, cinema, artes plásticas, etc. O grande desafio é conseguir apoio privado e acho que o Coquetel Molotov aprendeu a fazer isso bem, não sei exatamente o porquê. Talvez insistência.

Somos praticamente um dos únicos festivais da cidade que consegue agregar algumas marcas que realmente dialogam com o festival, como aconteceu no ano passado com a Vivo, como também a Trident, Red Bull, AESO. A maior dificuldade no Recife é conseguir patrocínio através da Lei Rouanet já que todas as grandes empresas não pagam imposto de renda na cidade e sim em São Paulo ou Rio de Janeiro.

Eu gosto muito de trabalhar com Recife, é um desafio e por algum motivo as empresas e o público estão abertos a novidades. Talvez porque existam poucas pessoas na cidade fazendo o que estamos fazendo… Também não estamos com pressa… Eu espero o que for preciso para convencer que uma empresa deveria investir nas nossas empreitadas.

O que mais esta programado para 2010?

Estamos fechando o festival No Ar neste momento, pensando nas datas e nos artistas, como também a Invasão Sueca e o Transmission. Esperamos criar uma certa periodicidade com a nossa revista, que no momento depende sempre de verba e tempo para uma nova edição ser lançada, como também transformar o nosso programa de rádio em um programa diário (no momento é semanal). Estamos bem animados com o lançamento do disco da Joseph Tourton, que deve acontecer em setembro, com patrocínio da Petrobrás.

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3 Comments

  1. LeticiaB.

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