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Abril 2013

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3 em 1: Passion Pit, Digitaldubs + Zion Train e Tropikillaz

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Fazia tempo que não dava uma dessas loooongas voltas noturnas num daqueles dias em que várias atrações se apresentam na cidade na mesma data, conferindo todos, sem fazer escolhas.

O sábado começou com Passion Pit no Circo Voador. Passados quase quatro anos, a banda melhorou muito ao vivo. Som bem passado, tudo justinho, até os falsetos que antes falhavam, melhoraram. Mas… O pop brilhoso, quase adolescente, do grupo não prende a atenção ao vivo. Quem já viu – e a banda já passou pelo Brasil – sabe e deve ser por isso que haviam apenas 300 testemunhas no recinto.

As músicas de pista do primeiro disco, como “The Reeling”, ainda sobrevivem, só que as mais novas, do disco do ano passado, são ruins de doer. Cansado daquilo ali, era hora de partir para grande atração da maratona.

Não via o Zion Train desde 2006, na primeira passagem deles por aqui e quando entrevistei Neil Perch para o “Dub Echoes”. Saí de casa disposto a ser surrado por graves e fui prontamente atendido.

Diferente do Teatro Odisséia, onde foi o outro show, o Leviano, bem em frente ao Circo, é uma pista de dança, escura e com muito mais pressão. O Digitaldubs abriu a noite tocando dancehall e nu-roots e foi bacana ver o MPC cada vez mais solto a frente desse que é um dos sound systems pioneiros do Brasil.

Tocando jamaican style, com apenas um toca-discos, MPC também danou a fazer toasts sobre as bases, dando mais personalidade ao set. O lugar estava lotado, com fila na porta, e foi uma grata surpresa ver tanta gente junta para o massacre de sub-frequências promovido pelo Zion Train.

As 2h da manhã Neil Perch deu início a uma cacetada de linhas de baixo, com teclados voando pra tudo quanto era lado (alguns soando como tecnobrega) e pancada avassaladoras no meio do peito dos presentes, amassando os problemas e massageando a alma. Praticamente sem tocar nenhuma música de seus muitos discos, o Zion Train faz um live redondo, mixando dubplates e utilizando os vocais do MC Dubdadda como mais um elemento hipnótico.

O transe deu uma pausa quando o som falhou, quase uma hora depois. Foi a deixa para ir para ir descansar. Foi então que lembraram do Tropikillaz, no Espaço Rampa (no Clube Guanabara, ao lado do Bar da Rampa, só que num ambiente fechado, melhor estruturado).

A passagem pelo lugar foi rápida, porém impressionante. O ingressinho de R$ 40 pratas assustou e já era tarde, então era mais pra dar uma conferida. Fazendo a oportunista (sem demérito) mistura entre o trap e o hip hop, o novo projeto do DJ Zégon super lotou a pista. Hip hop não falha, é impressionante.

Com a vista da Baia de Guanabara na retina e a cabeça cheia de graves, era hora de ir pra casa. Na próxima é até o sol raiar.

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