segunda-feira

30

maio 2016

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A origem da batida do violão do Jorge Ben

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Jorge Ben URBe

Em um post no Facebook, Luiz Antonio Simas fez uma excelente observação sobre a batida do violão de Jorge Ben:

“Jorge Ben faz, para mim, um negócio impressionante no violão que quase ninguém percebe: a batida dele bebe na fonte do agueré de Oxossi, um dos ritmos nobres – quase digo o mais nobre – do candomblé de Ketu. Benjor percute o violão como se fosse o tambor tocando para os deuses da caça: taque tataque tataque tataque tataquetatatá /taque tataque tataque tataque tataquetatatá. A corrida no ritmo ilustra que Oxossi, andando discretamente na floresta, viu a caça! Não é samba, não é balanço, não é jongo, não é maracatu. É tudo isso, mas é fundamentalmente o agueré que fundamenta o babado. Ele mesmo, o aguerezão, base do toque de caixa da Mocidade Independente de Padre Miguel, inspiração para o toque da Portela e para o samba reggae baiano; a sublime louvação ao caçador de uma flecha só. Confiram, por favor, nos dois vídeos que seguem (a gravação original de Os alquimistas estão chegando e o agueré tocado pelos ogãs do Ilê Ibualamo). Os tambores falam, minha gente, os tambores falam. Tem quem ouça, como Ben, e invente mundos. Isso é a memória ancestral codificada por um grande fazendo das suas.”

Ouça o toque do Ketu e a “Os Alquimistas Estão Chegando” abaixo:

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