Monthly Archive: maio 2003

segunda-feira

12

maio 2003

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"E se eu mudei de posição, e daí?"

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Embora o número de comentários – zero – no rodapé de cada um dos textos mais, hummm…, chatos, seja proporcional ao interesse pelo assunto, vou me permitir continuar escrevendo sobre eles. Vocês, por favor, permitam-se continuar ignorando.

A frase aí de cima é do superstar petista José Dirceu a respeito de sua mudança de opinião em relação a reforma previdenciária. Como é uma pergunta, resolvi responder.

E daí, Seu Zé (mané?), que quando votamos levamos em consideração o passado político e acreditamos no que nos dizem. Mal aê se não era para levar a sério. Agora eu já sei.

segunda-feira

12

maio 2003

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Muy amigo

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Deixa eu ver se entendi direito. O camarada pega recursos públicos, via leis de incentivo fiscal, e faz um filme. Se não der lucro, fica por isso mesmo. A viúva entuba o prejuízo e viva a arte. Agora, se entrar dinheiro, os produtores do filme embolsam tudo, sem devolver – ao menos – o montante inicial aos cofres públicos?

Só para ilustrar. Pego dinheiro emprestado com você para abrir um negócio. Se falir, te agradeço a confiança, mas não te pago de volta. Se for um sucesso te chamo para o coquetel de inauguração, agradeço a confiança e continuo não pagando. Muito justo.

O bafafá na imprensa, iniciado com a já famosa entrevista de Cacá Diegues ao jornal O Globo sobre as mudanças na lei do audio visual, foi devido a parte que sugeria que o governo poderia interferir no conteúdo das obras a serem financiadas. Não tem como não ser contra isso. Só que as mudanças também dizem respeito a forma de captação de recursos, que funciona mais ou menos como no primeiro parágrafo. Esse seria o verdadeiro motivo de descontentamento.

Do jeito que está é uma festa. Não é à toa que estão reclamando.

segunda-feira

12

maio 2003

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Tá por fora

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Em seu mais recente disco, “Diamonds on the inside” (fraco…), Ben Harper faz uma homenagem ao Rio nos versos de “Blessed to be a witness”. Olha a letra aí.

Corcovado parted the sky
And through the darkness
On us he shined
Crucified in stone
Still his blood is my own

Ele está precisando visitar a cidade de novo, a última vez foi no Free Jazz Festival 98. Se vier, vai descobrir que ultimamente só o que “brilha através da escuridão” são as balas traçantes dos traficantes.

sexta-feira

9

maio 2003

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Curitiba Pop Festival

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Queria ter ido, mas não fui. Pra compensar, reproduzo aqui o relato do blog de Rodrigo Lariú.

Top + 5

1- Breeders: começar o show com Amps, tocar “Gigantic”, ser simpática o tempo todo, voltar pro bis e tocar duas músicas do Fear e ainda tocar “Cannonball” sem medo, é para cravar como um dos shows da década!
2- Rubin Steiner: tudo bem, tava frio pra cacete e dançando esquentava um pouco, mas depois da primeira mexida, o esqueleto seguia sozinho.
3- E.S.S. : banda local, sem baterista, dizem, influenciada por Primal Scream mas é bem mais que isso.
4- Ópera de Arame: fora o frio que congelava os ossos, um lugar lindo.
5- X-Picanha do Waldo: quem já foi a Curitiba sabe; picanha fatiada, com queijo e molho a campanha na baguete.

Top – 5

1- Cachorro Grande: da onde tiraram que esta é a melhor banda do momento… As músicas são um sub-Kinks / Who, os músicos têm 1/10 do talento de suas matrizes.
2- Primal: bacana dar espaço pro metal mas não tinha uma banda melhor?
3- Stands dos selos independentes: tudo bem que é do feitio deles ser escondido, mas no 3º andar tava exagerado.
4- Ópera de Arame: não podia ser mais perto do centro; não podia ter mais transporte pra lá?
5- James: o mais indie dos bares de Curitiba continua um aperto e os locais continuam fazendo cara-feia para os forasteiros.

sexta-feira

9

maio 2003

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Videorama

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pe.jpg

Quatro pessoas entram num galpão abandonado, acompanhados por um guia. Logo na entrada são colocadas, uma a uma, de frente para uma parede. Nela, apenas um colchão pregado, tipo aqueles de academia de ginástica, e uma frase escrita logo acima dele. Cada um é orientado a reagir àquilo da forma que achar melhor. Um fica parado, só olhando. Outro começa a se debater, gritar e socar o colchão.

Agora todos sobem uma escada de metal. No caminho, o tal guia (que parece muito com o Ben Harper, de jaqueta jeans) faz várias paradas para discursar. Fala de diversos assuntos, sempre de maneira reveladora. Mais ou menos como as palas dos personagens de “Waking Life”. Os quatro apenas ouvem, absorvem aquilo.

Chegam ao terceiro andar do galpão. Lá encontram um telão e pufes espalhados pelo chão. Começa a projeção. Na tela, imagens de como cada um deles interagiu com a parede e a frase do começo do passeio. Eles ficam pasmos. Depois dos discursos do guia, nenhum deles reagiria novamente daquela forma. Que frase estava escrita na parede? O que o guia pode ter dito neste meio tempo que mudou totalmente a percepção das coisas daquelas quatro pessoas?

Acordei às 6h11 com uma coceira insuportável no meu pé direito (esse aí da foto). Tinha sonhado com o que me pareceu a idéia de um programa de tv. Completinho, com nome e tudo. “Videorama”.