sexta-feira

15

dezembro 2017

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Tom Zé encontra Lee Perry no Digitaldubs

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Um encontro gigantes, quase previsível, se não fosse também tão inusitado. O Digitaldubs conseguiu juntar Tom Zé e Lee ‘Scratch’ Perry na mesma faixa. Inspirado pelo clássico “Estudando o Samba”, o produtor MPC juntou as vozes de ambas as entidades musicais em “Estudando o Dub”.

“Tom Zé e Lee Perry são pioneiros e heróis da música pop experimental. E ambos estão com 81 anos”, disse MPC. Aproveitando a passagem de Perry por São Paulo (num show com abertura do Digitaldubs abriu), o produtor convidou o jamaicano para gravar um vocal. Um ano depois, foi a vez de Tom Zé gravar sua participação.

A frase “open the door / abra a porta” funciona como um mantra para ressaltar as oportunidades que aparecem – na música e na vida.

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sexta-feira

1

dezembro 2017

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quarta-feira

29

novembro 2017

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O melhor do festival Novas Frequências 2017

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Final de ano é época de Novas Frequências, festival mais estranho do calendário musical brasileiro. A primeira leitura qualquer um fica perdido. Primeiro, claro, em função dos artistas mesmo – a maioria completamente desconhecida. E depois pelo formato, bastante amplo, com shows em diversos espaços, o que na minha percepção acaba confundindo um pouco na hora de se programar.

O Novas Frequências pode ser cabeçudo e não é um evento para todos, mesmo que as festas sejam sempre mais descontraídas. Porém, é um festival necessário e saudável para o ecossistema musical brasileiro pra ir de coração e ouvidos abertos (a programação completa da 7ª edição do festival está no final do post).

Com menos atrações em relação ao ano anterior – 18 em vez de 50 – e com vários eventos gratuitos ficou mais fácil assistir a tudo.
Para ajudar na tarefa de se localizar nessa vasta oferta de música avançada, ninguém melhor que o curador, Chico Dub.

Confira as sete dicas que ele separou e apresenta com exclusividade para o URBe:

Igreja da Lapa e William Basinski: A Shadow in Time

Ao visitar festivais fora do país é tão comum assistir shows em igreja que desde que o NF começou em 2011 tentamos fazer algo semelhante. Finalmente conseguimos! Gosto de pensar na ideia de que o empurrãozinho foi dado pelo próprio William Basinski, um artista super acostumado a realizar concertos em igrejas do mundo todo. O reverb natural destes edifícios, sua acústica singular, tornam a experiência de escutar um som como o do Basinski ainda mais sublime. O cara trabalha com o desgaste e a decomposição de fitas de rolo. Sua música, loops de ordem minimalista, acabam ganhando então uma textura onírica, etérea, sombria e majestuosa. Detalhe: uma das obras que será tocadas pelo Basinski é uma peça que ele criou para o David Bowie post mortem.

Instalação sonora no MAM: Nicolas Field & Pontogor

Outro sonho antigo: ocupar o MAM RJ com uma instalação em seu pilotis – um espaço dos mais nobres da cidade tanto em função da sua arquitetura singular quanto em função da importância história do museu para as artes visuais brasileiras. Realizar uma instalação site specific que dura todo o período do festival é das coisas mais difíceis de se fazer. Há de se levar tudo, todo o tipo de equipamento e infra-estrutura, as conversas são muitas e os planos parecem mudar dia após dia. Mas, sem dúvida alguma, é um desafio que vale muito a pena. No caso, Nicolas e Pontogor irão criar uma instalação multicanal que traz elementos visuais como terra, sisal, desenhos de giz, fumaça São várias caixas de som que criarão diferentes perspectivas sonoras em todos os pontos do espaço.

Festa em parceria com a O/NDA

Não é de hoje que as festas são o momento mais descontraído e menos, digamos, “difícil” do NF. Seguimos a fórmula este ano com uma dose extra de capricho: o evento está sendo realizado em parceria com a O/NDA, um dos eventos mais legais da cidade nos últimos meses. O local só será anunciado no dia da festa mas é impossível não saber que será demais. Com os internacionais Acid Arab, Aisha Devi, Stellar OM Source e os brasileiros Carrot Green e grassmass, além de sets dos residentes da O/NDA e do anfitrião DeoJorge, essa festola será épica. Anotem minhas palavras!

Dewi de Vree & Patrizia Ruthensteiner apresentam: Magnetoceptia

Essas artistas, uma da Holanda e outra da Áustria, irão apresentar uma performance em três pontos diferentes da cidade: na mesma igreja onde o Basinski irá se apresentar, no pátio externo do Oi Futuro Flamengo e na Lagoa Rodrigo de Freitas (em local exato a ser divulgado em breve). Em cada uma delas, trajes customizados feitos com antenas captam campos eletromagnéticos e os traduzem em sons eletrônicos. O som é desenvolvido de forma site specific e depende dos campos eletromagnéticos presentes no local; é modulado pelas artistas de acordo com suas posições e movimentos em relação ao espaço e entre si. Ou seja, quem for nas três ouvirá sons bastante diferentes uns dos outros!

Otomo Yoshihide & Felipe Zenicola & Renato Godoy

Taí uma oportunidade única de conferir um dos maiores nomes da improvisação mundial, o japonês Otomo Yoshihide. Dono de um currículo invejável e capaz de tocar diversos instrumentos, Otomo irá fazer um set duplo no NF. Primeiro ele vai tocar discos tal qual um turntablist de hip-hop mas com um approach diferente. Sai a técnica do scratch e entra a técnica dos discos e vitrolas “preparadas”. Melhor do que explicar, só vendo o vídeo acima. Daí além de um set solo, Otomo também vai tocar guitarra junto com os improvisadores locais Felipe Zenícola e Renato Godoy, respectivamente baixo e bateria do combo de rock-funk-noise Chinese Cookie Poets.

Phantom Chips

Residências artísticas com objetivos meramente processuais ou de criação de um resultado ou produto final certamente trazem um elemento de risco para um evento. É o famoso “vai que não dá certo?” Mas aí é que está! Exatamente por esse motivo que as residências são tão interessantes; elas abrem inúmeras possibilidades criativas e oferecem ferramentas muitas vezes ainda não utilizadas por artistas – seja em função de uma instalação site specific, seja, sei lá, por conta de uma colaboração com algum artista local, seja pela inspiração trazida por uma temporada em uma cidade ainda não visitada…

Pelos motivos levantados acima estou super curioso para acompanhar o que a artista Phantom Chips irá desenvolver. Em residência por 4 semanas no Rio com o apoio da PRS Foundation e do British Council, a artista, que passeia pela cultura hacker e a cena de noise e power electronics, vai desenvolver um novo “instrumento musical vestível” (sim, isso mesmo!).

ensemBle baBel plays Christian Marclay

Christian Marclay é um dos meus artistas favoritos. Mistura artes visuais e som como ninguém em mídias das mais variadas. Além disso, experimenta e compõe com discos de vinil e toca-discos, ressignificando suas funções originais. Daí que no encerramento do NF no Theatro Municipal, mais especificamente na Sala Mário Tavares, o quinteto suiço ensemBle baBel (sax, guitarra, clarinete, contrabaixo e bateria) vai tocar algumas das partituras escritas por esse artista suiço-americano – todas elas gráficas, com formatos bem incomuns (tem até história em quadrinhos!).

Confira a agenda do Novas Frequências 2017:

quinta-feira

23

novembro 2017

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terça-feira

21

novembro 2017

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Coruja BC1, “Passando a Limpo” e os samples de imagem

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A julgar pelos clipes de “Não Espero Mais”, d’O Terno (bem parecido com o “Drifted”, do The Shoes”) e esse do Coruja BC1, os diretores e artistas andam pouco preocupados com as questões de direito autoral.

Os três clipes utilizam imagens de filmes e outros materiais com direitos reservados, sem cerimônia. O do Coruja, forçando a barra, poderia se enquadrar nos termos de fair use, por utilizar imagens de fatos citados na letra (embora a letra possivelmente não seja encarada como um material documental).

Seja como for, o uso deve ser mesmo livre e esse processo de distribuição de direitos automatizado, via blockchain, por exemplo (entenda o que é blockchain), quando couber divisão de receita. O mais importante é o processo criativo e de novas obras ser livre.

Em todo caso, não deve demorar para o YouTube travar vídeos que utilizem conteúdo em imagem protegido por direitos autorais da mesma forma que já faz com os de áudio, tirando-os do ar imediatamente.

Falando em Coruja, saiu o disco de estreia, apadrinhado por Emicida e seu Laboratório Fantasma (de quem ele parece emular tudo, do discurso ao flow) que diz: “Ele tem, hoje, a mesma febre que eu tinha há uns dez anos”.

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