terça-feira

11

julho 2006

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Virtualidade real

Written by , Posted in Urbanidades

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“Ainda existem pessoas nos Estados Unidos que não levam vídeo games a sério. São as mesmas pessoas que questionam a relevância do hip hop e supõem que os jornais ainda irão existir daqui a 25 anos.

“Todos nós concordamos que vídeo games são uma força importante? E todos assumimos que os jogos têm um significado, que eles refletem visões de mundo e sensibilidades de seu público, certo? [Então] por que não existem críticos de vídeo games?”

Aproveitando o ponto levantado na revista Esquire, Ricardo Calil discute a questão em seu blogue.

É interessante notar, também, como a estética dos vídeo games hoje influencia o cinema — vide “Falcão Negro em Perigo“, filme fraco em discurso, primoroso na execução — e até mesmo a estética da transmissão de grandes eventos, como a Copa do Mundo.

A Copa da Alemanha foi um exemplo disso, puro Winning Eleven. Tudo lembrava uma partida virtual de futebol, dos closes na bola no tiro de meta aos planos abertos e tomadas aéreas verticais, da câmera dentro do gol, se sacudindo a cada bolada, à chuva de papel picado. Sem falar no capricho da própria bola, na final: dourada, com aquele toque especial que se encontra nas últimas fases de um jogo qualquer.

Em 2002 já foi assim, o uniforme do Brasil e de outras seleções parecia saído do Fifa Soccer. Se você perguntar um moleque de 12 anos de onde ele conhece os nomes dos jogadores que disputam a competição, é mais provável ouvir Winning Eleven do que ESPN.

A influência desses jogos hoje é tamanha que, ao invés de simplesmente copiarem elementos da vida real, estão contribuindo decisivamente na maneira que assistimos algo tão difundido quanto uma Copa do Mundo. E isso é só o começo.

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