Monthly Archive: abril 2004

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16

abril 2004

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O Globo, 16/04/2004

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Matéria sobre disco tributo ao Faith No More de bandas brasileiras que escrevi para o Rio Fanzine (O Globo).

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Tributo de fé ao “Fenemê”

Bruno Natal
Especial para o RIO FANZINE

Pode até não parecer, mas Jason (RJ), Lavajato (RJ), Senador Medinha (do Diego Medina, ex-Vídeo Hits, RS) e a baiana Pitty têm algo em comum: a admiração pelo Faith No More, uma das bandas mais influentes dos anos 90. Além deles, outras bandas participam de uma lista de discussão chamada “Bungle Weird” (referência ao Mr. Bungle, outro grupo do vocalista Mike Patton), dedicada ao conjunto. Foi lá que surgiu a idéia de lançar um tributo brasileiro ao quinteto californiano.

Depois que os organizadores decidiram abrir a participação no projeto também para bandas de fora da lista, o interesse foi tanto que o tributo acabou se transformando num disco duplo. Mas, embora o baixista do FNM, Billy Gould, apóie o projeto, os produtores não têm autorização oficial para o lançar o disco comercialmente.

Para evitar problemas com direitos autorais a opção foi distribuir as músicas virtualmente e de graça. Isso é que é amor. Apesar de estar disponível somente online, “Brazilian sabor” obedece ao formato padrão de um CD, com 74 minutos de duração e um encarte disponível para download.

O tributo é uma produção interestadual. Richarley Menescal, de Fortaleza, cuida do design e divide a produção com o Pablo Fernandez, de Florianópolis, enquanto Élcio Cruz, tomou conta da masterização das faixas em São Paulo. A comunicação entre eles é feita, claro, pela internet.

– Mesmo com essa distância e de algumas limitações óbvias, nos comunicamos diariamente e não tem sido complicado tomar a maioria das decisões necessárias – diz Richarley. – De qualquer forma, o “Brazilian sabor” seria um fracasso sem o apoio que tivemos dos músicos envolvidos, eles merecem esse crédito.

Depois de ter o lançamento adiado algumas vezes por problemas técnicos, o tributo finalmente está inteiro disponível no site do projeto (www.underweb.com.br/brsabor). Mantenha a fé.

sexta-feira

2

abril 2004

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O Globo, 02/04/2004

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Entrevista com o diretor de filmes de surfe Taylor Steele que fiz para o Rio Fanzine (O Globo).

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5 minutos

Os filmes de surfe do diretor Taylor Steele, além de terem revolucionado o gênero no anos 90, têm outra característica marcante: quase todos serviram como base de lançamento de bandas que dominaram a cena nos anos seguintes. Foi em filmes como Focus e Momentum que muita gente descobriu bandas como Sublime, Nofx, No Fun at All, Blink 182 e Ben Harper, entre outros.

De passagem pelo Brasil, onde rodou o episódio latino-americano da série “Drive Thru”, Taylor falou com exclusividade ao Rio Fanzine sobre seu papel de divulgador de talentos.

Seus filmes sempre lançaram bandas que depois estouraram no mundo todo. Como acontece isso?

Cada caso é um caso. Tem vezes que vou a um show, gosto da banda e peço para usar suas músicas nos vídeos. Foi assim com Sublime, Pennywise e Ben Harper, por exemplo. De vez em quando, artistas que estão se lançando me mandam material. Blink 182 e Jack Johnson fizeram isso.

As bandas liberam as músicas numa boa?

Nem sempre. Algumas bandas não ligam para filmes de surfe e preferem ganhar mais dinheiro licenciando músicas para comerciais de carros e grandes marcas, enquanto outras entendem o valor de colocar seu trabalho num produto direcionado para seu público alvo e fazem questão de participar.

Quais bandas já te deixaram na mão?

O Tool vetou uma música falando que não queria se associar a nenhum esporte e tempos depois a mesma canção serviu de trilha num vídeo de uma gigante do surfwear. No filme “Loose Change” editei uma seqüência inteira do Bruce Irons em cima de “Guerrilla Radio”, do Rage Against the Machine, e eles não liberaram o uso e eu tive que alterar tudo.

E teve uma briga com o Offspring também, né?

Eles falaram numa entrevista para revista Surfing que ter aparecido nos meus vídeos não fez a menor diferença na carreira deles. Não tenho a pretensão de achar que sou responsável por explosão de banda nenhuma, mas fiquei chateado com essa declaração.

Qual a importância da trilha num filme de surfe?

Total. Uma música é metade de uma cena, melhora o surfe até. E vice-versa. Depois de ouvir uma música num filme, parece que ela fica associada as imagens daquela seqüência.